Vídeo emocionante: após um mês na UTI por conta de AVC, mãe reencontra seu bebê

30/10/2019 às 10:20.

Grávida do primeiro filho, a estilista Jessica Calisto, de Campinas (SP), estava vivendo o melhor momento da sua vida. No último dia 22 de setembro, ela finalmente deu à luz um menino chamado Abraão. O bebê nasceu por cesárea, mas sem complicações. No entanto, cinco dias depois, já em casa, ela começou a passar mal e foi levada as pressas para o hospital. Depois de vários exames, os médicos chegaram a um diagnóstico: Jessica sofreu um AVC hemorrágico.

Foi cerca de um mês na UTI, onde ela passou por uma cirurgia no cérebro e chegou a ficar em coma. Mas Jessica surpreendeu a todos, melhorando e evoluindo a cada dia. Segundo informações de parentes próximos, ela perdeu parte dos movimentos do lado direito do corpo — ainda não caminha ou fala. Mas nesta segunda-feira (28), um vídeo divulgado pelo Youtube, mostra o reencontro emocionante. “Ela estava ansiosa para ver o filho. Estamos muito felizes ao ver o reencontro da mãe com seu bebê. O médico afirmou que o caso dela é bem bem raro. Em média, acontecem 4 casos por ano e um termina em óbito. Ela é um milagre”, afirmou um parente, pelas redes sociais. Apesar de não conseguir falar, Jessica sorri, emocionada, ao rever o filho. Já o pequeno, que primeira estava inquieto, parece ter reconhecido a mãe. Aos poucos, ele se acalma e chega a adormecer.

CRESCER entrou em contato com um tio de Jéssica, mas, por enquanto, a família prefere não dar entrevistas.

Confira, abaixo, o vídeo da mãe reencontrando o filho após um mês (se não conseguir visualizar, clique aqui).

RELEMBRE: AVC TIROU A VIDA DE GESTANTE NA PORTA DA IGREJA

Há cerca de um mês e meio, em São Paulo, a enfermeira Jéssica Victor Guedes, 30, morreu após um sofrer um AVC na porta da igreja, minutos antes do casamento. Ela estava grávida de 29 semanas. No entanto, ela ainda passou por uma cesárea de emergência e os médicos conseguiram salvar a vida da bebê, Sofia. A menina continua internada na UTI, ganhando peso. Na época, o caso repercutiu em todo o Brasil e até no exterior. Segundo informações do noivo, Flávio Gonçalves, que é tenente da Polícia Militar (PM). Jéssica fez todo o acompanhamento pré-natal, não teve nenhum pico de pressão alta durante a gestação e era saudável: fazia atividade física e se alimentava bem.

No entanto, na madrugada do dia do casamento, o noivo contou — em entrevista à CRESCER — que Jéssica não se sentiu bem. “Ela acordou às 4 da manhã com dor de estômago e achamos melhor ir ao médico. Eles desconfiaram de que poderia ser algo na vesícula, mas ela foi medicada e liberada”, lembra. “Na igreja, estava tudo pronto e nada de ela entrar. Foi então que uma prima dela saiu correndo e me disse que ela tinha desmaiado. Eu fui até o carro e a retirei, desacordada, a coloquei no chão e comecei a fazer os primeiros socorros. O resgate chegou rápido e segui com ela, vestida de noiva e tudo, pela ambulância. Ela tinha batimentos cardíacos, então, achei que era só um mal-estar. Eu só queria salvar a vida da minha esposa e da nossa filha”, contou.

AVC E GRAVIDEZ: ENTENDA OS RISCOS

Segundo o ginecologista e obstetra Alberto D’Áuria, do Maternidade Pró-Matre Paulista, em São Paulo (SP), a gravidez pode amentar os riscos de uma mulher ter um AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico. “O hemorrágico é quando rompe um aneurisma e a situação, geralmente, é irreversível. Se é isquêmico, ocorre apenas a obstrução de uma artéria, mas sem ruptura”, explica. Segundo ele, normalmente, o homerrágico acontece quando a mulher já tem uma má formação em algum vaso cerebral. “Durante a gravidez, esse vaso fica exposto à oscilações de pressão, já que a quantidade de líquido circulante aumenta. Se ela desenvolve uma doença hipertensiva na gravidez — que é o primeiro estágio da pré-eclâmpsia —, há um maior risco. Conforme a pressão aumenta, maiores as chances de rutura”, completa.

E a chance de AVC continua também no pós-parto. “Nos primeiros 45 dias depois do parto, o risco ainda é grande, pois o corpo ainda está se recuperando da gestação e os níveis hormonais ainda não estão alterados. É mais raro, mas deve estar na mira do obstetra. Quando uma paciente desenvolve uma doença hipertensiva na gravidez, ela precisa de um acompanhamento de perto, inclusive após o parto”, finaliza.

Via: Revista Crescer