Torcedora do Paraná vai ao estádio com tubo de oxigênio e comove tricolores

10/03/2017 às 19:22.

A imagem da torcedora Itauana Morgenstern, 34 anos, na Vila Capanema, durante a vitória do Paraná sobre o Bahia foi emblemática. Ela deixou os tricolores comovidos pela sua luta para ver o time do coração, quarta-feira (8) à noite. Em um dia, ganhou quase dois mil novos fãs no Facebook (veja postagem).

Itauana sofre de uma doença grave que ataca os órgãos internos – Esclerodermia Sistêmica Sine Scleroderma, que causou hipertensão arterial pulmonar e fibrose pulmonar. Por conta do problema, perdeu 50% da capacidade respiratória do pulmão esquerdo e 30% do direito.

Foi ao Durival Brito, assim mesmo, ao lado do marido, Nelson Morgenstern Junior, e um tubo de oxigênio (aproximadamente 8 kg). Seu sistema imunológico é baixíssimo e não seria aconselhável se expor em aglomerações. Emocionada com o momento marcante na vida, publicou uma foto tirada por um primo na rede social. Bombou!

A operação para voltar ao estádio, coisa que não ocorria pelo menos durante os últimos seis meses, quando descobriu seu problema, foi minuciosa. Ela comprou ingresso para o jogo sábado de carnaval, pois de dia teria menos riscos. Apesar do adiamento e os receios, não recuou.

Mesmo com a previsão do tempo não indicando chuva, levamos todo o aparato para nos previnir. Deixei a Vila com máscara e fiquei em um setor mais isolado”, conta a paranista. “Sempre fui atuante com o clube, participava de eventos e até entrei com os jogadores em campo”, lembra a moça, que trabalha como analista financeira. “A partir de agora vou em todos os jogos”, avisa.

Em 2011, quando o Tricolor disputava o rebaixamento no Paranaense, Itauana foi personagem de uma reportagem da Gazeta para expor sua paixão. Disse à época: “Em fase ruim ou boa, [eu e meu marido] mudamos horário de trabalho, desmarcamos compromissos, mas estamos lá. O Paraná precisa da gente”, disse. Depois disso decidiu fazer uma tatuagem no pé para demonstrar o fanatismo pelo vermelho, azul e branco.

Itauana virou de fato símbolo da possível guinada paranista nesta temporada.

No fim do ano passado ficou perto da morte, 18 dias na UTI, até descobrir seu problema médico. “É uma doença autoimune, não tem cura. Cada hora que passo sem precisar de oxigênio extra é uma vitória. E mesmo diante das dificuldades, nunca tirei o Paraná da cabeça e a emoção de voltar ao estádio foi boa demais para mim”, finaliza ela, desde já a torcedora mais querida entre os tricolores.

Via: Gazeta do Povo