



21 de setembro de 2026 às 10:43
Em Curitiba, Renan Santos propõe reforma do STF RPC O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, se encontrou com apoiadores em Curitiba neste domingo (20). Durante uma coletiva na Praça Santos Andrade, na capital paranaense, o candidato criticou o aumento do benefício do Bolsa Família e acusou o governo Lula de usar a medida para obter vantagem eleitoral. Ele também chamou o reajuste de “compra de voto” e disse que a Justiça Eleitoral deveria barrá-lo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "É um absurdo que um Presidente da República, em período eleitoral, venha aumentar o valor de um benefício social de modo a se beneficiar eleitoralmente disso. Isso é criminoso. Isso não pode fazer. O Bolsonaro, inclusive, já foi julgado por crimes similares por alterar programas sociais em ano eleitoral. Por que que o Lula, a três semanas da eleição, pode, ele próprio, aumentar o valor de um benefício que atinge milhões de brasileiros? São mais de 20 milhões de famílias. É óbvio que isso é eleitoreiro e é óbvio que, se a Justiça Eleitoral for de fato justa e focada naquilo que é eleitoral, ela vai derrubar", falou. Renan também afirmou que apresentou uma ação à Justiça Eleitoral contra a medida e disse que o processo está sob análise. Segundo o candidato, a alteração no benefício deveria ser feita fora do período eleitoral. A passagem de Renan Santos por Curitiba faz parte dos compromissos de campanha do candidato na disputa pela Presidência da República. Além da capital paranaense, o candidato também passou por cidades de Santa Catarina. Agora no g1 Em frente à universidade pública mais antiga do país, candidato propõe 'tirar a autonomia universitária do Brasil' Durante a fala, que aconteceu em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR) – primeira universidade pública do país –, Renan Santos afirmou que, se eleito, vai "tirar a autonomia universitária do Brasil". De acordo com o candidato do Missão, o objetivo é investir em pesquisa e extensão em parceria com a iniciativa privada, a fim de aumentar a produtividade. "O fim da autonomia pressupõe que, tal qual a China faz, tal qual Israel faz, tal qual Singapura faz, o Estado brasileiro possa investir mais em áreas como engenharia, engenharia espacial, geologia por conta das terras raras, biotecnologia e todas as áreas ligadas à agricultura, para fomentar o crescimento econômico nacional e não deixar isso nas mãos de diretores com os seus apadrinhados políticos nas faculdades, que determinam o que é prioridade ou não para eles. A prioridade é o que vai desenvolver o Brasil. Nesse sentido, eu vou alterar a autonomia universitária para que se foque na pesquisa nessas áreas", afirmou o candidato, que explicou que isso ficaria ligado às políticas de Estado quinquenais do Ministério da Educação. LEIA TAMBÉM: Investigações: Pastor foragido por coordenar assassinato de diretor de franquia milionária é preso; CEO da empresa é suspeito de encomendar a morte Vídeo: Carro com mais de 200 kg de maconha perde controle durante perseguição e suspeitos fogem a pé Após 9 dias de buscas: Corpo de jovem que desapareceu durante campeonato de pesca é encontrado VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

21 de setembro de 2026 às 10:29
Preços de combustíveis Marcelo Camargo/Agência Brasil A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão federal de defesa do consumidor, instaurou nesta segunda-feira (21) 70 processos contra postos de combustíveis acusados de aumento abusivo de preços. Os estabelecimentos investigados podem ser multados em até R$ 14 milhões, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). As fiscalizações ocorreram em postos do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Segundo a Senacon, foram identificadas margens de lucro superiores a 70% em parte dos estabelecimentos fiscalizados. LEIA TAMBÉM: Gasolina com 35% de etanol pode estragar o carro? Veja peças que podem ser afetadas A Polícia Federal faz uma operação no Rio contra um grupo suspeito de usar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado ⛽No caso dos combustíveis, aumento abusivo de preços significa que os valores cobrados foram elevados sem uma justificativa compatível com os custos ou com as condições do mercado. Segundo o órgão, um aumento abusivo das margens de lucro foi identificado em sete estados. Mas, há registros de denúncias semelhantes em outras 15 unidades da federação. Uma reunião emergencial com entidades de defesa do consumidor em todo o país será realizada nesta terça-feira (22) para discutir ações de fiscalização conjunta dos postos. Denúncias Na última sexta-feira (18), a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou à Senacon ter recebido cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos de preços e compartilhou informações que serviram para subsidiar fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado. 🔎A Senacon não informou, no material divulgado, quais são os 70 postos envolvidos nem detalhou os preços praticados por cada estabelecimento ou a diferença em relação aos valores de compra dos combustíveis. A Secretaria Nacional do Consumidor integra o Ministério da Justiça e é responsável por instaurar processos administrativos e, quando comprovadas infrações às regras de defesa do consumidor, aplicar sanções.

21 de setembro de 2026 às 03:00
Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná Vitória Smarci/RPC A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná o proíbe de realizar atos públicos de campanha, veicular propaganda no rádio e na TV e de receber recursos públicos do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral. A medida, publicada no último sábado (19), também proíbe que Dallagnol use os recursos dos fundos que já tenham sido repassados. A liminar é válida até que o TSE decida sobre o processo que discute a inelegibilidade do candidato. Em 2023, o próprio TSE o condenou em um caso de fraude à lei da Ficha Limpa e cassou o registro de candidatura de Dallagnol, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal. Entenda o processo abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O ministro Floriano de Azevedo Marques, que assina a decisão, aponta que a permanência da candidatura causa "danos irreversíveis" e pode acarretar "graves riscos ao processo eleitoral". Entre esses riscos, o ministro menciona: Destinação de recursos públicos dos fundos de campanha para "candidatura juridicamente natimorta", evidenciando o mau uso de recursos públicos; Confusão do eleitorado por meio da participação de candidatura inviável na propaganda eleitoral e nos debates; Grave risco de instabilidade institucional, uma vez que, se após o fim da votação um candidato eleito ao Senado tiver seu registro de candidatura anulado, isso acarretaria a realização de novas eleições para o Senado no Paraná. O ministro também pediu à presidência do TSE para agendar o julgamento do caso no plenário virtual ou presencial já nos próximos dias. No plenário, o caso será analisado pelos sete ministros que integram o TSE. A decisão atendeu a um pedido de liminar feito pela coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PSOL. Os partidos recorreram ao TSE depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) validou o registro da candidatura de Dallagnol para participar da disputa em 2026. Em nota, a equipe jurídica de Deltan Dallagnol afirmou que vai recorrer da decisão. Discussão sobre inelegibilidade de Dallagnol começou com condenação em 2023 Deltan Dallagnol estuda convite para assumir cargo remunerado no Podemos, confirma assessoria de ex-deputado Giuliano Gomes/ PR PRess A discussão do caso gira em torno da decisão do TSE, de 2023, que cassou o registro de candidatura de Dallagnol, na época no Podemos, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal. ➡️ Relembre: Dallagnol se candidatou às eleições de 2022. Na época, o TRE aprovou o registro de candidatura. Houve recurso ao TSE. Por não ter uma decisão definitiva, ele participou da eleição e assumiu o cargo. Quando o caso foi julgado pelo Tribunal Superior, o registro de candidatura foi cassado. Consequentemente, Dallagnol perdeu o cargo. Na época da cassação, o relator do caso, o ministro Benedito Gonçalves, entendeu que Dallagnol cometeu uma fraude contra a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) 11 meses antes das eleições, enquanto enfrentava processos internos da instituição. Esses processos internos apuravam a conduta do então procurador da Operação Lava Jato e poderiam levar à demissão dele. A expulsão do órgão resultaria na inelegibilidade de Dallagnol, pela lei da Ficha Limpa. No entanto, a Lei da Inelegibilidade determina que fique inelegível por oito anos o servidor público que deixar o Judiciário ou o Ministério Público para escapar de uma punição. E foi nesse caso que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral entenderam que o caso de Dallagnol se enquadrava. O processo tramitou no TSE, que decidiu por unanimidade pela condenação de Dallagnol. O processo transitou em julgado, ou seja, foram esgotados todos os recursos. Cassação do mandato de Deltan Dallagnol Apesar da condenação, Dallagnol solicitou o registro de candidatura para concorrer como senador pelo Paraná. O requerimento de declaração de elegibilidade foi novamente analisado e, por 4 votos a 3, o TRE-PR decidiu que ele pode disputar as eleições deste ano. Os recursos dessa decisão agora devem ser julgados pelo TSE. O que diz Deltan Dallagnol Procurada pelo g1, a assessoria do candidato do Novo enviou uma nota, destacando que Dallagnol segue concorrendo, já que o registro foi deferido pelo TRE-PR. "A decisão deste sábado não indeferiu o registro: suspendeu os atos de campanha enquanto o recurso aguarda apreciação do TSE, em contraste com decisões anteriores do próprio relator", diz a nota. O candidato afirma ainda que o procedimento permanece sob sigilo. "Até este momento, Deltan ainda não teve acesso regular à íntegra da petição que deu origem à medida nem ao conjunto completo dos autos. Embora trechos da decisão já tenham sido reproduzidos por veículos de imprensa — por meio dos quais ele tomou conhecimento da ação —, o processo não está disponível para consulta pública", aponta a nota de Dallagnol. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

21 de setembro de 2026 às 00:04
Polícia investiga crimes contra pessoas em tratamento de câncer Pacientes em tratamento contra o câncer se tornaram vítimas de um crime cruel em várias cidades do Brasil. A polícia investiga empresários, advogados e funcionários da área da saúde que estariam envolvidos em esquemas de fraude em licitações para compra de medicação, superfaturamento e até suspeita de falsificação de remédios. Em 29 de junho, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu 56 mandados de busca e apreensão em imóveis de investigados. O Fantástico acompanhou toda a ação na casa do principal alvo da Operação Placebo. Lisandro Henriques Hermes é empresário e trabalha com distribuição de remédios. Ele foi preso em flagrante. Na casa dele, foram encontradas caixas e caixas de remédios com indícios de adulteração. O suspeito nega envolvimento no caso. "Ele relata que era para destruição. No entanto, aqueles medicamentos encontrados lá não tinham nenhuma identificação, de modo que ele poderia imprimir na cartela o que ele quisesse", afirma o delegado Daniel Severo. A suspeita surgiu no Hospital Santa Casa de Caridade de São Gabriel, no interior do Rio Grande do Sul. Funcionários do setor oncológico suspeitaram de um lote de medicamentos e chamaram a polícia. De acordo com a polícia, os indícios de falsificação são grandes, desde erros de grafia, coloração e textura até caixa e bula com idiomas diferentes. "O próprio laboratório recebeu uma amostra, e por isso o laboratório entrou em contato comigo para dizer que eles tinham visto que era falso já", diz o delegado. A distribuição de todo o lote foi imediatamente suspensa. Esquema envolvia profissionais da saúde O remédio seria usado por dona Maria Jupira, que tratava um câncer no pulmão. As filhas dela contam que o medicamento não estava disponível pelo SUS. Por isso, a família contratou um advogado, indicado pelo médico de dona Maria, para entrar na Justiça e conseguir que o Estado financiasse a compra. O laboratório que produz o medicamento não reconheceu como legítimo o lote encontrado na Santa Casa. Com a apreensão do remédio, as filhas contam que dona Maria ficou sem tratamento adequado por dois meses. Depois desse período, ela recebeu outras medicações, mas morreu aos 57 anos. Como dona Maria Jupira já estava em tratamento, a família não sabe se ela chegou a tomar medicamentos suspeitos antes dos funcionários da Santa Casa perceberem o lote com as embalagens adulteradas. Fernando Borges da Silva era o médico de dona Maria. Ele também atendeu dona Mara Rodrigues. As duas pacientes conheceram o médico na Santa Casa de São Gabriel. Dona Mara já tinha tratado um câncer, mas a doença voltou de forma agressiva. "Ele disse pra mim que, infelizmente, eu tava com metástase óssea, que seria no quadril, na pélvis, nas costelas do lado direito e que, então, nós íamos iniciar o tratamento, mas que eu ia ter que fazer tratamento com um remédio de fora, porque ele não confiava muito no resultado do remédio brasileiro", conta. Assim como fez com dona Maria, o médico também indicou um advogado para dona Mara. A Justiça determinou que o Estado pagasse pelo remédio, mas o tratamento não apresentou resultados. O médico entrou em contato com a paciente. "'Ah, dona Mara, não sei o que houve, mas o seu tratamento não fez efeito. Nós vamos mover outro processo e vamos pedir outro tratamento para a senhora'. Isso em novembro, e desde lá nunca mais eu tive notícia do doutor Fernando". A família diz que não conseguiu mais contato com o médico. Somente em julho deste ano, depois de cerca de oito meses de espera, dona Mara conseguiu uma nova consulta na Santa Casa de São Gabriel. No fim de agosto, ela recebeu novos remédios para continuar o tratamento. "Esse caso é uma negligência escalonada. Quem fiscalizou o médico? Quem fiscalizou o que minha mãe tomava?", questiona Isac Alves Rodrigues, o filho de Mara. Em nota, a Santa Casa informou que suspendeu o médico assim que soube da investigação. Destacou ainda que o hospital não é investigado na Operação Placebo e que tem colaborado com as investigações. Fraudes em licitações Para a polícia, dona Mara Rodrigues e dona Maria Jupira estão entre as vítimas de um grupo de criminosos que lucrou não só com a possível falsificação de medicamentos, mas também com fraudes em licitações. Segundo a investigação, o médico identificava os pacientes e receitava remédios que não estavam sendo fornecidos pelo SUS. Assim, era necessário acionar a Justiça para que o Estado financiasse a compra. Era o médico mesmo quem indicava aos pacientes os advogados que moviam as ações. No entanto, segundo a polícia, praticamente todas as farmácias que apresentavam os orçamentos dos remédios pertenciam ou tinham alguma ligação com Lisandro Hermes, o empresário preso em junho pela Operação Placebo. "Ele controlava diretamente como sócio ou indiretamente, através dos seus comparsas. Ou já haviam sido sócios deles em outros lugares ou eram laranjas dele em farmácias que já fecharam aqui em São Gabriel", explica o delegado. Assim, o grupo de Lisandro sempre saía beneficiado na licitação. Caso no Paraná Em Cascavel, no Paraná, a farmácia que eles representavam ganhou a licitação para compra de medicamentos para o tratamento da Yasmin, uma menina de doze anos com um neuroblastoma, um tipo agressivo de câncer. Segundo as investigações, os empresários desviaram cerca de R$ 2,5 milhões, repassados pelo governo do estado, e entregaram apenas parte da medicação. Yasmin morreu em fevereiro. "A nossa esperança era aquela medicação. E, de repente, a gente vê que caiu num golpe, que não tinha medicação. Foi muito difícil, foi muito triste", relata a mãe de Yasmin. O empresário Lisandro diz que é inocente. Ele e um sócio foram condenados pela Justiça do Paraná por estelionato. O Tribunal de Justiça do Estado não quis comentar o caso. Advogados atuaram no esquema No Rio Grande do Sul, além do empresário Lisandro Hermes e do médico Fernando Borges da Silva, a polícia identificou três advogados acusados de envolvimento no esquema. Segundo a investigação, eram esses advogados que entravam na Justiça com as ações solicitando dinheiro do estado para compra de medicamentos. Além de causar prejuízo aos cofres públicos, essa fraude também preocupa do ponto sanitário, já que pacientes com câncer podem ter sido expostos a medicamentos de origem desconhecida. Só neste ano, a polícia já identificou casos de suspeita de adulteração em pelo menos quatro estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Mato Grosso do Sul. Receitas médicas fraudadas No Mato Grosso do Sul, o marido de Elaine Nogueira tratava um câncer no intestino. Ele foi uma das pessoas que tomaram medicamentos sem registro na Anvisa. "A gente não espera tomar remédio falso. Parece coisa de novela, né?", diz Elaine. Foi a Defensoria Pública do Mato Grosso do Sul que descobriu as fraudes. Segundo as investigações, pedidos para a compra de medicamentos com autorização judicial, feitos por advogados da Defensoria, foram usados por golpistas. Depois que o dinheiro era liberado pelo estado, a ordem judicial era enviada à Secretaria Estadual de Saúde. De lá, o documento era encaminhado às farmácias interessadas em fornecer a medicação. Eram farmácias pequenas, de bairro, que conseguiam orçamentos por valores abaixo do mercado. Os defensores públicos desconfiaram e descobriram que isso só era possível porque muitos desses remédios vinham de fora do país. "Essas importações eram feitas ao menor custo de qualquer país fabricante. Medicamentos feitos na Índia, na China, no Paquistão, na Turquia. Medicamentos sem registro no Brasil. O medicamento que chegava até o paciente não tinha segurança sanitária e não era aquele determinado judicialmente", diz Eni Maria Sezerino Diniz, defensora pública. A Defensoria encontrou até receitas falsas usadas por farmácias para compra de medicamentos no exterior, no nome do marido de Elaine. No ano passado, uma distribuidora no Ceará, que forneceu os medicamentos para Luiz Carlos, foi fechada pela polícia por suspeita de falsificação. Ele morreu em maio deste ano. Medicamento superfaturado Segundo as investigações, eram dois funcionários da própria Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul que passavam os pedidos de compra dos medicamentos para as farmácias. Esses funcionários e os donos das farmácias lucravam com o superfaturamento dos remédios. "Informava-se no processo um medicamento cujo custo de três meses era R$ 100 mil reais e o medicamento custava R$ 1.600, R$ 1.200", afirma Eni. No período de 2021 a 2025, as empresas envolvidas nesse esquema criminoso movimentaram mais de R$ 70 milhões em faturamento, segundo a Receita Federal. Os dois funcionários da Secretaria da Saúde foram afastados. A polícia também investiga o caso. No Rio Grande do Sul, a polícia informou que ainda não tem data para divulgação do resultado da perícia nos medicamentos apreendidos no Hospital da Santa Casa de São Gabriel. O médico Fernando Borges da Silva e três advogados estão proibidos de exercer a profissão. Por nota, a defesa negou que o médico tenha cometido qualquer conduta ilícita e informou que ele está à disposição da Justiça. Pacientes com câncer são vítimas de esquema de falsificação de remédios e fraude em licitações Fantástico GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.