



02 de outubro de 2026

05 de outubro de 2026 às 22:54
Paulo Martins é vice-prefeito de Curitiba e deve deixar cargo em aberto. Foto: Giuliano Gomes/PR Press Curitiba deve ficar sem vice-prefeito pelos próximos dois anos, caso Paulo Martins (NOVO) deixe a posição para assumir o cargo de deputado federal. Martins foi eleito à Câmara Federal neste domingo (4) e a posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Diferentemente dos cargos do legislativo, quando há a possibilidade de um suplente assumir a cadeira, o cargo de vice-prefeito não prevê substituições no regramento eleitoral. Assim, a capital paranaense deve ficar sem vice-prefeito até as próximas eleições municipais, previstas para acontecer daqui a dois anos, em outubro de 2028. Agora no g1 "Isso é regido na Lei Orgânica do Município, que segue por aquilo que a gente chama de 'simetria constitucional', a mesma lógica da União. A mesma coisa que aconteceria se o vice-presidente fosse assumir outro cargo, falecesse ou renunciasse", exemplifica Fernando Neisser, Professor de Direito Eleitoral da FGV. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Como o cargo deve ficar em aberto, no caso de o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) precisar se ausentar durante o mandato, seja por motivos de viagem ou doença, por exemplo, quem assumirá interinamente a Prefeitura de Curitiba será o presidente da Câmara Municipal. Atualmente, o presidente da Câmara Municipal é o vereador Tico Kuzma (PSD). Porém, o mandato da Diretoria da Câmara Municipal é definido a cada dois anos e termina em dezembro de 2026. Assim, para o próximo ano, quando Martins deve deixar a prefeitura, ainda não há a definição de quem poderá ser o substituto temporário de Pimentel. LEIA MAIS: Quem é Luis Felipe Cunha, suplente que ocupará a vaga de Sergio Moro no Senado pelo Paraná Sergio Moro revela primeiras medidas após a posse, promete cortar secretarias e diz que vai continuar senador até o final do ano Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto neste momento. O g1 Paraná procurou a assessoria de imprensa de Paulo Martins, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná:

05 de outubro de 2026 às 21:21
Polícia investiga caso de PMs filmados agredindo homem em Curitiba A Polícia Militar (PM) informou que investiga o caso de dois policiais que foram filmados agredindo um homem na região central de Curitiba no sábado (3). Assista a trechos do vídeo acima. A íntegra do vídeo tem mais de 7 minutos e mostra os policiais dando socos e chutando o homem mesmo quando ele já está parado, com as mãos atrás da cabeça. O registro mostra também o momento em que um dos PMs pisa na cabeça do homem e dá chutes no rosto dele. Segundo a Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada para atender a uma ocorrência de perturbação do sossego e suspeita de tráfico de drogas. Conforme um Boletim de Ocorrência registrado pela equipe policial, "houve resistência ativa contra a equipe policial, ensejando a lavratura de Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP)". ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp A corporação informou que um procedimento administrativo deverá analisar a ocorrência. "A PMPR reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência, assegurando a adoção das medidas cabíveis, conforme os resultados da apuração e a legislação vigente", diz a nota. Em nota, o Ministério Público informou que acompanha, por meio da Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar, a apuração do caso. O órgão disse ainda que foi "informado sobre a instauração de Inquérito Policial Militar". Até a última atualização desta reportagem não havia informações sobre o estado de saúde do homem agredido. LEIA TAMBÉM: Vídeo: Ventania arranca piscinas e estruturas 'voam' durante temporal Veja o que muda: Resultado da eleição altera quadro de vereadores de Curitiba Agressão: Passageira é puxada pelos cabelos e jogada na calçada por motorista de aplicativo O que mostra a íntegra do vídeo? Polícia investiga caso de PMs filmados agredindo homem em Curitiba Reprodução A íntegra do vídeo, com mais de 7 minutos, mostra o momento em que os policiais começam a dar socos e chutes no homem que está parado com as mãos atrás da cabeça. Ele cai no chão, agarra a perna de um dos policiais e continua sendo agredido. É possível ouvir os PMs mandando ele "virar de costas", "deitar no chão" e "parar de fazer força". O homem é imobilizado e fica com o rosto rente ao chão. Um dos PMs pisa na cabeça dele e dá chutes no rosto do homem, que em seguida é algemado. Depois de um tempo, o homem para de se mexer e as agressões cessam. Um dos PMs pega um celular, enquanto o outro checa a situação do homem. Cerca de dois minutos depois, o homem se levanta e, algemado, é colocado dentro da viatura. Um dos policiais vai até a calçada e passa a verificar os pertences do homem, entre eles, uma coberta e uma mochila. Ele leva a mochila até a viatura e confronta o homem. Não é possível ouvir o que eles conversam. Por fim, os policiais fecham o porta-malas onde o homem está, guardam a mochila dentro da viatura e entram no veículo. O que diz a PM? Leia a íntegra do posicionamento da Polícia Militar: "A Polícia Militar do Paraná (PMPR) informa que, neste sábado (3), foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego e suspeita de tráfico de drogas, na região central de Curitiba. Policiais militares do 33º Batalhão de Polícia Militar (BPM) deslocaram-se até o local e realizaram a abordagem. Conforme relatado em Boletim de Ocorrência, houve resistência ativa contra a equipe policial, ensejando a lavratura de Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP). A PMPR informa que será instaurado procedimento administrativo para análise da ocorrência e reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência, assegurando a adoção das medidas cabíveis, conforme os resultados da apuração e a legislação vigente." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

05 de outubro de 2026 às 20:53
Paraná escolhe Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), eleitos como senadores pelo Paraná, deram entrevista nesta segunda-feira (5) ao Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Entre as primeiras propostas que pretendem apresentar ao Senado após a posse, está uma PEC para reforma do Judiciário e o impeachment de "um ministro" do Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós não podemos continuar permitindo que o Judiciário abuse das suas prerrogativas. É importante a gente saber que isso traz prejuízo para todos nós", explicou Filipe Barros. Deltan Dallagnol ainda disse que a ideia é fazer o “primeiro impeachment constitucional de um ministro do Supremo”. Ele, no entanto, não mencionou o nome do ministro que seria alvo do processo. “Não é vingança, não é retaliação, é restabelecer a ordem e a justiça no nosso país”, argumentou Dallagnol. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Dallagnol também afirmou que as decisões da Justiça Eleitoral sobre sua candidatura nas 48 horas antes das eleições foram “arbitrárias e abusivas” e que alguns ministros temem que os senadores eleitos sejam favoráveis aos impeachments. Segundo ele, foi uma tentativa de “lutar pela própria sobrevivência”. Entenda o caso abaixo: 🔍O Tribunal Superior Eleitoral chegou a indeferir e, horas depois, manteve a candidatura de Dallagnol, em série de decisões individuais dos ministros. O plenário do Tribunal ainda vai decidir sobre condenação de Dallagnol em um caso de fraude à Lei da Ficha Limpa em 2023, que pode declará-lo inelegível. Nesse cenário, o estado teria novas eleições para o Senado. Clique aqui e leia a matéria completa. LEIA MAIS: Deputados estaduais eleitos no Paraná: veja a composição da Assembleia Legislativa a partir de 2027 Paranaenses renovam metade da bancada federal; PT e PL têm o maior número de representantes Deltan Dallagnol e Filipe Barros em entrevista à RPC. Foto: Reprodução/RPC O que esperar do mandato de Deltan Dallagnol Dallagnol frisou o combate à corrupção, uma das pautas que mais defendeu durante a campanha eleitoral, além do combate ao crime organizado e ao abuso sexual. “Nós precisamos retomar o combate à corrupção. Nós não temos mais prisão em 2ª instância; nós precisamos restabelecer, vale para todos os crimes; acabar com essa figura hedionda que é o foro privilegiado, como se tivessem castas no Brasil. Nós precisamos restabelecer um crime, um ilícito de enriquecimento ilícito do agente público”, disse Dallagnol. O senador eleito também frisou o endurecimento de penas para crimes graves, em especial a violência e abuso sexual, e defendeu a “castração química para pedófilos”. Disse também que vai lutar para trazer recursos para o Paraná. O que esperar do mandato de Filipe Barros Barros explicou que, logo no início do mandato, vai auxiliar na fiscalização dos serviços prestados pela Copel e no andamento das obras das rodovias sob concessão no estado. “Estaremos lá cobrando da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], cobrando da Copel, que resolva definitivamente o problema da energia. Um outro assunto que a gente não pode esquecer é o pedágio, essa concessão dos pedágios que foi feita pelo Governo Federal em parceria com o Governo Estadual. E se foi feita com o Governo Federal, é função dos senadores fiscalizarem as concessionárias para que elas entreguem as obras em dia”, disse ele. Assista aos vídeos do g1 Paraná:

05 de outubro de 2026 às 20:41
Sergio Moro vence eleição para o governo do Paraná Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná em 1º turno nas eleições gerais de 2026, detalhou em entrevista ao programa Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo, como será o período de transição e quais serão as primeiras medidas após assumir o governo estadual, em janeiro de 2027. O político destacou que, ainda durante o período de transição, vai começar a colocar projetos em andamento, como a Tabela SUS Paranaense. Segundo ele, assim será possível implementar a proposta já no primeiro semestre de 2027. Moro também afirmou que terá um olhar apurado para a questão fiscal. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp “Vamos olhar as contas do governo e dar prioridade. A gente precisa começar a fazer obra e terminar as obras. E não fazer um monte de obras, às vezes ao mesmo tempo, e as coisas ficam se prolongando, às vezes com prejuízo ao cidadão que fica incomodado com várias estradas em construção. A vigilância do pedágio, das obras do pedágio, vamos começar já de imediato em janeiro. Quero criar forças tarefas já em janeiro, para a gente ir para cima do crime organizado e desmantelar essas quadrilhas que estão aqui existentes no Paraná”, disse Moro. Sobre as ações de início do mandato como governador, Moro destacou que vai criar o observatório digital dos pedágios, para que a população possa fiscalizar o andamento das obras, e começar conversas e negociações com as concessionárias que administram as rodovias para verificar a possibilidade de redução das tarifas. Sobre a Copel, disse que vai exigir da empresa um plano de investimentos e melhorias no abastecimento de energia elétrica. O governador eleito também ressaltou que os paranaenses elegeram dois senadores da chapa de Moro: Deltan Dallagnol (NOVO) e Filipe Barros (PL). E que também foram eleitos vários deputados federais do mesmo grupo político, o que vai possibilitar uma ação coordenada entre governo estadual e o legislativo. Sergio Moro detalha primeiras ações após posse. Foto: Reprodução/RPC Período de transição e secretariado estadual Moro afirmou que já recebeu uma ligação do atual governador Ratinho Junior, que se colocou à disposição para iniciar o período de transição. Segundo o governador eleito, ambos vão criar equipes de transição em breve para que o novo mandato dê continuidade às obras e projetos que estão em andamento no Paraná. Ele ainda disse que não irá prejudicar os prefeitos que apoiaram a candidatura do oponente, Sandro Alex (PSD), e que vai governar para todos os paranaenses. Ao ser questionado em entrevista, Moro contou que ainda não definiu quem serão os secretários estaduais, mas disse que a escolha será com “critérios técnicos”. Ele ainda destacou que, por não ter feito tantas alianças políticas, poderá focar em colocar à frente dos cargos profissionais que sejam capacitados para as áreas determinadas. “Por exemplo, a Secretaria da Infraestrutura tem que ser um engenheiro, né? Secretaria de Saúde tem que ser um médico, um profissional da saúde habilitado, Educação tem que ser um profissional da educação e Segurança Pública igualmente. Não abriremos mãos de ter um secretariado técnico, que é a nossa marca”, explicou ele. Moro ainda ressaltou que vai "enxugar" a máquina pública, diminuindo “significativamente” o número de secretários. Ele não revelou, porém, quantas e quais secretarias serão cortadas. Continuidade do mandato como senador Sergio Moro compartilhou que volta a Brasília ainda nesta semana para dar continuidade ao mandato de senador, e disse que não pretende se licenciar para tocar o período de transição. Segundo ele, ainda há muitas pautas importantes para votar no Senado até o final do ano, e o trabalho para eleger o aliado, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no 2º turno. Em janeiro de 2027, após tomar posse como governador do Paraná, quem assume a cadeira como senador do Paraná no lugar de Moro é o 1º suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil). Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: