



14 de junho de 2026 às 10:45
Doce de amendoim cremoso: aprenda receita com apenas três ingredientes Para entrar de vez no clima das festas juninas, o Caminhos do Campo preparou uma novidade: ao longo de todo o mês de junho, o programa vai trazer receitas típicas das celebrações. Para adoçar a festa, você pode preparar um doce de amendoim cremoso usando apenas três ingredientes. O prato é preparado pela chef de cozinha Vilma Senchuke, em um restaurante na área rural de São José dos Pinhais. A chef faz o processo tradicional: torra o amendoim in natura, descasca e tritura. Mas, se você quiser praticidade, pode usar o amendoim já torrado e moído, que é mais fácil de encontrar no mercado. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ingredientes: 4 litros de leite integral; 3 xícaras de açúcar cristal; 2 xícaras de amendoim triturado. Doce de amendoim cremoso: aprenda receita com apenas três ingredientes. Caminhos do Campo/RPC Confira mais receitas: Bolo com cobertura de brigadeiro de milho: aprenda receita versátil Sobremesa leve com fruta da época: aprenda a preparar um flan com calda de ponkan Rocambole de doce de leite: aprenda a preparar receita com poucos ingredientes Modo de preparo: Em uma panela grande, adicione o leite e o açúcar e leve ao fogo. Deixe em fogo alto até levantar fervura. Em seguida, diminua o fogo e cozinhe por cerca de 1 hora, mexendo sempre, até o leite engrossar e ganhar um tom caramelizado. Assim que atingir o ponto, adicione o amendoim triturado e misture bem. Transfira o doce para uma travessa e, com a mistura ainda quente, polvilhe mais um pouco de amendoim por cima para decorar. Deixe esfriar e sirva! Vídeos mais assistidos: u Leia mais notícias no g1 Paraná.

14 de junho de 2026 às 08:00
Homem morre em batida entre fusca e ônibus de trabalhadores no Oeste Os pais de Vinicius Santana, de 31 anos, seguiam para uma consulta médica quando encontraram um acidente na PR-239 e descobriram que a vítima era o próprio filho. O acidente aconteceu na manhã de sábado (13), quando o carro que Vinicius dirigia bateu de frente com um ônibus entre Toledo e Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná. O casal passava pela rodovia por volta das 5h30, horas depois da colisão, quando percebeu a movimentação de equipes de atendimento no local. Segundo o primo de Vinicius, Alan Mazocato, o pai notou que um dos veículos envolvidos era um Fusca, modelo que a família possui, e decidiu parar para verificar o que havia acontecido. Ao se aproximar, reconheceu a placa do automóvel e recebeu a notícia de que o filho estava morto dentro do veículo. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Vinicius morava em Assis Chateaubriand e trabalhava como mecânico. Familiares o descrevem como uma pessoa simples, querida e sempre disposta a ajudar os outros. Além do trabalho, ele participava ativamente da comunidade religiosa. Segundo os primo Alan, ele tocava violão em celebrações e iria tocar na missa na noite de sábado (13). Vinicius tocava violão em missas na cidade Arquivo pessoal De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o acidente foi registrado por volta das 2h13. O motorista ficou preso às ferragens e morreu ainda no local. Equipes do Samu, da Defesa Civil e da Polícia Científica atenderam a ocorrência. Foi necessário realizar o desencarceramento da vítima. O ônibus transportava trabalhadores. Três passageiros sofreram ferimentos leves e receberam atendimento médico. O motorista não se feriu. Em nota, a empresa responsável pelo ônibus informou que o carro invadiu a pista contrária antes da colisão. A empresa afirmou ainda que os passageiros feridos estão recebendo assistência e manifestou solidariedade à família do motorista que morreu no acidente. Carro da vítim ficou destruído após acidente Polícia Rodoviária Estadual Leia também: Paranaense na guerra: soldado relata rotina de 20 dias em bunker na guerra da Ucrânia Cataratas do Iguaçu: Turista que pulou para pegar celular pode ser multado e proibido de voltar ao parque Desabafo: Após ofensas à filha, mãe de advogada que salvou família em incêndio desabafa Caarro da vítima bateu contra ônibus Polícia Rodoviária Estadual VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

14 de junho de 2026 às 06:00
Freiras da 'adoração perpétua' vivem enclausuradas no Paraná Atrás de grades para focar na missão de rezar por todo o mundo e de roupa tradicional cor-de-rosa para representar a felicidade de estar a serviço de Deus. Assim é a vida das Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua, congregação católica que possui cerca de 20 conventos pelo mundo e apenas um no Brasil. No local, a principal ocupação delas é rezar, e este preceito básico é o que as diferencia de outras congregações. Ao invés de embarcarem em missões externas, trabalharem em hospitais ou darem aulas, por exemplo, elas têm uma vida predominantemente contemplativa. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp "Nós rezamos muito pelas pessoas, pela igreja, pelo mundo todo. Pelos sacerdotes, pelos missionários... A nossa missão principal é essa: a nossa entrega total a Deus no louvor, na adoração, na súplica também e pedir realmente pela humanidade toda", afirma a madre Maria Elizabeth. O doutor em Teologia Kevin Kossar Furtado, professor do departamento de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) destaca que a oração contínua é central na identidade e na missão das irmãs. Freiras da congregação vestem hábito cor-de-rosa Paulo Roberto Martins/RPC "A congregação entende que sua contribuição para a Igreja e para a sociedade ocorre por meio da oração permanente em favor de diferentes causas e pessoas ao redor do mundo", afirma. A congregação foi fundada em 1896, e o Convento Nossa Senhora do Cenáculo foi criado em Ponta Grossa, a cerca de 100 km de Curitiba, em 1983. As 18 freiras que vivem no local só saem em casos de emergências médicas, odontológicas ou para resolver burocracias — o que significa que estão em clausura permanente. As idades variam de menos de 30 a mais de 90 anos. A rotina no convento é extensa: inicia com o despertar às 4h45 e o primeiro louvor às 5h15 (saiba mais abaixo.) Longa jornada até a clausura Para ser uma irmã, basta demonstrar interesse — não é necessário, por exemplo, ter sido freira em outro convento antes. O processo de entrada envolve assumir compromissos na congregação até, progressivamente, chegar à clausura. A formação segue o modelo padrão da Igreja Católica, sendo dividido por etapas, cada uma com tempo de duração específico. Em alguns casos, somando todas as etapas, pode passar dos 10 anos. O compromisso definitivo só ocorre com os votos perpétuos, que é a consagração definitiva de uma irmã. Mesmo após essa decisão, ela pode deixar de ser freira, mas isso exige um processo formal que depende da avaliação de instâncias superiores e pode chegar ao Vaticano. "A clausura foi feita justamente para nos ajudar a viver melhor a nossa forma de vida. Para nós, é um símbolo de liberdade... Liberdade para poder viver plenamente e intensamente a nossa vocação, a nossa missão aqui dentro", avalia Maria Elisabeth. As freiras se revezam dia e noite para ao menos uma delas sempre estar em adoração diante do Santíssimo Sacramento. Elas dividem o tempo entre as orações, produção de hóstias, afazeres domésticos e missas abertas ao público — nas quais permanecem em uma área separada por grades. Na capela, grades separam freiras dos fiéis Paulo Roberto Martins/RPC Maria Elisabeth explica que, apesar do silêncio ser considerado necessário em grande parte do dia para favorecer a comunhão com Deus, a casa é repleta de alegria e momentos de descontração — o que é representado, também, na cor das vestes das irmãs. "Nosso hábito cor-de-rosa simboliza nossa especial consagração ao Espírito Santo e manifesta nossa alegria por estar a serviço de Deus. [...] O Espírito Santo é o Deus-amor, Deus da alegria". 🔎 O hábito é a vestimenta tradicional usada pelas freiras e religiosas. Ele funciona como um sinal exterior da sua consagração a Deus e identidade vocacional, simbolizando os votos de pobreza, castidade e obediência. 🔎O Santíssimo Sacramento é o nome dado à Eucaristia na Igreja Católica, e refere-se à representação da presença de Jesus Cristo na forma de algum objeto considerado sagrado. Infográfico - Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua Arte g1 Mais histórias: 'Providência divina': Irmãos são ordenados padres no mesmo dia 'Não queria parar, mesmo sabendo o final': Mãe copia Bíblia à mão duas vezes Além do meme: Freiras do beatbox trabalham com recuperação de dependentes O uso de grades e o contato com o mundo externo Madre Maria Elisabeth é uma das freiras que vivem na congregação Paulo Roberto Martins/RPC Por só saírem do convento por necessidades burocráticas ou de saúde, o contato das Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua com o mundo externo é feito, principalmente, por meio das pessoas que visitam o convento. Elas veem e conversam com as freiras apenas através de grades. 🔎As Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua não são a única congregação que vive em clausura com a presença de grades. A estrutura é comum em comunidades que são mais voltadas à adoração e contemplação. Em Ponta Grossa, a capela fica aberta ao público com missas todos os dias. A comunidade também pode pedir orações ou deixar desabafos por escrito. Também são permitidas conversas separadas com as irmãs, em salas onde as religiosas ficam separadas dos fiéis por um gradil. "Muitas pessoas vêm aqui para conversar, para pedir oração, às vezes para desabafar e elas saem aliviadas, principalmente quando passam na capela. E elas se admiram tanto! Falam: ‘Nossa, como vocês conversam e riem’, pois nós vivemos a nossa vida humana também de uma maneira muito intensa", diz a madre Maria Elisabeth. Kevin Furtado explica que o uso de grades na Igreja Católica surgiu na Idade Média e se consolidou na Idade Moderna, como parte de uma tradição de separação entre a vida religiosa e o mundo exterior. "Sobretudo após as reformas promovidas pela igreja católica a partir do século XVI, comunidades femininas de vida recolhida passaram a usar barreiras físicas, como muros, portões e grades, para preservar um ambiente considerado mais favorável à oração, ao silêncio e à vida comunitária", explica. Ele destaca que, na prática, essas estruturas delimitavam os espaços reservados às religiosas e regulavam o contato com visitantes, familiares e autoridades religiosas. "Muitas conversas, orientações espirituais, encontros familiares e até negociações administrativas aconteciam através dessas divisórias. Pesquisadores da história monástica observam que as grades funcionavam como uma fronteira simbólica: marcavam a opção por uma vida mais recolhida, mas sem romper completamente os vínculos entre o convento e a comunidade", aponta. A rotina centrada na oração Freiras fazem diversas orações ao longo do dia Paulo Roberto Martins/RPC A rotina das freiras começa às 4h45. Elas não revelam publicamente o itinerário do dia, mas contam parte da programação e rotina na congregação. Confira abaixo: Acordam às 4h45 e iniciam o louvor às 5h15, com as Laudes (oração oficial da manhã na chamada Liturgia das Horas); Em seguida, fazem meditação pessoal e depois participam de missa aberta ao público; Após o café da manhã, rezam os chamados "Ofício das Leituras" (ciclo de orações da Liturgia) e "Hora Terça" (que faz parte da Liturgia das Horas); Ao longo do dia, enquanto algumas irmãs se revezam em adoração diante do Santíssimo Sacramento, outras se ocupam com afazeres domésticos; Ao mesmo tempo, outras trabalham com costura, jardinagem, confecção de hóstias, trabalhos manuais e atendimento aos fiéis; Às 12h, são rezam a "Hora Sexta" e outras orações; Após o almoço, elas têm uma hora livre para descanso; Às 15h10 é rezada a "Hora Nona"; Às 17h20, rezam o terço comunitário e seguido das "Vésperas" (oração oficial da tarde da Igreja Católica). Cada irmã tem ainda uma hora diária para oração pessoal e leitura espiritual. Após o jantar, elas têm uma hora de recreação comunitária, que serve para fomentar a unidade da congregação e favorecer uma vida espiritual saudável. Freiras produzem hóstias no Convento Nossa Senhora do Cenáculo Convento Nossa Senhora do Cenáculo "A última oração comunitária chama-se Completas [última etapa da Liturgia das Horas]. Com ela, encerramos nosso dia e nos preparamos para o descanso noturno", explica a madre Maria Elisabeth. De segunda a sexta-feira, elas produzem hóstias para seis paróquias da Diocese, da qual a congregação faz parte. São cerca de 70 pacotes de 200 gramas fabricados por mês para os fiéis, somando cerca de 49.000 hóstias, e aproximadamente 20 pacotes de hóstias para os sacerdotes, o que totaliza mais ou menos 600 hóstias de tamanhos diferentes. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Campos Gerais e Sul.

13 de junho de 2026 às 19:20
Condição análoga à escravidão por 20 anos: casal de idosos teve que morar em paiol Mantidos em condição análoga à escravidão por 20 anos em Guarapuava, na região central do Paraná, idosos não tinham água encanada e dependiam de terceiros para conseguir comida. Homem e mulher, de 84 e 66 anos, moravam em um paiol com estutura podre. ✅Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O g1 apurou que o empregador é o produtor rural Elton Lange. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, tentou entrevistá-lo pessoalmente, mas ele recusou e não se manifestou sobre a situação. Ele deve pagar R$ 70 mil às vítimas. O caso veio à tona após o casal ser resgatado na quarta-feira (10) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A equipe de auditores-fiscais do trabalho verificou que o casal improvisou três estruturas diferentes para viver, todas construídas em madeira: um paiol antigo foi adaptado como casa, um banheiro e um local com chuveiro. No cômodo que seria o banheiro, a 20 metros de distância do paiol, as paredes eram abertas, com frestas, instalações elétricas improvisadas e abastecimento irregular de água. Casa e banheiro ficavam em estruturas separadas Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) Conforme os auditores, o alojamento improvisado pelo casal corria risco de desabamento, incêndio, com consequente asfixia e intoxicação. "A residência apresentava sinais avançados de deterioração, com partes da estrutura apodrecidas, frestas nas paredes e risco de comprometimento da estabilidade da edificação. [...] Lenha e materiais combustíveis eram armazenados junto ao fogão a lenha, e havia instalação inadequada de botijão de gás no interior da residência." Ainda de acordo com os auditores, a água utilizada para consumo e atividades domésticas era captada diretamente de nascentes e cursos d'água da propriedade. O casal relatou que realizava a fervura da água antes do consumo, sempre que possível. Trabalho análogo à escravidão: entenda o que é, como reconhecer e como denunciar Durante a fiscalização, foi constatado que o empregador não fornecia equipamentos de proteção ou outros insumos necessários para a execução das atividades desenvolvidas na propriedade. O casal corria riscos de picadas de animais peçonhentos e doenças do sistema respiratório, "em virtude da falta de condições de fechamento e vedação de paredes das edificações". Alojamento estava com estrutura danificada, segundo fiscais Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) "Além das condições degradantes, foi constatada a supressão de outros direitos trabalhistas, como a falta de registro, não concessão de férias anuais remuneradas, não pagamento de décimo terceiro salário, remuneração em valor abaixo do piso regional", afirmam os auditores. Ainda de acordo com os representantes do MPT, no âmbito administrativo, 14 irregularidades foram identificadas. No âmbito criminal, o fazendeiro pode ser investigado pela Polícia Federal. No entanto, nesta quinta-feira (11), a corporação disse ao g1 que ainda não tinha sido notificada sobre a situação. O resgate foi feito na localidade de Combrão, nas proximidades da PR-170. Os idosos foram encaminhados à casa de um filho, que cresceu no mesmo lugar com os pais e, depois, foi morar na cidade. Alojamento estava com estrutura danificada, segundo fiscais Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) LEIA TAMBÉM: Outro caso: Idoso obrigado a trabalhar 24h é resgatado 'Ele me obriga a mandar, não responda': Mãe denuncia sequestro de filha e neta após troca de mensagem, no Paraná Veja: Vídeo de cães soltos na rua por clínica leva à descoberta de série de irregularidades Denúncias Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível online. Acesse neste link A plataforma foi lançada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e integra as ações permanentes da Auditoria-Fiscal do Trabalho no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná