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Vídeo mostra desespero de passageiros em aeronave que pegou fogo

20/04/2017 às 11:02.

Um vídeo publicado no Twitter mostrou os minutos de pânico vividos por passageiros da companhia Aero Contractors. O voo seguia de Port Harcourt para Lagos, na Nigéria, quando uma fumaça preta começou a se espalhar pelo corredor e acionou os alarmes de incêndio. Nas imagens, pessoas choram e rezam ao perceber que alguma estrutura da aeronave havia pegado fogo.

A fumaça apareceu depois de 20 minutos de viagem, mas a tensão se estendeu por outros 35 minutos. Enquanto isso, os 53 passageiros ouviam do piloto, pelo sistema de som, que deveriam ficar calmos. Mas o clima, segundo a viajante Oriakwu Okwesilieze, que relatou a experiência nas redes sociais, era de desespero.

“Escapei da morte em um voo da Aero. Só pode ser Deus. Estou grata, Pai. Vinte minutos depois de levantarmos voo, começou a fumaça. Por 35 minutos, oramos, gritamos, vivemos o pânico…”, escreveu aos seguidores, ainda na adrenalina do incidente.

Depois dos 35 minutos, o avião conseguiu pousar, amparado por equipes de bombeiros.

A falta de visibilidade e a tosse provocada pela fumaça aumentavam a tensão. O sistema de máscaras de oxigênio não foi acionado. A tripulação orientava os passageiros a usarem lenços molhados para cobrir as vias aéreas.

“A fumaça era tão espessa, não conseguíamos enxergar nada. O engraçado é que nenhum pedido de desculpas ou explicação chegou até nós”, reclamou Oriakwu, que teria reclamado ao entrar no voo de que a aeronave parecia “muito antiga”.

Tensão fez passageiros orarem no voo

Tensão fez passageiros orarem no voo Foto: Reprodução/Twitter

Um porta-voz da companhia aérea sustentou que os comissários de bordo passaram segurança aos passageiros e entregaram toalhas molhadas como uma medida de precaução para incidentes do tipo. Segundo ele, a aeronave passou pela checagem pré-voo e o alarme soou depois que um passageiro foi ao banheiro.

Segundo o Sahara Reporters, veículo de imprensa local, a Autoridade Nigeriana de Aviação Civil vai investigar o caso.

Via: Jornal Extra