Lula mostra assinatura de veto integral ao PL da dosimetria, que reduz penas de condenados por atos golpistas — Foto: Jorge Silva/Reuters
Por g1
A rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado se tornou símbolo da relação conturbada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o Congresso.
Durante os seus três anos e meio à frente do Executivo em seu terceiro mandato, Lula sofreu uma série de reveses, precisou se envolver diretamente na negociação de aprovações e, mesmo assim, viu seus apelos ignorados pelo Senado e Câmara.
PL da Dosimetria
O governo até conseguiu frear o ímpeto da oposição por uma anistia aos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023, mas não conseguiu impedir a aprovação de um projeto que reduz as penas para os crimes imputados aos envolvidos, o chamado PL da Dosimetria.
A nova lei reduz, por exemplo, em até dois terços a pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Pelo texto aprovado, o ex-presidente Jair Bolsonaro também é beneficiado.
Lula vetou a proposta, mas corre risco de um novo revés, já que o Congresso analisará este veto nesta quinta-feira (30), e pode derrubá-lo.