



10 de junho de 2026 às 08:03
Famílias esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná Apesar de uma lei sancionada em 2024 determinar que o sistema público de saúde do Paraná deve oferecer aparelhos digitais de medição de glicemia para crianças e adolescentes com diabetes, as famílias desses pacientes ainda aguardam a entrega dos dispositivos. É o caso da família de Felipe, de 9 anos. Ele descobriu que é diabético há dois anos e começou a usar o sensor digital enquanto participava de um estudo, que fornecia o equipamento gratuitamente. Em geral, esses aparelhos fornecem resultados rápidos, em segundos, a partir de uma pequena gota de sangue, ajudando no controle da saúde diária. Cada sensor custa, em média, R$ 300 e dura duas semanas. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "Furar o dedo é como se fosse uma foto e o sensor é como se fosse um vídeo. Eu consigo ver tudo o que aconteceu nas 24 horas do dia, consigo ver se a glicemia esteve estável, eu consigo ver setas de tendência, ter uma ideia do que vai acontecer, uma certa previsibilidade. Com a fitinha de glicemia, você não consegue ter essa ideia. A diabetes é muito descontrolada. Então o sensor, ele traz pra gente um pouco de controle", explica Deise Ramos, mãe de Felipe. Mesmo com lei sancionada há mais de um ano, famílias ainda esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná RPC Com o fim da pesquisa, a família passou a comprar, por conta própria, os sensores. Porém, eles vivem com a imprevisibilidade de saber se vão conseguir bancar o aparelho no próximo mês. "Eu compro dois sensores e parcelo em quatro vezes. Aí, no outro mês, vou ver se consigo. Não necessariamente vou conseguir", detalha a mãe. A família de Benjamin, de 9 anos, vive uma situação muito semelhante. "Para mim, que sou autônomo, cada dia é um dia, cada mês é um mês. A gente perde o chão, perde aquele sentimento de segurança. Talvez, amanhã, eu tenha que escolher entre cuidar das coisas da casa, ou o tratamento dele", desabafa Alexandre Monteiro de Souza, pai do menino. LEIA TAMBÉM: 'Chamava meus filhos de irmãos': Vítima do PR que denunciou mulher presa por se passar por criança em SC tatuou nome falso usado pela suspeita Entenda: Influenciador que filmou OVNI decide se afastar das redes sociais Sanção: Turista que pulou nas Cataratas do Iguaçu para pegar celular pode ser multado e proibido de voltar ao parque, diz Governo Federal Apesar da divulgação da distribuição, famílias ainda aguardam Mesmo com lei sancionada há mais de um ano, famílias ainda esperam por sensores de glicemia para crianças com diabetes no Paraná RPC A lei sancionada em dezembro de 2024 prevê a distribuição do aparelho para pacientes que têm entre 4 e 17 anos, e que a aplicação da lei deveria ser regulamentada pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA). Além da idade, prevê os requisitos de tratamento contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS), comprovação de hipossuficiência – ou seja, falta de recursos – e laudo médico do SUS que indique a necessidade de monitoramento frequente da glicemia. De acordo com a secretaria, cerca de 500 pessoas nessa faixa etária já realizam tratamento pelo SUS no Paraná. A expectativa é de que o programa represente um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões por ano. A lei começaria a valer 60 dias após a publicação no Diário Oficial, ou seja, por volta de março de 2025. Porém, a distribuição dos sensores ainda não saiu do papel e não há uma previsão para quando isso deve acontecer. Em setembro de 2025, a Sesa divulgou que o Paraná foi o primeiro a formalizar a distribuição gratuita de sensores digitais de glicemia. Entre os critérios divulgados pela secretaria, além dos previstos na lei, está que o paciente deve ser beneficiário do Bolsa Família, o que surpreendeu a Associação Paranaense do Diabético (Apad), que ajudou na elaboração da lei estadual. "A lei era para ser geral, e que entrasse em vigor o quanto antes, porque é uma tecnologia que está disponível", defende Osvaldo Avelino, presidente da associação. Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o processo de compras dos aparelhos está tramitando internamente e que será divulgado assim que o edital for publicado oficialmente. Disse ainda que o programa Bolsa Família foi escolhido como uma forma mais ágil de chegar ao usuário de baixa renda. "O programa será implantado de forma gradual e que uma futura ampliação dependerá da necessidade e do aceite por parte dos usuários SUS", diz a nota. Apesar disso, para as famílias que estão na espera, cada dia conta. "Hipoglicemias constantes e várias hipoglicemias graves podem trazer danos neurológicos. Sinto que estou evitando que meu filho tenha problema neurológico. Eu consigo trabalhar antes de o problema chegar", desabafa Deise Ramos. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

09 de junho de 2026 às 23:09
Acusados de atacar jovem com soda cáustica no Paraná vão a julgamento após 2 anos Marlon Ferreira Lemes foi condenado 23 anos e três meses de prisão por ter planejado um ataque com soda cáustica à ex-namorada Isabelly Aparecida Ferreira Moro em maio de 2024. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (9), ao final do Tribunal do Júri realizado em Jacarezinho, no Norte do Paraná. Na decisão, o júri entendeu que Marlon cometeu o crime de tentativa de feminicídio com os agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele deverá cumprir a pena em regime fechado. O g1 tenta contato com a defesa de Marlon. Ele está preso na Penitenciária Estadual de Londrina. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O julgamento começou na manhã de segunda-feira (8) e ouviu testemunhas, Isabelly, assistências de acusação e as defesas. O caso foi analisado pelo Conselho de Sentença, que manteve as qualificadoras: Recurso que dificultou a defesa da vítima: Por Isabelly ter sido atacada de surpresa pela executora do crime, que, para evitar ser reconhecida, usava um disfarce; Motivo torpe: diante do sentimento de posse que Marlon nutria em relação à vítima e de vingança pelo término do relacionamento, enquanto Débora nutria ciúmes e inveja da vítima; Meio cruel: devido à utilização de soda cáustica, produto químico altamente tóxico e corrosivo, com o objetivo de causar intenso sofrimento a Isabelly. Na decisão, também foi determinado que Marlon pague uma indenização por danos morais a Isabelly, no valor de R$ 50 mil. Marlon Ferreira Lemes foi condenado a 23 anos e três meses de prisão por planejar ataque contra Isabelly. Reprodução/RPC/Arquivo Pessoal Acusada de executar o crime, Débora Aparecida Custódio Ferreira também estava sendo julgada, mas a defesa dela decidiu abandonar o Tribunal do Júri no início da tarde de terça-feira. Os advogados alegam que o julgamento "não estava sendo justo" a ela. Com isso, ela será julgada em uma nota data, que ainda não está definida. Navegue pela reportagem para relembrar o crime: Quando o crime aconteceu? Quais foram as lesões causadas em Isabelly? Quem são os acusados de cometer o crime? O que eles disseram em depoimento? Jovem é atacada com ácido no meio da rua no norte do Paraná Reprodução/Arquivo pessoal Leia também: Imprudência: turista pula nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar celular Previsão do tempo: Paraná deve ter volta das chuvas e queda nas temperaturas Acidente: homem morre e cinco pessoas ficam feridas após carros baterem de frente Quando o crime aconteceu? Isabelly foi atacada na tarde de 22 de maio de 2024, enquanto ia para a academia. Uma mulher se aproximou dela, jogou o líquido — que posteriormente a polícia descobriu ser soda cáustica — e fugiu. No momento do crime, a suspeita usava peruca e roupas largas. Assista acima. A jovem foi abordada na Alameda Padre Magno, na região central de Jacarezinho. Em um vídeo gravado por uma câmera de monitoramento, a vítima aparece correndo em busca de ajuda após ser atingida. Um barbeiro viu Isabelly pedindo ajuda, colocou-a no carro e a levou para o hospital. Após o ataque, uma testemunha encontrou uma sacola preta e um copo, que estavam molhados. O material foi recolhido para análise. Sacola e o local com a marca do produto jogado na jovem Reprodução Quais foram as lesões causadas em Isabelly? Isabelly foi atingida no rosto e na região peitoral. A vítima teve queimaduras de segundo grau na boca, cavidade orofaríngea, hipofaringe e tronco. Além disso, ela também teve lesões no lábio superior e inferior e na cavidade oral. No hospital, a jovem ainda teve um quadro infeccioso e foi submetida a intubação para ventilação mecânica e sedação. Ela passou cerca de 30 dias internada no Hospital Universitário de Londrina (HU), até receber alta. Soda cáustica: Entenda danos que o produto químico pode causar ao organismo 'Me recuperando aos poucos', diz jovem atacada com soda cáustica em rua do Paraná Quem são os acusados de cometer o crime? Marlon Ferreira Lemes e Débora Aparecida Custódio Ferreira estão presos por serem suspeitos de atacar isabelly. Reprodução/RPC/PM-PR Os acusados de atacar Isabelly são o ex-namorado dela, Marlon Ferreira Lemes, e Débora Aparecida Custódio Ferreira, que na época era companheira dele. Débora foi presa pela Polícia Militar dois dias após o ataque. Ela pediu ajuda ao dono de um hotel onde estava se escondendo, e ele fez a denúncia. Enquanto isso, Marlon já estava preso por um roubo de celular. Segundo o Ministério Público, a análise dos dados do celular de Débora revelou que Marlon planejou o crime. Conforme a denúncia, mesmo preso, ele convenceu Débora a aderir ao plano e atacar Isabelly. Desde então, Marlon está preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Londrina e Débora está na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público (MP-PR) no dia 7 de junho de 2024. No dia 16 de maio de 2025, a Justiça decidiu que eles seriam submetidos ao júri popular. O que eles disseram em depoimento? No documento ao qual o g1 teve acesso, Marlon e Débora confessaram o crime em um depoimento prestado durante o processo. Marlon admitiu que planejou o crime com Débora. Ele disse que o objetivo era dar "susto" em Isabelly, pois supostamente ela estaria passando em frente à cadeia no horário de visitas e debochando de Débora. De acordo com o documento, Débora praticou o ataque e lançou a soda cáustica em Isabelly. Ela contou no depoimento que Marlon comprou o material antes de ser preso e fez pesquisas sobre o produto. A acusada também disse que ele a orientou a se disfarçar no momento do ataque. "Ele queria jogar a soda nela para deixá-la feia", contou Débora, no depoimento. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

09 de junho de 2026 às 21:17
Acusados de atacar jovem com soda cáustica no Paraná vão a julgamento após 2 anos A defesa de Débora Aparecida Custódio Ferreira, acusada de jogar soda cáustica em Isabelly Aparecida Ferreira Moro, abandonou o Tribunal do Júri nesta terça-feira (9). O julgamento, que está sendo realizado no fórum criminal de Jacarezinho, no Norte do Paraná, continuou apenas com Marlon Ferreira Lemes, acusado de planejar o crime. Perto das 19h30, o julgamento foi concluído. Marlon foi condenado a 23 anos e 3 meses por tentativa de feminicídio triplamente qualificado. As qualificadora apontadas são uso de meio cruel, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele está preso na penitenciária de Londrina. Com a decisão da defesa de Débora, agora ela será julgada em outra data, que ainda será definida. Ela continua presa na cadeia pública de Santo Antônio da Platina. Os advogados Thiago Rodrigues e Jean Campos informam que decidiram sair do plenário, devido a "graves violações às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa". Para eles, o julgamento "não estava sendo justo" com Débora. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp "Réu é coisa sagrada. Cabe esse respeito. Nós temos uma mulher que foi desrespeitada desde o início deste processo. [...] Diante desse cenário, da insalubridade da condição da defesa da Débora, diante do desrespeito às regras constitucionais, a nossa Carta Magna, essa defesa não vê condição de continuidade deste plenário. Pela falta de condição de trabalho, nós vamos nos retirar do plenário", disse Rodrigues durante o julgamento. Os advogados alegam que não tiveram acesso integral aos materiais do processo e às perguntas ao Conselho de Sentença. Isso estaria impossibilitando a preparação estratégica da defesa. Eles ainda alegaram que, durante os debates de acusação, o juiz estava com uma sentença elaborada, antes mesmo dos debates defensivos. "Diante desse cenário, a retirada da defesa não configurou abandono processual ou ato atentatório à dignidade da justiça, mas medida excepcional adotada em reação a sucessivas violações de garantias fundamentais, com o objetivo de resguardar a regularidade do julgamento e preservar os direitos da acusada", disseram os advogados, em nota. Leia a manifestação na íntegra abaixo. O Ministério Público do Paraná considerou a atitude dos advogados de defesa de Débora como uma manobra não admitida. Por isso, solicitou ao juiz que os advogados sejam condenados a pagamento de uma multa por deixarem o júri. Também foi pedida a nomeação de um defensor dativo (advogado indicado pela Justiça) à ré, caso os profissionais abandonem novamente o próximo julgamento, para que ela não fique sem defesa. A promotora Bárbara Garla Stegmann também pediu que uma indenização por danos morais seja paga aos sete jurados, por terem permanecido no julgamento por mais de 24 horas, sem que ele fosse concluído com todos os réus. "O Ministério Público requer que seja deferida por danos morais coletivos aos jurados que aqui estão por dois dias e merecem ser indenizados pelo trabalho que aqui prestaram e não puderam concluir os julgamentos. É dever das partes, que atentem contra a Justiça que indenizem aqueles que são prejudicados por tais atos. [...] O Ministério Público manifesta o seu total desacordo a conduta dos advogados", disse a promotora. Com relação à multa, o juiz afirmou que cabe ao órgão disciplinar, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), analisar a postura da defesa. "Não cabe a este juízo ou ao Poder Judiciário a análise desta questão neste momento", considerou o juiz. O magistrado também definiu que a possibilidade de indenização aos jurados terá de ser decidida em uma ação própria. Por fim, ele decidiu que será nomeado um advogado dativo a Débora, como precaução. A defesa de Débora conseguiu o prazo de cinco dias para recorrer das decisões. Veja a íntegra do posicionamento da defesa de Débora: "Nós não abandonamos a defesa da Débora. A retirada do plenário ocorreu em razão de graves violações às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa verificadas durante a sessão de julgamento, circunstâncias que motivaram a adoção das medidas processuais cabíveis. Seguimos exercendo integralmente a defesa técnica de Débora. Com a cisão do processo, será designada uma nova sessão de julgamento exclusivamente em relação à sua situação processual, oportunidade em que todas as provas e circunstâncias do caso serão submetidas à apreciação do Conselho de Sentença, sob o pleno respeito às garantias constitucionais. A defesa permanece confiante de que a verdade dos fatos será demonstrada de forma completa e que o novo julgamento ocorrerá em estrita observância aos princípios que regem o processo penal democrático. Embora a acusação tenha requerido a aplicação de multa à defesa, tal pedido sequer foi objeto de apreciação judicial. De todo modo, a imposição de qualquer penalidade mostra-se manifestamente descabida, por absoluta ausência de amparo legal, especialmente porque a retirada da defesa do plenário decorreu de graves violações aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. A defesa foi impedida de exercer plenamente suas prerrogativas profissionais, uma vez que não teve acesso integral aos materiais produzidos e utilizados no processo, tampouco aos quesitos que seriam submetidos ao Conselho de Sentença, impossibilitando a adequada preparação da estratégia defensiva e a correta demonstração desses elementos aos jurados. Além disso, causa extrema perplexidade o fato de que, ainda durante os debates da acusação, o magistrado já se encontrava de posse da sentença elaborada, quando sequer haviam sido iniciados os debates defensivos. Tal circunstância evidencia a absoluta incompatibilidade do ato com a garantia constitucional da plenitude de defesa, pois sugere a formação antecipada de convencimento antes mesmo da manifestação das teses defensivas em plenário. Diante desse cenário, a retirada da defesa não configurou abandono processual ou ato atentatório à dignidade da justiça, mas medida excepcional adotada em reação a sucessivas violações de garantias fundamentais, com o objetivo de resguardar a regularidade do julgamento e preservar os direitos da acusada." As advogadas que defendem Marlon, que foi julgado e condenado, informaram ao g1 que compreendem as razões da defesa de Débora, mas confirmaram que vão permanecer com a defesa das teses a favor do cliente. Navegue pela reportagem para relembrar o caso: Quando o crime aconteceu? Quais foram as lesões causadas em Isabelly? Quem são os acusados de cometer o crime? O que eles disseram em depoimento? Como será o julgamento? O que dizem as defesas dos acusados? Jovem é atacada com ácido no meio da rua no norte do Paraná Reprodução/Arquivo pessoal Leia também: Imprudência: turista pula nas águas das Cataratas do Iguaçu para pegar celular Previsão do tempo: Paraná deve ter volta das chuvas e queda nas temperaturas Acidente: homem morre e cinco pessoas ficam feridas após carros baterem de frente Quando o crime aconteceu? Isabelly foi atacada na tarde de 22 de maio de 2024, enquanto ia para a academia. Uma mulher se aproximou dela, jogou o líquido — que posteriormente a polícia descobriu ser soda cáustica — e fugiu. No momento do crime, a suspeita usava peruca e roupas largas. Assista acima. A jovem foi abordada na Alameda Padre Magno, na região central de Jacarezinho. Em um vídeo gravado por uma câmera de monitoramento, a vítima aparece correndo em busca de ajuda após ser atingida. Um barbeiro viu Isabelly pedindo ajuda, colocou-a no carro e a levou para o hospital. Após o ataque, uma testemunha encontrou uma sacola preta e um copo, que estavam molhados. O material foi recolhido para análise. Sacola e o local com a marca do produto jogado na jovem Reprodução Quais foram as lesões causadas em Isabelly? Isabelly foi atingida no rosto e na região peitoral. A vítima teve queimaduras de segundo grau na boca, cavidade orofaríngea, hipofaringe e tronco. Além disso, ela também teve lesões no lábio superior e inferior e na cavidade oral. No hospital, a jovem ainda teve um quadro infeccioso e foi submetida a intubação para ventilação mecânica e sedação. Ela passou cerca de 30 dias internada no Hospital Universitário de Londrina (HU), até receber alta. Soda cáustica: Entenda danos que o produto químico pode causar ao organismo 'Me recuperando aos poucos', diz jovem atacada com soda cáustica em rua do Paraná Quem são os acusados de cometer o crime? Marlon Ferreira Lemes e Débora Aparecida Custódio Ferreira estão presos por serem suspeitos de atacar isabelly. Reprodução/RPC/PM-PR Os acusados de atacar Isabelly são o ex-namorado dela, Marlon Ferreira Lemes, e Débora Aparecida Custódio Ferreira, que na época era companheira dele. Débora foi presa pela Polícia Militar dois dias após o ataque. Ela pediu ajuda ao dono de um hotel onde estava se escondendo, e ele fez a denúncia. Enquanto isso, Marlon já estava preso por um roubo de celular. Segundo o Ministério Público, a análise dos dados do celular de Débora revelou que Marlon planejou o crime. Conforme a denúncia, mesmo preso, ele convenceu Débora a aderir ao plano e atacar Isabelly. Desde então, Marlon está preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Londrina e Débora está na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público (MP-PR) no dia 7 de junho de 2024. No dia 16 de maio de 2025, a Justiça decidiu que eles seriam submetidos ao júri popular. O que eles disseram em depoimento? No documento ao qual o g1 teve acesso, Marlon e Débora confessaram o crime em um depoimento prestado durante o processo. Marlon admitiu que planejou o crime com Débora. Ele disse que o objetivo era dar "susto" em Isabelly, pois supostamente ela estaria passando em frente à cadeia no horário de visitas e debochando de Débora. De acordo com o documento, Débora praticou o ataque e lançou a soda cáustica em Isabelly. Ela contou no depoimento que Marlon comprou o material antes de ser preso e fez pesquisas sobre o produto. A acusada também disse que ele a orientou a se disfarçar no momento do ataque. "Ele queria jogar a soda nela para deixá-la feia", contou Débora, no depoimento. Como foi o julgamento? Com base nas provas e depoimentos reunidos, o juiz Renato Garcia entendeu que houve tentativa de feminicídio. Ele também considerou que o crime foi cometido com três agravantes: Recurso que dificultou a defesa da vítima: Por Isabelly ter sido atacada de surpresa pela executora do crime, que, para evitar ser reconhecida, usava um disfarce; Motivo torpe: diante do sentimento de posse que Marlon nutria em relação à vítima e de vingança pelo término do relacionamento, enquanto Débora nutria ciúmes e inveja da vítima; Meio cruel: devido à utilização de soda cáustica, produto químico altamente tóxico e corrosivo, com o objetivo de causar intenso sofrimento a Isabelly. O caso foi analisado pelo Conselho de Sentença, que decidiu por manter todas as qualificadoras. Durante o julgamento, foram ouvidas as testemunhas e a vítima. Os acusados também foram ouvidos. O que dizem as defesas dos acusados antes do resultado? Ao g1, a advogada Tatiane Souza Paiva, que atua na defesa de Marlon, disse que o caso não possui elementos que caracterizem tentativa de feminicídio e confia que o julgamento vai ocorrer com base nas provas dos autos. "A defesa de Marlon Ferreira Lemes reafirma que não existem provas seguras nos autos capazes de demonstrar que o acusado tenha ordenado, participado ou contribuído para os fatos narrados na denúncia. Além disso, sustenta que o caso não reúne elementos que caracterizem tentativa de feminicídio, inexistindo demonstração de intenção de matar, circunstância que será devidamente debatida perante o Tribunal do Júri. A defesa confia que o julgamento ocorrerá com base exclusivamente nas provas produzidas nos autos, em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência", disse a advogada Tatiane Souza Paiva. Em nota ao g1, o advogado Jean Campos, que atua na defesa de Débora, disse que o julgamento será uma oportunidade de relatar as violências físicas, psicológicas e emocionais que sofreu ao longo dos anos, além de um histórico de abusos e agressões praticados por Marlon. Disse também que, durante o processo, a cliente conseguiu uma medida protetiva contra o ex. "A defesa recebe com tranquilidade a proximidade do julgamento, pois será a oportunidade de Débora relatar, perante o Conselho de Sentença, toda a violência física, psicológica e emocional que sofreu ao longo dos anos, culminando nos fatos que serão analisados pelo Tribunal do Júri. Durante a instrução processual, foram produzidas provas que revelam um histórico de abusos e agressões praticados por Marlon. No plenário, esses elementos serão apresentados e debatidos de forma ampla, permitindo que os jurados compreendam todo o contexto que envolveu os acontecimentos. A defesa acredita que o Conselho de Sentença decidirá com base nas provas constantes dos autos e reconhecerá que Débora também foi vítima de Marlon, submetida por longo período a um ciclo de violência do qual não encontrou proteção efetiva, mesmo após situações que já eram de conhecimento das autoridades competentes. É no julgamento, diante dos jurados, que toda a verdade poderá ser exposta e analisada em sua integralidade", disse o advogado Jean Campos. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

09 de junho de 2026 às 21:15
Influencer filma luzes estranhas da varanda de casa e levanta suspeita de OVNIs no Paraná O influenciador digital Mayk Leão, de 31 anos, que filmou e publicou luzes atípicas e circulares da varanda de casa, informou, nesta terça-feira (9), que vai se afastar temporariamente das redes sociais. Ele viralizou com um flagrante do que acredita ser um OVNI (Objeto Voador Não Identificado). Assista ao vídeo acima. A nota informando a decisão foi publicada pela assessoria do técnico de enfermagem. "Nossa principal preocupação é com a integridade física, mental e emocional dele e de sua família. Nos comprometemos a zelar por isso, dentro dos limites, enquanto assessoria! Aos seguidores que estão preocupados com o Mayk: ele já foi acolhido e está mais calmo. Estamos fazendo de tudo para cuidar dele no momento", diz a publicação. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp A assessoria do influenciador ainda agradeceu as mensagens com palavras de carinho e conforto que Mayk vinha recebendo. O influenciador vive sozinho em uma chácara na zona rural de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. A propriedade fica em uma área isolada, acessada por uma estrada de terra, em uma região com pouca infraestrutura – não há água encanada, por exemplo, nem sinal de celular, apenas Wi-Fi. Na noite de segunda-feira (8), ele publicou um vídeo relatando que uma cabra, chamada Margarida, foi morta na propriedade enquanto ele estava fora. Na mesma publicação, o influenciador disse que uma pata foi atropelada. "Era um animal saudável. Quem é o próximo? Sou eu? Não tem explicação", lamentou no vídeo. Mayk Leão é técnico de enfermagem e influenciador digital Reprodução/RPC Leia mais sobre o caso: OVNIs no Paraná? Relembre outros casos que levantaram suspeitas de visitas de ETs ao estado Pesquisa: Primeira equipe de ufólogos marca visita onde influencer filmou luzes Investigação: FAB diz que nenhum objeto desconhecido foi detectado Onde e como tudo aconteceu Os registros de Mayk foram feitos na zona rural. Ele estava em casa, mas o objeto flagrado ficou pairando em uma zona de mata fechada, em outra localidade do entorno que pode ser vista da varanda do influenciador, a uma distância de pelo menos três quilômetros. O objeto estava em uma área de mata fechada, cortada por um rio, que fica dentro de uma propriedade privada. Por isso, o espaço não pode ser acessado a qualquer momento. Ele conta que nunca foi ao local e não sabe quem é o proprietário. Mayk Leão acredita ter filmado OVNI em área rural Redes sociais Naquele domingo, ele disse que percebeu os bichos agitados durante a manhã. Por conta do comportamento deles, resolveu recolher os animais e, por proteção, se armou com um arco e flechas que guarda em casa. Ele vive no local com 280 bichos, entre cães, galinhas, cabras e cavalos. Inicialmente, acreditou que a casa estava sendo rondada por uma onça. Depois, foi para uma região de mata da chácara para ver se encontrava algo. Ao chegar na divisa da propriedade, viu a cerca elétrica derrubada. Naquele momento, ele ouviu barulhos que o assustaram. Mayk tem dificuldade de descrever o som, mas acredita que soou como tons metálicos sobrepostos e feitos por um único emissor. "Gravei dois stories do som. Era como se fosse um estalo, um rugido, algo assim. Aí retornei pra casa, fiquei aqui olhando. Isso já era de tardezinha. Logo em seguida já começou aqui em cima, que acho que todo mundo ficou meio pensativo, que é o som de catraca, em cima da minha casa. Como se fosse um navio, um barco muito grande. Até ali eu tinha achado que eu tava meio louco, mas tava gravando, igual eu falei, pelo menos a galera tava escutando aquilo ali." A cena do que ele acredita ser uma nave extraterrestre foi gravada poucas horas após o susto dos bichos. De longe, ele viu luzes piscando na serra, que pode ser vista da sacada. As luzes, ele lembra, não estavam nem altas demais a ponto de superar o morro, nem muito baixas a ponto de encostarem no chão. As imagens, gravadas à noite e com zoom máximo de um iPhone 15, ficaram pixeladas e levantaram suspeitas de muitas pessoas nos comentários. Ele garante que não há edições no material e destaca que não foi até o local do avistamento, por ser longe e por medo. Aconselhado por uma seguidora, ele resolveu desenhar o que viu para não esquecer. "Eu acredito que ficou muito tempo ali, entre 20 e 40 minutos. Os stories, se você for ver na sequência, dá uns 20 minutos o tempo que ficou aceso, na verdade, porque lá ficou muito tempo. Ele apagou, sumiram aquelas luzes. [...] Depois que apagou eu continuei aqui fora, a galera [seguidores] continuou conversando comigo... Aí, quando eu saí, tava terminando de passar em cima da casa. Era algo muito grande. Aí que eu fiz o desenho. Extraordinário." Mayk Leão Andrei Cunico/RPC Antes de viralizar com a história, ele tinha 46 mil seguidores em uma única rede social. Nesta quarta-feira (3), está com mais de 2,4 milhões. Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que, no dia 31 de maio, "nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais com informações de objetos desconhecidos". Disse, ainda, que "o controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade". Mapa mostra distância entre casa de Mayk Leão e local do avistamento, em outra propriedade g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Paraná.