



08 de setembro de 2026 às 08:00
Investigação aponta que briga entre amigos motiva duplo homicídio em Cruzeiro do Iguaçu Valdelino de Carvalho Goiz, de 63 anos, e Alessandro Cristian Cappelletti, de 37, pai e filho, foram mortos a tiros na noite de sábado (5), em Cruzeiro do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, horas depois de jogar sinuca com o suspeito em um bar da cidade. Segundo a polícia, os dois tinham relação de amizade com o atirador, e não havia desentendimentos anteriores entre eles. "O que foi apurado até o momento é que as partes mantinham relação de amizade. Não havia desentendimento anterior que pudesse ter evoluído para este resultado", afirmou a delegada Amanda Kutzner. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O crime aconteceu em frente a um posto de combustíveis. O suspeito fugiu do local e ainda não foi localizado. A identidade dele não foi divulgada. Pai e filho morreram juntos Reprodução/ Redes sociais O A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram os disparos. Segundo relato de testemunhas à polícia, um carro estacionou próximo às vítimas e atirou contra uma delas. Depois dos primeiros disparos, uma das vítimas saiu correndo do carro. Mas o atirador foi atrás dela e efetuou mais disparos. Ainda segundo a testemunha, o suspeito fugiu em um carro branco. A polícia segue em buscas para localizar o suspeito e identificar a motivação exata do crime. De acordo com a delegada, horas antes do crime, o suspeito e as vítimas estavam juntos em um estabelecimento, jogando sinuca e bebendo cerveja, na companhia de outros familiares e amigos. Pai e filho morrem baleados Polícia Civil do Paraná Leia também: Feminicídio: Marido suspeito de assassinar médica deixou filho de 8 meses sozinho no apartamento Frio intenso: Paraná recebe alerta de queda de temperatura e mínimas podem chegar a 3°C Apreensão: Receita Federal apreende vinhos raros estimados em meio milhão Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

08 de setembro de 2026 às 07:30
Cachorro é jogado no lixo preso dentro de caixa de papelão, no Paraná Um cachorro foi encontrado jogado em um cesto de lixo, preso dentro de uma caixa de papelão em Guarapuava, na região central do Paraná. A cena foi filmada por um morador do Bairro Primavera e enviada a um grupo de protetores de animais, que divulgaram o vídeo nas redes sociais. Assista acima. "Não bastasse o abandono, a crueldade foi ainda maior: ele estava amordaçado, impedido de pedir socorro, e com as patinhas presas. Isso dói. Dói tanto que chega a corroer a alma. Esse animal passou a noite inteira no frio, congelando, sem poder se mexer e sem sequer conseguir clamar por ajuda. Somente no dia seguinte, o proprietário do imóvel percebeu o animal dentro do lixo [e o libertou]", escreveu a protetora Solange Djunbanski. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Cachorro foi encontrado preso dentro de cesto de lixo Reprodução O g1 questionou a Polícia Civil se o caso está sendo investigado e aguarda resposta. A situação aconteceu no dia 31 de agosto e ganhou repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira (7). Segundo Solange, o morador verificou que as câmeras de segurança da casa registraram o momento do abandono do animal. "É difícil compreender o que leva alguém a fazer uma coisa dessas. Parece algo que ultrapassa qualquer limite de crueldade e de humanidade. O animal foi libertado. Porém, estava extremamente assustado e desesperado. Na tentativa de fugir, acabou mordendo a mão de seu anjo da guarda e conseguiu escapar", informou ela. Abandono foi registrado por câmera de segurança Reprodução LEIA TAMBÉM: Assassinato: Motorista é atacado e morto a tiros dentro de carro devido a briga de trânsito que aconteceu três meses antes Entenda: Golpista se passa por médico, engana hospital para conseguir dados de pacientes e dá golpe em familiares deles Previsão do tempo: Frio marca início do feriado de 7 de Setembro no Paraná, com temperaturas abaixo de 0°C Denúncias Denúncias sobre esta ou quaisquer outras situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

08 de setembro de 2026 às 07:00
Desmatamento na Amazônia reduz chuvas no Paraná e ameaça produção agrícola O aumento do desmatamento na Amazônia tem influenciado a redução das chuvas na Bacia do Rio Iguaçu, no Paraná, aponta um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os pesquisadores cruzaram dados de perda de vegetação na Amazônia com registros de precipitação em 64 estações pluviométricas entre janeiro de 2011 e dezembro de 2023. A análise encontrou uma correlação entre períodos de maior desmatamento na Amazônia e menores volumes de chuva registrados na bacia paranaense. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O artigo foi publicado no fim de julho deste ano na revista científica Brazilian Journal of Biology e utiliza dados de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estudo não afirma que toda redução de chuva ou período de seca no Paraná seja provocado pelo desmatamento, no entanto, evidencia que aproximadamente 40% da chuva que chega ao Paraná tem relação com a umidade proveniente da região amazônica, explica a pesquisadora Ana Carolina da Silva, uma das autoras. “A Amazônia não é um sistema isolado da região Norte do país; ela afeta toda a América do Sul, inclusive o Paraná. Quanto maior for o desmatamento observado na Amazônia, menores tenderão a ser os volumes de chuva registrados no estado”, afirma. Cataratas do Iguaçu são o fim da Bacia do Rio Iguaçu Bruna Kobus/RPC O estudo analisou a Bacia do Rio Iguaçu, que é uma área estratégica do estado e abrange as regiões Leste, Sul, Sudoeste e Oeste. A região envolve 35 municípios e concentra aproximadamente 60% da produção de grãos e 23% da pecuária do Paraná, de acordo com a pesquisa, além de cinco grandes reservatórios usados na geração de energia. Esses reservatórios respondem por aproximadamente 41% da geração hidrelétrica estadual, segundo dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) que foram apresentados no estudo, Infográfico: como funcionam os rios voadores da Amazônia Arte/ RPC Mais notícias: Suspeita de feminicídio: Médica é encontrada morta em apartamento Alerta: Novo golpe consegue imitar números de parentes do dono da linha Após confraternização: Suspeito mata pai e filho a tiros em bar no Paraná Por que o estudo é alerta para abastecimento e agricultura? O preço do desmatamento: estudo revela que derrubada da floresta fez chuva sumir em 25% Bruno Kelly/Amazônia Real A redução da umidade transportada da Amazônia para o Paraná pode afetar, ainda mais, o regime de chuvas no estado e aumentar a frequência ou a intensidade de períodos de seca, deixando lavouras mais vulneráveis justamente nas fases em que mais precisam de chuva. Segundo a pesquisadora Ana Carolina, a Bacia do Rio Iguaçu está entre as áreas mais sensíveis porque concentra atividades que dependem diretamente da disponibilidade de água. “Os dados sugerem que essa região do Paraná vai ter, se isso continuar acontecendo, fortes impactos na produção de energia e no abastecimento de água. É uma região que tem cinco reservatórios, grandes hidrelétricas, então esse é um impacto que a gente vai sentir se o desmatamento continuar aumentando na Amazônia”, afirmou. Estiagem e inverno com temperaturas elevadas impactam agricultura do Paraná Caminhos do Campo/RPC No campo, porém, os efeitos da chuva não são iguais em todo o estado. O Paraná tem diferentes condições climáticas e é influenciado pela entrada de massas de ar, o que faz com que períodos de seca ou excesso de chuva atinjam as regiões de maneiras diferentes, explica Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). “O Paraná é um estado com clima muito diverso. Enquanto outros seguem um padrão climatológico bem definido de períodos secos e úmidos, nós estamos localizados em uma região muito afetada pela entrada de massas de ar. As mudanças são bruscas e as características regionais são distintas.” Segundo ela, eventos extremos provocam perdas localizadas na produção. Em alguns casos, mesmo quando o impacto não aparece de forma significativa nos números de todo o estado, agricultores registram reduções de 10% a 20% na produtividade. Entre as culturas mais expostas estão soja, milho, trigo e cevada. A falta de chuva em fases críticas do desenvolvimento das plantas pode reduzir tanto o volume quanto a qualidade da colheita. “Quando ocorrem estiagens ou secas prolongadas durante fases críticas do ciclo — como após o plantio, quando a planta está em desenvolvimento e demanda mais água do solo —, há um impacto direto no volume e na qualidade da colheita. Se a expectativa era colher entre 3.500 kg e 4.000 kg por hectare de soja, por exemplo, acaba-se colhendo de 15% a 25% a menos.” Um exemplo citado pela pesquisadora é a safra de soja de 2021/2022, atingida por uma forte estiagem entre dezembro e janeiro, período de intenso desenvolvimento das plantas. Naquele ciclo, a produção estadual teve uma quebra de cerca de 50%, segundo Kowalski. Como a Amazônia ajuda a levar chuva ao Paraná A relação entre a floresta amazônica e as chuvas no Sul do Brasil ocorre por meio do transporte de umidade pela atmosfera. A Amazônia funciona como uma grande fonte de vapor d'água. As árvores retiram água do solo e liberam parte dela para a atmosfera por meio da evapotranspiração. “A Amazônia, que é uma região quente, grande e densa. Existem ali transpiração e evaporação dessa água. Essa umidade é carregada pelos rios voadores e atinge a barreira dos Andes. Quando atinge essa barreira, é desviada. Parte dessa umidade vai para a região Sudeste, e parte vem para a região Sul, onde atinge o Paraná”, explicou Ana Carolina. Essa umidade é transportada por correntes de vento conhecidas como Jatos de Baixos Níveis. O fenômeno é frequentemente associado ao conceito de "rios voadores". Ao encontrar a barreira dos Andes, parte desse fluxo é desviada em direção ao Sul e ao Sudeste do Brasil, incluindo o Paraná. A pesquisadora Ana Carolina reforça que quase metade das chuvas que chegam ao estado tem relação com os rios voadores. Contudo, isso não significa que toda a chuva venha da Amazônia. A precipitação também é influenciada por outros fenômenos e sistemas atmosféricos, como El Niño, La Niña, frentes frias e mudanças na circulação atmosférica. *Vitória Smarci é estagiária do g1 Paraná e foi supervisionada por Mayala Fernandes. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

08 de setembro de 2026 às 03:00
Assassinato de médica no Paraná: marido confessou crime à familiar O assassinato da médica Gassi Mazia, de 37 anos, foi comunicado à Polícia Militar (PM-PR) por uma familiar de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, que o ouviu confessar ter cometido o feminicídio. O crime aconteceu em Maringá, no Norte do Paraná, na noite de sábado (5). No domingo (6), foi decretada a prisão preventiva de João Vitor. A defesa de João Vitor disse que só vai se manifestar sobre o caso a partir da terça-feira (8). O g1 optou por não divulgar o nome da familiar de João Vitor para preservar a identidade da testemunha. Em depoimento à Polícia Civil (PC-PR), a testemunha explicou que, na noite de sábado, João enviou mensagens perguntando se ela estava em Mandaguari, a 32 quilômetros de distância de Maringá. Depois, ligou para a familiar e pediu o endereço da casa dela. Até então, ninguém sabia da morte da médica. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp Ao chegar, ele estacionou o carro no pátio do imóvel e, ainda dentro do veículo, disse à mulher que havia assassinado Gassi. "Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela", contou a testemunha em depoimento à polícia. Gassi Mazia, de 37 anos, e João Romeiro, de 25. Redes sociais Ao saber do caso, a família acionou a PM e chamou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), porque João estava com ferimentos na região do pescoço. Após a chegada da PM, o marido recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de feminicídio e foi internado em um hospital, sob escolta policial. Corpo foi encontrado em seguida Após a Polícia Militar de Mandaguari prender João Vitor em flagrante, uma equipe de Maringá foi até o apartamento onde a vítima morava. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estava no local e havia confirmado a morte da mulher. O corpo de Gassi havia sido encontrado, primeiro, por outro familiar que soube do assassinato e foi ao endereço. Foi ele também que encontrou o filho de oito meses do casal, deixado sozinho no imóvel onde o crime aconteceu. Conforme o boletim de ocorrência, havia três facas ao lado do corpo da médica. O delegado Adriano Garcia informou que a vítima aparentava ter aproximadamente 10 marcas de golpes. O sepultamento aconteceu na manhã desta segunda-feira (7). Leia mais: Marido trabalhava em procuradoria municipal e foi exonerado horas após assassinato Carro em que João Romeiro foi encontrado ferido. Reprodução VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.