



23 de junho de 2026 às 22:05
Homem preso por maus-tratos contra a mãe de 83 anos presta depoimento Uma idosa de 83 anos estava sendo mantida em situação de maus-tratos pelo próprio filho, em Londrina, no Norte do Paraná. O caso foi descoberto quando bombeiros foram atender a um princípio de incêndio no imóvel onde mãe e filho moravam. O homem, identificado como Vilmar Aparecido dos Santos, de 45 anos, foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (22). Ele ainda não tem advogado constituído no processo. O g1 tenta localizar a defesa dele. ✅ Siga o canal do g1 Londrina e Região no WhatsApp O incêndio aconteceu no domingo (21). Os bombeiros perceberam que as chamas tinham começado em uma grande quantidade de roupas acumuladas no chão. Um deles viu a idosa e notou que a situação poderia se tratar de um crime e acionou a Polícia Militar (PM-PR). A PM foi até a casa no dia seguinte e encontrou a idosa vivendo em situação de abandono, com sinais severos de desnutrição. Ela também não tomava banho há muito tempo e apresentava problemas de saúde. ""Constatamos que a residência estava insalubre para moradia. Na cozinha, o fogão estava sujo, com restos de comida, sem condições de uso, o gás de cozinha estava vazio, a pia da cozinha estava suja, com pratos, talheres e outros utensílios domésticos sujos. Não havia produtos de limpeza. Não havia geladeira na residência e não havia mantimentos para consumo. No banheiro não havia chuveiro e o vaso sanitário estava sujo. No quarto da senhora havia lixo jogado pelo chão e as roupas ensacadas. Observamos que o princípio de incêndio foi no quarto da idosa", consta no boletim de ocorrência. Idosa de 83 anos foi encontrada vivendo em situação de maus-tratos pelo próprio filho, no PR. Reprodução Também foi apurado que Vilmar ficava com o dinheiro da aposentadoria da mãe, mas não comprava alimentos e nem cuidava da casa. Em depoimento, ele negou as acusações. Veja abaixo. A mulher foi acolhida pelas equipes da assistência social da prefeitura de Londrina e encaminhada para um abrigo especializado. A Polícia Civil (PC-PR) instaurou um inquérito para investigar o caso e vai apurar se também houve o crime de cárcere privado e apropriação de bens de idoso. Vilmar passou por audiência de custódia nesta terça-feira (23) e foi liberado para responder ao processo em liberdade. Ele também foi proibido de se aproximar da mãe por ao menos 100 metros de distância. Leia também: Mais de R$ 42 mil: Prefeitura do Paraná é condenada após Justiça entender que houve falha em tratamento de paciente que morreu com Covid-19 'Sensação horrível': repórter descobriu que vítima de atropelamento era tio após saber de cartão caído no local Investigado: jovem é indiciado por fazer 'vaquinhas' para tratamento de câncer e gastar doações com restaurantes e viagens Segundo vizinhos, filho dizia que a mãe tinha morrido De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais conversaram com vizinhos durante o atendimento da ocorrência. Eles relataram que, quando perguntavam da idosa, Vilmar dizia que a mãe tinha morrido há alguns meses. "[Vizinhos disseram que] somente devido ao incêndio descobriram que ela estava viva. Relataram também violência física por parte dele contra a idosa, que empurrava a cabeça dela no tanque cheio de água e obrigava ela a beber. Que existem denúncias junto ao Cras e Creas formuladas em dias anteriores", consta no boletim. Homem fez empréstimo e seguro de vida em nome da mãe Quando apresentou documentos aos policiais, os agentes encontraram um empréstimo feito em nome da idosa e um seguro de vida, cujo beneficiário era Vilmar. Também havia procurações em nome dele, o autorizando a sacar a aposentadoria da mãe. No documento, policiais relataram que questionaram Vilmar sobre a alimentação da idosa. Ele informou que improvisou um fogão a lenha na parte de fora da casa. Também disse que não tinha dinheiro suficiente para manter a alimentação e somente comprava alguns itens em padarias. Casa onde idosa morava com o filho foi encontrada em situação precária. Reprodução Segundo a PM, Vilmar disse que há muito tempo não trabalhava e, por isso, ele e a mãe só viviam com a aposentadoria dela. "Perguntamos por que ele não trabalha e ele informou que dedica a vida para cuidar da mãe, porém costuma sair com frequência e ficar longos períodos fora de casa", consta no boletim da PM. Em depoimento, filho negou as acusações Vilmar prestou depoimento na delegacia e negou as acusações. Ele afirmou que é filho adotivo da idosa e que ela sempre foi bem tratada por ele. Questionado sobre a alimentação da mãe, ele disse que fazia comida para ela, mas o gás havia acabado há cerca de três dias. Ele também alegou que a casa estava em condições ruins porque eram pobres, e afirmou que deixou a vida de lado para cuidar da mãe. "A casa não estava em condições excelentes, porque a gente é pobre. O dinheiro é da minha mãe. Ela só tem a aposentadoria dela. Eu tive que deixar tudo, minha vida de lado, para poder cuidar dela", disse Vilmar no depoimento. O homem disse que a mãe fez uma procuração em 2011, lhe dando o direito de tomar conta da aposentadoria dela. Questionado pela delegada se, na época, a idosa tinha problemas de saúde, ele não soube informar. A delegada também questionou Vilmar sobre como era feita a higiene da idosa. Ele respondeu que ela estava se negando a tomar banho. Mesmo assim, afirmou que não tem chuveiro na casa e os banhos eram dados com a ajuda de um balde. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: . Leia mais notícias no g1 Paraná.

23 de junho de 2026 às 21:51
Imagens mostram idosa indo até rodoviária antes de desaparecer no Paraná Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, está desaparecida há uma semana. Segundo a família, a última vez que ela deu notícias foi no dia 15 de junho, quando saiu de casa sem avisar os filhos e pegou um ônibus de Maringá, no Norte do Paraná, para Nova Londrina, no Noroeste do estado. De acordo com o relato de uma amiga, Eulália pretendia comprar uma propriedade na cidade. A delegada Angelica Nunes informou que o desaparecimento da idosa está sendo investigado pela Polícia Civil (PC-PR) e que há indícios de crime no caso. Ela disse que aguarda o resultado de novas diligências e, por isso, outras informações ainda não podem ser divulgadas. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp A filha de Eulália, Josiane da Silva Lima, contou que a mãe saiu de casa cedo e pegou um ônibus em direção à rodoviária de Maringá. Imagens de câmeras de segurança registraram a mulher fazendo o trajeto. Veja no vídeo acima. Segundo a família, Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, desapareceu após viajar para cidade vizinha para comprar propriedade. Cedida/Josiane da Silva Lima Josiane afirma que a mãe comprou uma passagem para Nova Londrina e embarcou no ônibus. Segundo a filha, foi confirmado que Eulália desembarcou na cidade às 12h41. No dia em que Eulália sumiu, um dos filhos tentou ligar para a mãe, mas o celular estava desligado. Ela chegou a responder uma mensagem às 12h31, mas, a partir das 12h46, não esteve mais online e não deu mais notícias. "Na quarta-feira, uma amiga dela entrou em contato comigo, dizendo que ela comentou que estava comprando uma propriedade em Nova Londrina e disse que era para guardar segredo. Ela estava comprando essa propriedade de um amigo que ela conheceu e que conhecia já há um tempo, então acreditamos que ela caiu em um golpe", disse Josiane. A filha descobriu que Eulália foi a dois bancos para sacar dinheiro, uma semana antes de viajar. Contudo, ainda não se sabe qual quantia foi retirada. Leia também: Mais de R$ 42 mil: Prefeitura do Paraná é condenada após Justiça entender que houve falha em tratamento de paciente que morreu com Covid-19 'Sensação horrível': repórter descobriu que vítima de atropelamento era tio após saber de cartão caído no local Investigado: jovem é indiciado por fazer 'vaquinhas' para tratamento de câncer e gastar doações com restaurantes e viagens Josiane afirma que a mãe é lúcida, sempre foi muito independente e nunca deixou de dar notícias aos familiares. "Nosso pai faleceu muito cedo, há mais de 30 anos, e ela sempre cuidou demais dos filhos. Sempre foi mãe e pai, então mandava mensagem para nós todos os dias. Jamais ia ficar sem falar com a gente por querer. Tanto que, desde o primeiro dia, já sentimos falta e já desesperamos", informou Josiane. Com o desaparecimento da mãe, Josiane afirma que os familiares passaram a ir todos os dias a Nova Londrina, em busca de respostas sobre o paradeiro dela. "Estamos desesperados porque não temos nenhuma resposta e já faz uma semana do desaparecimento. Só queremos respostas, estamos dilacerados", finaliza a filha. Denúncias sobre o paradeiro de Eulália podem ser feitas pelo telefone (44) 3432-1202 da Polícia Civil ou pelo 181, do Disque-denúncia. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: . Leia mais notícias no g1 Paraná.

23 de junho de 2026 às 20:11
A produtividade costuma ser associada a máquinas modernas, novas tecnologias e processos mais eficientes. Mas, em um cenário em que a falta de mão de obra qualificada se tornou um dos principais desafios para a indústria, um fator continua sendo decisivo para o desempenho dos negócios: as pessoas. No Paraná, uma iniciativa construída ao longo de mais de uma década vem mostrando que investir na qualificação profissional pode gerar resultados que vão muito além da empregabilidade. Ao mesmo tempo em que prepara profissionais para atender às demandas do mercado, a ação contribui para aumentar a produtividade e criar oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Trata-se da parceria entre o Senai Paraná e o Instituto Barigui, organização social mantida pelo Grupo Barigui. A iniciativa oferece cursos gratuitos voltados à capacitação profissional de pessoas que dificilmente teriam acesso a esse tipo de formação. Graças a essa ação mais de 2.100 alunos foram qualificados e, somente em 2026, a expectativa é disponibilizar cerca de 230 vagas em diferentes áreas, como mecânica automotiva, logística, gestão administrativa e veículos híbridos e elétricos. Segundo Cristiana Vantroba, gerente do Instituto Barigui, a proposta de ampliar oportunidades para pessoas que muitas vezes precisam escolher entre trabalhar ou estudar vem sendo cumprida: "O projeto social não para na capacitação e sim no emprego, para fechar o nosso ciclo social." Qualificação que reduz o tempo de adaptação Além do impacto social, a qualificação profissional também gera benefícios diretos para a indústria. Em setores como o automotivo, receber trabalhadores com formação reduz o tempo de adaptação e acelera o desenvolvimento das equipes. Para Cristiana, esse é um dos principais diferenciais dos alunos formados na parceria: "Quando a teoria e a prática se unem, com certeza há um ganho muito grande a hora que o aluno vai para o mercado. O fato de o colaborador passar por processos internos de trabalho e não haver a necessidade de ensinar a teoria já é um grande diferencial." Ela destaca ainda que a formação oferecida pelo Senai de forma customizada contribui para complementar conhecimentos que habitualmente seriam adquiridos de maneira informal: "Eles vão ter um ensinamento técnico e a parte teórica, que é o que eles não têm quando aprendem em casa ou no trabalho informal. Além disso, há o diferencial de os cursos do Senai serem customizados. Essa possibilidade de montar uma grade curricular de acordo com a nossa necessidade faz uma grande diferença." Para o diretor regional do Senai Paraná, Odivany Pimentel Sales, a produtividade está diretamente relacionada à capacidade de desenvolver talentos preparados para os desafios atuais do mercado de trabalho. "Produtividade não é apenas fazer mais em menos tempo. É fazer melhor, com qualidade, segurança e eficiência. Quando investimos na formação profissional, reduzimos a curva de aprendizagem, aumentamos a competitividade e ampliamos as oportunidades para as pessoas. É um ganho para toda a sociedade." Uma nova oportunidade aos 36 anos Entre os alunos que tiveram suas trajetórias impactadas pela iniciativa está Aliny Aparecida de Araújo, de 36 anos. Moradora de Curitiba, casada e mãe de um adolescente de 16 anos, ela encontrou no curso de Auxiliar de Logística uma oportunidade de recomeço. A decisão de voltar a estudar não foi simples. Aliny convive com a dislexia e passou anos longe da sala de aula. "Eu fiquei com aquele medo, aquele receio de vir. Cheguei aqui no primeiro dia, conversei com os professores, eles falaram que iriam me ajudar e que eu não podia desistir", lembra. O acolhimento fez diferença. Ela conta que concluiu o ensino médio recentemente e decidiu continuar investindo na própria formação. Ao falar sobre o futuro, a expectativa é seguir estudando e ampliando as oportunidades profissionais: "Não importa a idade que a gente tem, não importa se a gente tem 30, 40, 50, 60. A gente sempre tem que correr atrás. Se a gente não correr atrás, a gente não vai ter nada no futuro. E uma coisa que ninguém vai tirar da gente é o estudo. Eu não quero parar. Estudar é uma coisa que ninguém tira da gente". Transformação que alcança famílias inteiras Os resultados da iniciativa também aparecem fora das salas de aula. Segundo Cristiana, é comum que familiares relatem mudanças de comportamento, autoestima e perspectivas de futuro após a participação nos cursos. "Uma mãe comentou conosco: 'Muito obrigada! Eu não teria como pagar esse curso para o meu filho. Ele está muito feliz'." Para ela, esse retorno demonstra que a produtividade gerada pela qualificação profissional não se limita ao ambiente de trabalho. "A gente vê que esses mais de 2.100 alunos que nós formamos fizeram a diferença na nossa história. E a gente tem certeza que fizeram a diferença na vida deles também."

23 de junho de 2026 às 19:23
Durante muitos anos, o mercado imobiliário de alto padrão em Curitiba concentrou sua atenção em bairros como Batel, Ecoville e Bigorrilho. Regiões que ofereceram, ao longo das últimas décadas, aquilo que o comprador premium mais buscava: exclusividade, conforto, áreas residenciais consolidadas e qualidade de vida. Enquanto isso, o Centro de Curitiba acabou ficando em segundo plano dentro do mercado residencial de alto padrão. Mas esse cenário pode estar começando a mudar. O aumento da atividade econômica, a valorização dos imóveis comerciais, os projetos de revitalização urbana e a transformação do comportamento das novas gerações estão recolocando o Centro no radar de investidores, incorporadoras e compradores que enxergam potencial em regiões com forte identidade urbana. Mais do que uma simples recuperação econômica, o que pode estar acontecendo é uma mudança de narrativa sobre o papel do Centro na cidade. O Centro volta a ser um ativo estratégico Historicamente, grandes movimentos de valorização urbana costumam seguir uma lógica semelhante. Primeiro chegam os investimentos em infraestrutura. Depois vêm os negócios, serviços, gastronomia e atividades culturais. Em seguida, o mercado residencial começa a acompanhar esse movimento. Foi assim em diversas regiões centrais ao redor do mundo e pode ser justamente esse o momento que Curitiba começa a experimentar. O crescimento da ocupação comercial na região central sinaliza algo importante: existe confiança econômica retornando para o Centro. E quando empresas, escritórios e serviços voltam a investir em uma região, o mercado imobiliário costuma observar atentamente os próximos passos. Divulgação/Casa da Arquitetura de Curitiba. O alto padrão acompanha centralidades vivas Existe uma característica comum nos principais mercados imobiliários globais: o alto padrão não busca apenas exclusividade. Ele busca conveniência. Por isso, regiões centrais revitalizadas costumam voltar ao radar quando começam a oferecer: segurança; mobilidade; gastronomia; cultura; comércio qualificado; serviços especializados; espaços públicos mais agradáveis. Em cidades como Londres, Barcelona, Lisboa e Nova York, muitos dos bairros mais valorizados estão justamente em áreas centrais que passaram por processos de transformação urbana. O que torna essas regiões desejadas não é apenas a localização. É a possibilidade de viver a cidade de forma mais intensa. O Centro de Curitiba possui características difíceis de replicar Diferentemente de novos bairros que surgem a partir de grandes expansões urbanas, o Centro já possui atributos consolidados. Entre eles: localização estratégica; ampla infraestrutura; oferta de serviços; acesso ao transporte público; equipamentos culturais; arquitetura histórica; edifícios modernistas. Além disso, muitos imóveis da região apresentam características que se tornaram raras no mercado atual. É possível encontrar apartamentos com: plantas amplas; pé-direito generoso; grandes esquadrias; fachadas arquitetônicas marcantes; localização privilegiada. Esses atributos dialogam diretamente com tendências que vêm ganhando força no mercado premium. O potencial dos retrofits pode transformar a região Um dos temas mais relevantes para o futuro do Centro é o retrofit. O conceito consiste na modernização de edifícios existentes, preservando elementos arquitetônicos relevantes enquanto adapta o imóvel às necessidades atuais de conforto, tecnologia e eficiência. Em várias cidades do mundo, o retrofit foi responsável por transformar prédios antigos em empreendimentos altamente desejados. O resultado costuma combinar: localização consolidada; arquitetura com personalidade; conforto contemporâneo; valorização patrimonial. Em Curitiba, o Centro possui um estoque imobiliário extremamente interessante para esse tipo de transformação. Diversos edifícios modernistas e construções históricas apresentam potencial para projetos que unem design, exclusividade e autenticidade. Divulgação/J8 Imóveis. O comercial premium costuma chegar antes do residencial premium O aumento dos valores de locação comercial observado recentemente pode representar justamente o início desse ciclo. Normalmente, empresários e investidores são os primeiros a identificar oportunidades de valorização urbana. Isso acontece porque: escritórios acompanham fluxo econômico; clínicas buscam regiões acessíveis; operações gastronômicas seguem o movimento de consumidores; investidores antecipam tendências. Quando esse processo se fortalece, o mercado residencial costuma vir na sequência. Principalmente em produtos voltados para: executivos; profissionais liberais; investidores; moradores que valorizam a mobilidade urbana. A nova geração valoriza walkability Uma das maiores mudanças de comportamento dos últimos anos está relacionada ao conceito de walkability, ou caminhabilidade. Cada vez mais pessoas desejam morar em regiões onde seja possível realizar atividades cotidianas sem depender do carro. O comprador contemporâneo valoriza: deslocamentos mais curtos; acesso fácil a restaurantes; proximidade de cafés; atividades culturais; serviços próximos; maior aproveitamento do tempo. Essa tendência tem impulsionado a valorização de áreas centrais em diversas cidades. E o Centro de Curitiba possui potencial para atender exatamente esse perfil. Divulgação/Prefeitura de Curitiba. O mercado premium está mais aberto à autenticidade Outro fator que favorece a região central é a transformação do próprio conceito de luxo. Durante décadas, o mercado associou alto padrão a: grandes condomínios; isolamento urbano; excesso de metragem; ostentação arquitetônica. Hoje, muitos compradores passaram a valorizar: autenticidade; arquitetura autoral; história; localização estratégica; experiência urbana. Essa mudança está diretamente relacionada ao conceito apresentado em nosso conteúdo sobre o novo luxo curitibano, onde qualidade de vida, bem-estar e identidade ganharam protagonismo em relação à ostentação. Nesse contexto, imóveis localizados em regiões centrais e com personalidade arquitetônica própria começam a se tornar ainda mais relevantes. O Centro ainda enfrenta desafios Naturalmente, a transformação urbana não acontece de forma instantânea. O Centro ainda convive com questões que influenciam a percepção de parte da população, como: segurança; conservação de alguns espaços públicos; ocupação irregular; desafios sociais urbanos. Esses fatores ainda fazem com que muitos compradores observem a região com cautela. No entanto, existe uma diferença importante. Hoje, o debate deixou de ser sobre abandono e passou a ser sobre potencial de transformação. Essa mudança de percepção costuma ser um dos primeiros sinais observados em processos de revitalização bem-sucedidos. A valorização pode acontecer por microrregiões: Outro ponto importante é entender que a valorização não ocorre de forma homogênea. O mais provável é que surjam inicialmente pequenos pólos de desenvolvimento. Áreas próximas a locais como: Praça Osório; Rua XV de Novembro; Centro Cívico; entorno do Batel; corredores gastronômicos; eixos culturais. Podem concentrar os primeiros movimentos mais expressivos de valorização. É um comportamento comum em processos de renovação urbana. Primeiro surgem núcleos de transformação. Depois, o movimento se expande gradualmente. O futuro do Centro pode combinar história, arquitetura e qualidade de vida Talvez o maior potencial do Centro esteja justamente na combinação de elementos que dificilmente podem ser reproduzidos em outras regiões da cidade. Ali convivem: patrimônio arquitetônico; infraestrutura consolidada; localização estratégica; vida cultural; mobilidade urbana; potencial de retrofit. Se os investimentos em revitalização continuarem avançando, Curitiba poderá assistir ao surgimento de uma nova fase para sua região central. Não necessariamente baseada em ostentação ou grandes transformações visuais. Mas em algo muito alinhado à identidade da cidade: uma sofisticação discreta, funcional e conectada ao cotidiano. O Centro de Curitiba pode viver uma nova fase de valorização O aumento da atividade comercial e os projetos de revitalização mostram que o Centro voltou a ocupar um espaço relevante nas discussões sobre o futuro urbano da capital paranaense. Ainda é cedo para afirmar que a região retornou definitivamente ao mercado de alto padrão. Mas existem sinais claros de que investidores, incorporadoras e compradores voltaram a olhar para o Centro com novos olhos. E em uma cidade que valoriza arquitetura, mobilidade, qualidade de vida e urbanismo inteligente, esse movimento pode representar uma das transformações imobiliárias mais interessantes dos próximos anos. Quer acompanhar as principais tendências do mercado imobiliário de Curitiba e descobrir regiões com potencial de valorização? Conheça os imóveis e conteúdos exclusivos da J8 Imóveis e explore as transformações que estão redesenhando a cidade.