Evandro Ramos Caetano, na época com seis anos, desapareceu no trajeto entre a casa e a escola, em Guaratuba — Foto: Reprodução/RPC
Por g1
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) teve uma nova derrota no Caso Evandro depois de ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a manutenção da revisão criminal que anulou os processos dos condenados pelo desaparecimento e morte do menino.
Com isso, a decisão do ministro Gilmar Mender manteve a absolvição de Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Beatriz Abagge.
Em 1992, Evandro, com seis anos de idade, sumiu no trajeto entre a casa onde morava e a escola, em Guaratuba, no litoral do Paraná. Dias depois, Evandro foi encontrado morto com sinais de violência. Sete pessoas foram acusadas pelo crime e quatro chegaram a ser condenadas. O crime ficou conhecido como “Caso Evandro”, ou “As Bruxas de Guaratuba”.
Em setembro de 2025, o STJ julgou um recurso especial apresentado pelo MP, que tentava reverter a decisão que anulou os processos, emitida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em novembro de 2023.
Na ocasião, os desembargadores do TJPR julgaram áudios que mostram os condenados recebendo ordens, sob tortura, para confessar crimes que, segundo eles, não cometeram. Os materiais estavam em fitas que se tornaram públicas em 2020 no podcast Projeto Humanos, do jornalista Ivan Mizanzuk.