



18 de agosto de 2026 às 18:34
Quem pensa que o agronegócio está distante da rotina de quem vive na cidade pode encontrar uma realidade diferente durante o City Farm FAG. Entre os dias 26 e 29 de novembro, o Centro Universitário FAG, em Cascavel (PR), recebe a 6ª edição do evento, que reúne atividades ligadas ao campo, tecnologia, pesquisa, animais, gastronomia, entretenimento e conhecimento para públicos de diferentes idades. A proposta é aproximar a comunidade de um setor que está presente diariamente na vida das pessoas, desde a produção dos alimentos até as tecnologias utilizadas no campo. Durante quatro dias, o campus se transforma em um espaço de experiências que permitem conhecer diferentes etapas e áreas relacionadas ao agronegócio. Iniciativa que nasceu no curso de Agronomia foi ampliando a programação e o público ao longo das edições. Divulgação. Um evento para conhecer o campo de perto Para a coordenadora de Agronomia do Centro FAG, Ana Paula Morais Mourão Simonetti, a ampliação do público acompanha a própria evolução do City Farm. “No primeiro City Farm, os alunos da Agronomia traziam convidados, que eram familiares ou amigos ligados ao agro, como produtores rurais e estudantes de cursos técnicos. Foi assim que começamos a trazer mais gente para aprender sobre as tecnologias”, explica Ana Paula. Segundo ela, hoje, com um evento maior e aberto ao público geral, a presença das famílias permite o contato com diferentes aspectos da programação, que inclui elementos do campo, como plantação, sementes, máquinas e animais, além de entretenimento e pesquisa. Com isso, o evento consegue alcançar diferentes integrantes da família. A presença dos animais é uma das formas de aproximar o público de uma realidade que muitas vezes está distante do cotidiano urbano. A participação da Medicina Veterinária também passou a integrar a programação do City Farm, ampliando a abordagem do evento para diferentes áreas da produção animal. Segundo o coordenador de Medicina Veterinária do Centro FAG, Adriano Ramos Cardoso, apresentar essa realidade para a comunidade também contribui para ampliar a compreensão sobre a cadeia do agronegócio. Para Adriano, a presença da Medicina Veterinária no City Farm acompanha a própria amplitude do agronegócio. A área contribui para o evento a partir de conhecimentos relacionados à produção animal, ao manejo, à nutrição e ao controle de doenças, que fazem parte da cadeia produtiva. “A Veterinária vem para atuar no controle de doenças, no manejo, na nutrição e na produção animal. A Veterinária está incorporada nesse setor. Nós estamos inseridos no processo”, afirma. Presença de animais aproxima visitantes de diferentes aspectos da produção e da atividade veterinária. Divulgação. Campo, tecnologia e conhecimento Embora tenha atividades voltadas ao entretenimento e à convivência, o City Farm mantém sua proposta de apresentar ao público as transformações que acontecem no agronegócio. Máquinas, tecnologias, culturas agrícolas, pesquisas e soluções desenvolvidas para o campo fazem parte desse cenário. A presença das empresas também permite que os visitantes tenham contato com equipamentos e tecnologias utilizadas na produção, enquanto estudantes e profissionais podem conhecer novidades e estabelecer conexões com o mercado. Para Mark Reginatto, diretor de inovação do Centro FAG, essa aproximação ajuda a mostrar que o agronegócio também é um setor marcado pela inovação. Segundo ele, o agronegócio está cada vez mais conectado à tecnologia e à inovação, e o City Farm permite que esse movimento seja apresentado de uma maneira acessível para diferentes públicos. “Ao colocar pessoas em contato com tecnologias, pesquisas e soluções que já fazem parte do campo, conseguimos mostrar que inovação não é algo distante, mas está presente em diferentes etapas da produção e influencia diretamente a forma como produzimos e consumimos”, completa. Experiências para diversos públicos A programação do City Farm busca criar, também, experiências que possam ser aproveitadas por quem visita o evento sem necessariamente ter relação profissional ou acadêmica com o agronegócio. A proposta inclui atividades de entretenimento, gastronomia e espaços de convivência, além das ações técnicas e acadêmicas. Entre as atrações que ganharam espaço nas últimas edições está a prova dos três tambores, que retorna em 2026 e amplia a programação relacionada à cultura e às atividades do meio rural. Prova dos três tambores está entre as atrações do evento. Divulgação. A presença das famílias também reforça uma das características que marcaram a transformação do City Farm. Ao longo dos anos, a organização passou a pensar em atividades que permitissem aos visitantes não apenas assistir às ações do evento, mas participar, conhecer e experimentar. De acordo com a pró-reitora administrativa do Centro FAG, Jaqueline Gurgacz Ferreira, essa aproximação amplia o papel do evento dentro da comunidade. “Queremos que estudantes, profissionais, produtores e também as famílias encontrem no evento espaços de aprendizado, convivência e experiências. Essa integração é parte importante da proposta do City Farm”, compartilha. A aproximação com o público também faz parte da proposta de formação do Centro FAG. Durante o City Farm, acadêmicos de diferentes cursos participam das atividades e têm contato com profissionais, empresas, pesquisadores e visitantes. Afonso Cavalheiro Neto, pró-reitor acadêmico da instituição, acredita que essa experiência amplia as possibilidades de aprendizagem dos estudantes: “Um evento como o City Farm permite que o estudante vivencie situações que complementam aquilo que é trabalhado em sala de aula. Ao mesmo tempo, o público também passa a conhecer melhor aquilo que é produzido dentro da universidade.” Acadêmicos de diferentes cursos integram o City Farm FAG. Divulgação. A diversidade da programação é resultado da própria transformação do evento. O City Farm começou como uma iniciativa do curso de Agronomia e foi incorporando, ao longo dos anos, novas áreas e propostas. A participação da Medicina Veterinária, a presença de empresas, as atividades de pesquisa e inovação e as atrações para o público geral ajudaram a ampliar o alcance da iniciativa. Em 2026, a proposta chega à sexta edição com a expectativa de reunir novamente universidade, setor produtivo e comunidade em torno do agronegócio. City Farm FAG 2026 A 6ª edição do City Farm FAG será realizada de 26 a 29 de novembro, no Centro Universitário FAG, em Cascavel. A programação reúne atividades técnicas e acadêmicas, exposição e experiências relacionadas ao agronegócio, presença de animais, tecnologia, pesquisa, gastronomia e atrações para o público geral. Mais do que apresentar o agronegócio, o City Farm FAG busca aproximar a sociedade de tudo o que existe por trás da produção. Durante quatro dias, o campo encontra a cidade dentro da universidade. Acesse o site oficial do City Farm FAG e fique por dentro de todas as informações do evento.

18 de agosto de 2026 às 18:22
A pesquisa científica ocupa um espaço cada vez mais importante dentro do agronegócio. Novas tecnologias, sustentabilidade, manejo, sanidade animal e eficiência são alguns dos desafios que exigem soluções desenvolvidas a partir da ciência. Nesse contexto, o City Farm FAG promove o Prêmio Saber, iniciativa criada para valorizar pesquisas relacionadas ao setor e aproximar a produção científica das necessidades do campo. O prêmio integra a programação do City Farm FAG e busca reconhecer trabalhos que contribuam para o desenvolvimento do agronegócio. A proposta acompanha a própria evolução do evento, que nasceu a partir dos tradicionais Dias de Campo do curso de Agronomia do Centro FAG e, ao longo dos anos, incorporou novas dinâmicas relacionadas à pesquisa, inovação, tecnologia e formação acadêmica. Segundo a coordenadora de Agronomia do Centro FAG, Ana Paula Morais Mourão Simonetti, a pesquisa passou a fazer parte da expansão do evento justamente como uma forma de ampliar o espaço destinado à produção e à divulgação do conhecimento. “A gente percebe que muitos passam a olhar para o prêmio como uma oportunidade de desenvolver estudos que realmente respondam a um anseio do agricultor e tragam contribuições para o campo. É uma forma de mostrar que a pesquisa tem valor e que o conhecimento produzido pode gerar resultados importantes para o agronegócio”, reforça Ana Paula. Pesquisa conectada ao agro Tecnologia e inovação presentes no campo. Divulgação. A pesquisa acadêmica também tem papel importante na identificação de problemas, no desenvolvimento de novas tecnologias e na criação de soluções que podem ser aplicadas no setor produtivo. Ao reunir trabalhos científicos relacionados ao agro, o Prêmio Saber cria um espaço de divulgação e reconhecimento para pesquisadores e acadêmicos. Além disso, a iniciativa possibilita que diferentes áreas do conhecimento dialoguem com um setor que passa por transformações constantes. “Quando uma universidade desenvolve um estudo, testa uma tecnologia ou busca uma solução para determinado problema, existe a possibilidade de transformar esse conhecimento em inovação aplicável. O Prêmio Saber valoriza justamente isso, porque dá visibilidade a pesquisas que podem tornar o agro mais eficiente, tecnológico e preparado para os desafios do futuro”, ressalta Mark Reginatto, diretor de inovação do Centro FAG. A participação de pesquisadores de diferentes instituições é crucial para ampliar o alcance da proposta. Na edição de 2025, por exemplo, um trabalho vinculado ao Grupo de Estudos em Cadeias Produtivas de Ruminantes da Universidade Federal de Santa Maria foi classificado para apresentação no Prêmio Saber pelo segundo ano consecutivo. O estudo abordou o uso de sistemas inteligentes na predição de prenhez de novilhas de corte. O exemplo retrata como a premiação pode funcionar como ponto de convergência entre diferentes instituições e linhas de pesquisa. Ao mesmo tempo em que enaltece a produção científica, o Prêmio Saber coloca os trabalhos em contato com um público formado por estudantes, professores, pesquisadores, produtores e profissionais do agronegócio. Da pesquisa à prática A relação entre ciência e campo também está presente na própria trajetória do City Farm FAG. Segundo Ana Paula, a pesquisa passou a ocupar um espaço maior dentro da própria instituição, promovendo a ampliação do evento ao lado de outras iniciativas voltadas à inovação, tecnologia e formação acadêmica. “Além da premiação, existe todo um processo de divulgação e publicação dos trabalhos, com resumos expandidos, banners e artigos científicos. Então, não se trata apenas de enviar uma pesquisa para competir por um prêmio. Existe também a oportunidade de compartilhar esse conhecimento e fazer com que ele alcance outras pessoas e instituições. O prêmio é aberto a pesquisadores de todo o país, o que amplia ainda mais essa troca”, destaca Ana Paula. Acadêmicos aproveitam o evento para colocar o conhecimento em prática. Mariana Santiago Luzan. Para a universidade, a aproximação entre pesquisa e setor produtivo também contribui para a formação dos estudantes. Ao acompanhar trabalhos científicos e estudar soluções desenvolvidas por pesquisadores, os acadêmicos podem ampliar o repertório sobre os desafios enfrentados pelo agronegócio e sobre as possibilidades de atuação profissional. A edição de 2026 amplia o alcance do Prêmio Saber e passa a receber trabalhos de diferentes cursos e áreas do conhecimento, desde que relacionados ao agronegócio e atendam aos critérios estabelecidos no regulamento. A proposta está diretamente relacionada à necessidade de transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis. Para o pró-reitor acadêmico do Centro FAG, Afonso Cavalheiro Neto, “a universidade tem um papel extremamente importante na construção do futuro do agronegócio porque é, também, dentro dela que são produzidos conhecimentos, tecnologias e profissionais capazes de reagir às transformações do setor.” Profissionais compartilham conhecimentos durante o evento. Divulgação. Reconhecimento à produção científica O Prêmio Saber integra a programação da 6ª edição do City Farm FAG, que será realizada de 26 a 29 de novembro, no Centro Universitário FAG, em Cascavel (PR). As inscrições para a edição de 2026 seguem até 30 de setembro. Podem participar pesquisadores e autores que atendam aos critérios estabelecidos no regulamento do prêmio, com submissão dos trabalhos pelo canal oficial do City Farm FAG. Ao colocar a pesquisa no centro de uma programação dedicada ao agronegócio, o Prêmio Saber reforça uma das propostas do City Farm FAG: aproximar universidade, ciência, inovação e setor produtivo. A iniciativa reconhece quem produz conhecimento e amplia o espaço para que esse conhecimento dialogue com os desafios e as transformações do agro. Quer participar? Confira o regulamento e as informações para inscrição no canal oficial do City Farm FAG: Prêmio Saber

18 de agosto de 2026 às 18:01
O City Farm FAG chega à sua 6ª edição entre os dias 26 e 29 de novembro, no campus do Centro Universitário FAG, em Cascavel (PR). Ao longo de quatro dias, o evento reunirá universidade, agronegócio, ciência, tecnologia, inovação e comunidade em uma programação voltada a diferentes públicos. Criado a partir da tradição do curso de Agronomia, o City Farm FAG ampliou sua proposta ao longo dos anos e se consolidou como um espaço de integração entre estudantes, pesquisadores, empresas, produtores e comunidade. A iniciativa busca aproximar o conhecimento produzido na universidade das transformações e demandas do setor produtivo. “A iniciativa do City Farm nasceu dentro do curso de Agronomia, a partir de uma tradição de mais de 30 Dias de Campo realizados ao longo dos anos. Em 2019, quando o curso completava 15 anos, pensamos em ampliar essa experiência e criar um evento que aproximasse ainda mais as empresas da universidade”, explica a coordenadora de Agronomia do Centro FAG, Ana Paula Morais Mourão Simonetti. Segundo ela, a proposta também surgiu com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos contato com tecnologias, profissionais e oportunidades do mercado, além de permitir que eles apresentassem seus talentos e conhecimentos. Em 2024, o City Farm FAG passou a integrar oficialmente o Calendário de Eventos de Cascavel, por meio da Lei Municipal nº 7.704/2024, que reconhece a iniciativa como uma feira científica e tecnológica realizada anualmente no mês de novembro. Universidade e agronegócio juntos Acadêmicos conectam a formação universitária às demandas do agronegócio. Milena Alves Rafael. Um dos principais objetivos do City Farm FAG é aproximar a formação acadêmica das necessidades do agronegócio. Durante o evento, estudantes e professores têm contato com profissionais e empresas, enquanto o público externo pode conhecer projetos, pesquisas, tecnologias e práticas desenvolvidas no ambiente universitário. Para Jaqueline Gurgacz Ferreira, pró-reitora administrativa do Centro FAG, essa conexão fortalece tanto a formação dos estudantes quanto a relação da universidade com a sociedade. “O City Farm representa de forma muito clara a capacidade que a universidade tem de se conectar com o setor produtivo e com as transformações que acontecem no agronegócio. A universidade leva conhecimento e formação, mas também aprende com as demandas e experiências do setor”, destaca. A pesquisa científica também ocupa espaço na programação. Entre as iniciativas vinculadas ao City Farm está o Prêmio Saber, que reconhece pesquisas científicas e projetos inovadores relacionados às ciências agrárias e ao agronegócio. A proposta é valorizar o conhecimento produzido por pesquisadores e acadêmicos e ampliar o diálogo entre ciência, mercado e sociedade. Tecnologia e inovação no campo As transformações tecnológicas fazem parte da realidade do agronegócio e também estão presentes na proposta do City Farm FAG. O evento cria oportunidades para conhecer novas soluções, compartilhar experiências e discutir caminhos para o desenvolvimento do setor. Para Mark Reginatto, diretor de inovação do Centro FAG, a iniciativa contribui para aproximar a inovação da realidade do campo. “O agronegócio está passando por uma transformação muito rápida, cheia de novas tecnologias, moldada pela pesquisa e pela necessidade de tornar os processos cada vez mais eficientes e sustentáveis. O City Farm cria justamente esse ambiente favorável para trocar experiências e pensar juntos nos próximos passos do setor”, reforça. Equipamentos e demonstrações práticas contemplam as experiências do evento. Divulgação. Conexão com o agronegócio regional Apesar de ter suas raízes na Agronomia, o City Farm FAG também busca aproximar o público que não possui contato cotidiano com o ambiente rural. A proposta é apresentar o agronegócio de forma acessível, mostrando as diferentes etapas da produção de alimentos e a presença da ciência, da tecnologia e da inovação no campo. Nas últimas edições, o evento passou a incorporar cada vez mais atividades destinadas ao público geral, transformando o campus em um espaço de convivência e aprendizado durante os dias de programação. Acadêmicos de cursos relacionados ao agronegócio participam da organização e das atividades, colocando em prática conhecimentos desenvolvidos durante a graduação. Outros cursos também podem contribuir com projetos e ações, ampliando a integração dentro da instituição Programação também contempla experiências voltadas ao público geral. Milena Alves Rafael. A realização do City Farm FAG em Cascavel também dialoga com a importância do município e da região Oeste do Paraná para o agronegócio. Ao reunir universidade, empresas, produtores, pesquisadores, estudantes e comunidade, o evento cria um ambiente de troca de conhecimentos e experiências e aproxima a formação acadêmica das demandas do mercado. “O que nasceu no curso de Agronomia como uma forma de aproximar o mercado da universidade passou a incorporar a pesquisa, a inovação, a participação de outros cursos e novas experiências para o público. Hoje, o City Farm é um evento institucional que reúne diferentes iniciativas para valorizar o agronegócio e tudo o que é desenvolvido nessa área”, completa Ana Paula. Evento amplia, a cada edição, as possibilidades de participação e integração. Milena Alves Rafael. Acesse o site oficial do City Farm FAG e fique por dentro de todas as informações do evento.

18 de agosto de 2026 às 17:58
Pai e três filhos participaram de assassinato de amigos após cobrança de dívida no Paraná Em entrevista coletiva nesta terça-feira (18), a Polícia Civil (PC-PR) divulgou informações complementares sobre as prisões temporárias dos principais suspeitos de envolvimento na morte de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza. O delegado Leonardo Martinez confirmou que as quatro prisões feitas no estado de São Paulo são de pai e três filhos: Antônio Buscariollo (pai), Paulo Ricardo Costa Buscariollo (filho), Carlos Henrique Buscariollo (filho) e Carlos Eduardo Buscariollo (filho). No início das investigações, apenas os nomes de Antônio e Paulo foram divulgados como suspeitos. ➡️ Entenda o caso: No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego viajaram de São José do Rio Preto (SP) a Icaraíma (PR) para encontrar com Alencar e cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo. Os quatro foram vistos pela última vez um dia depois e passaram a ser considerados desaparecidos. Os corpos foram encontrados mais de um mês depois, enterrados em um bunker. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Martinez explicou que o mandante do crime foi Carlos Henrique, encontrado e preso em Santa Bárbara do Oeste (SP) e quem administrava por ele. Confira detalhes no vídeo acima. "Ele [Carlos Henrique] foi imediatamente comunicado a respeito dessa presença desses cobradores ali naquele local. E ele ali, imbuído por esse sentimento de soberania, naquele local que ele poderia fazer o que bem entendesse, determinou execuções", disse Martinez. Antônio e Paulo foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP). Carlos Eduardo já estava preso por tráfico de drogas, em São Bernardo do Campo (SP), e o novo mandado de prisão foi cumprido no âmbito desta investigação. Antônio e Paulo foram encontrados em um sítio de Rio das Pedras (SP). PC-PR "Autor é aquele que manda matar também", o delegado pontuou. A polícia informou que não descarta a participação de outras pessoas no crime. Entretanto, não irá divulgar detalhes sobre esses suspeitos para não comprometer as investigações. Até a última atualização desta reportagem também não foi divulgada a dinâmica do crime e como cada um atuou. A defesa dos suspeitos disse ao g1 que aguarda a audiência de custódia e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teve envolvimento com o caso. Abaixo, leia na íntegra. Prisões Pai e filho são presos um ano após morte de cobradores de dívida no Paraná No início da manhã desta terça-feira (18), Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, pai e filho foragidos havia mais de um ano, foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP), segundo a Polícia Civil. Os dois tinham os nomes na lista vermelha da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Carlos Henrique Buscariollo, filho de Antônio, também foi preso em Santa Bárbara do Oeste (SP). Um terceiro filho, Carlos Eduardo Buscariollo, foi o quarto alvo. Ele já estava preso por tráfico de drogas, em São Bernardo do Campo (SP). Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo ficaram foragidos por um ano Polícia Civil do Paraná Pai e filho tentaram fugir de operação; VEJA IMAGENS Segundo a Polícia Civil, os foragidos foram localizados após diversos levantamentos de inteligência policial e monitoramento realizado pela PC-PR. Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo ficaram foragidos por mais de um ano Reprodução/Polícia Civil “Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata”, disse o delegado da PCPR Thiago Teixeira, por meio de nota. Em nota, a defesa de três dos suspeitos disse aguardar a audiência de custódia e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teve envolvimento com o caso. Confira abaixo. Relembre: Uma das vítimas chegou a enviar áudio para esposa O que a investigação descobriu sobre os assassinatos Após 11 meses foragidos, pai e filho entraram na lista vermelha da Interpol A dívida Diego Henrique Da esqueda para a direita, Afonso, Robishley, Rafael e Alencar. Reprodução A polícia apurou que as quatro vítimas fariam uma cobrança relacionada à venda de uma propriedade rural por Alencar à família Buscariollo. O pagamento foi dividido em dez notas promissórias de R$ 25 mil cada, mas nenhuma parcela foi paga. Caso os cobradores conseguissem o pagamento, receberiam metade do valor arrecadado. Relembre: Cobradores desconfiavam que devedores eram envolvidos com crime organizado Ainda no dia 4 de agosto, todos foram até o distrito de Vila Rica para fazer o primeiro contato com Antônio e Paulo. Nesta ocasião, a polícia apurou que os Buscariollo tentaram ceder uma casa na área urbana da cidade, mas as partes não chegaram a um acordo. A câmera de segurança de uma panificadora de Icaraíma fez o último registro dos quatro com vida na manhã do dia 5 de agosto. Veja abaixo: Vitimas foram vistas pela última vez em uma padaria em Icaraíma. Polícia Civil (PC-PR) Segundo a polícia, por volta das 12h daquele mesmo dia, as vítimas conversaram com as famílias pela última vez. Também foi nesta data que a polícia acredita que os quatro homens foram mortos em uma emboscada assim que voltaram à propriedade rural dos suspeitos, por volta das 12h30. Em 6 de agosto de 2025, a esposa de Robishley procurou a polícia do estado de São Paulo para registrar o desaparecimento do marido e dos amigos dele, sem saber dos homicídios. O que a defesa diz O advogado Renan Farah, que representa três dos suspeitos, diz aguardar a audiência de custódia e que possui provas de que Carlos Henrique Buscariollo não teve envolvimento com o caso. Leia na íntegra: "A qualidade de advogado de Paulo e Antônio Buscariolo vem esclarecer que eles foram presos e passarão agora pela chamada audiência de custódia. É importante explicar que a audiência de custódia não é um julgamento e não serve para declarar alguém culpado ou inocente. É o momento em que o Poder Judiciário analisa a legalidade da prisão e, principalmente, se existia efetiva necessidade de que essas pessoas permaneçam presas durante o andamento do processo. Também foi preso Carlos Henrique Buscariolo, outro integrante da família. E em relação a este, existe uma circunstância extremamente relevante, que será demonstrada pela defesa. Carlos Henrique sequer se encontrava na cidade na época dos fatos criminosos que estão sendo imputados à família. A defesa possui elementos para demonstrar essa circunstância, e ela será apresentada e comprovada no momento processual adequado. Nesse momento, o nosso trabalho é assegurar que todos tenham suas garantias constitucionais respeitadas, que as prisões sejam analisadas individualmente e que nenhuma conclusão antecipada seja construída simplesmente em razão da repercussão do caso. A defesa confia na análise técnica do Poder Judiciário e prestará os demais esclarecimentos, conforme o processo avançar. Agora não tem mais desculpa para nós termos acesso integral ao processo, uma vez que já foram presos e não tem mais motivo para a defesa saber por que foram e quais circunstâncias, quais provas, trouxeram a sua prisão. Sem mais." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.