Ao Vivo

Viúva é suspeita de tramar morte do marido para sacar seguro de R$ 725 mil

08/05/2019 às 16:55.

 

Duas mulheres foram presas na manhã desta terça-feira (7) por suspeita de participação na morte de um empresário, em Ribeirão Preto (SP). Segundo a Polícia Civil, a viúva da vítima é suspeita de planejar o crime para ficar com um seguro de vida no valor de R$ 725 mil. Ela está foragida.

Leandro Henrique Batista, de 35 anos, foi morto a tiros, em fevereiro de 2018, na porta de uma casa no bairro Jardim Monte Carlo. Ele havia ido até o local para se encontrar com uma pessoa interessada em alugar o imóvel.

Na época, a mulher dele chegou a afirmar que desconhecia as razões do crime. De acordo com a polícia, Ana Cláudia Batista teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas não foi localizada. O suposto atirador também não foi achado nesta terça-feira.

O advogado Robson Aparecido Carneiro disse que Ana Cláudia Batista não teve participação no assassinato do marido. Segundo Carneiro, ela deve se apresentar à polícia nas próximas horas.

Suspeita de latrocínio

A princípio, a Polícia Civil investigou o caso como latrocínio, que é roubo seguido de morte, porque a carteira de Batista não havia sido encontrada com ele durante a perícia.

O empresário morava em Dumont (SP) com a mulher e os cinco filhos, e tinha um salão de beleza em Ribeirão Preto.

Vizinhos disseram ter visto Batista chegar de carro à residência, que estava vazia, mas não viram nenhum suspeito no local. O veículo foi deixado estacionado em frente ao imóvel.

Uma testemunha contou que chegou a ouvir um barulho, mas que desconfiou só depois de ver que o portão da casa ficou aberto por muito tempo, sem movimentação. Foi ela quem encontrou Batista ferido no quintal e chamou a polícia. Ele foi baleado no tórax e na cabeça, e morreu no local.

O empresário Leandro Batista, morto em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTVO empresário Leandro Batista, morto em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

A viúva do empresário afirmou na época que o marido havia saído de casa após receber um telefonema de um interessado em alugar a casa. Ele não tinha antecedentes criminais. “Meu marido é gente decente, entendeu? Não é vagabundo, não”, afirmou em entrevista, em fevereiro de 2018.

Novos indícios

A investigação, no entanto, teve uma reviravolta e novos indícios apurados pela Polícia Civil voltaram as suspeitas para a viúva de Batista. De acordo com a investigação, ela teria planejado o crime para ficar com R$ 725 mil, provenientes de um seguro em nome da vítima.

Nesta terça-feira, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária contra Ana Cláudia, o suposto atirador e outras duas mulheres, mas apenas estas últimas foram localizadas pela polícia.

 Elas foram levadas à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, o valor do seguro não chegou a ser sacado e está depositado em uma conta judicial.

Fonte: G1