Voluntário monta e imprime currículos para ajudar desempregados, no Paraná: ‘A gente fica na torcida’

13/03/2018 às 14:31.

Rafael Freitas é fisioterapeuta e mora em Ponta Grossa; ele e a esposa dedicam horas livres para a iniciativa.

Um fisioterapeuta de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, tem ajudado desempregados que não têm condições financeiras para imprimir currículos, na busca por uma oportunidade de trabalho.

Rafael Freitas, de 30 anos, monta e imprime os documentos em casa, com ajuda da esposa. Os currículos são disponibilizados com foto, coloridos, em trinta cópias por pessoa e acompanhados por um plástico para não amassar ou molhar o papel.

“A gente fica na torcida para que, realmente, uma oportunidade de emprego se abra”, comenta.

Ele decidiu tomar uma atitude depois de assistir a uma reportagem, no Fantástico, que mostrou, entre outras histórias, o exemplo de uma mulher que não possuía dinheiro para fazer as impressões, deixando de almoçar, muitas vezes, para pagar as cópias.

Comovido com a situação apresentada na reportagem, o voluntário fez publicações nas redes sociais oferecendo a impressora, que já possuía em casa, para prestar o serviço gratuitamente aos desempregados da cidade.

Minutos após as postagens, Rafael recebeu as primeiras mensagens com pedidos.

Minutos após as postagens, Rafael começou a receber os primeiros pedidos para impressão de currículos (Foto: Reprodução/RPC)

Minutos após as postagens, Rafael começou a receber os primeiros pedidos para impressão de currículos (Foto: Reprodução/RPC)

A desempregada Denise Pinheiro dos Anjos, casada e mãe de dois filhos, foi uma das pessoas ajudadas pela ação do fisioterapeuta.

“Eu não teria dinheiro nem para ir para o Centro no outro dia. Foi maravilhosa a ajuda que ele me deu, porque com o currículo, por mais que eu saia agora e não ache um emprego, eu vou estar ali mostrando que eu quero trabalhar. Um dia uma porta vai se abrir”, afirma.

Em menos de uma semana, o voluntário já ajudou mais de 40 pessoas.

 Rafael entregou currículos impressos para Denise, que conta que não tinha dinheiro nem para ir ao Centro da cidade procurar por vagas de emprego (Foto: Reprodução/RPC)