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Tom & Jerry: filme traz versão modernizada do desenho clássico para as telonas

12/02/2021 às 08:43.

Tom e Jerry levam suas travessuras para o mundo real em novo filme (Foto: Warner Bros)

Uma das rivalidades mais amadas dos desenhos animados chega aos cinemas nesta quinta (11) de cara nova. ‘Tom & Jerry: O Filme’ promete conquistar uma nova geração trazendo as perseguições e conflitos entre gato e rato pela primeira vez em um cenário real: um hotel em Nova York.

Na história, Tom é contratado em um hotel para caçar Jerry, o rato que ameaça afugentar todos os clientes com sua presença. A responsável pela contratação do bichano é Kayla (Chloe Grace Moretz), uma jovem ambiciosa que mente sobre sua identidade para conseguir um emprego de mestre de cerimônias no estabelecimento. Ela precisa da ajuda do gato para garantir que nada dê errado em um importante casamento que será celebrado no local e sua mentira não seja descoberta. Porém, com o talento dos protagonistas para causar destruição por onde passam, a tarefa de manter a ordem será muito mais difícil do que Kayla imaginava.

Para levar as confusões da dupla à maior escala já vista até então, o filme mistura imagens feitas por computador com elementos do mundo real. Tom, Jerry e os outros animais da história são personagens animados com uma tecnologia que lembra os traços do desenho original, e contracenam com atores de carne e osso. Isso permitiu que a produção fosse criativa com os cenários para as grandiosas cenas de perseguição, que incluem desde janelas espatifadas até bolos imensos destruídos.

Mantendo o bom-humor e a leveza em suas sequências de ação, o filme promete divertir até os mais novinhos, já que muitas cenas, assim como no original, não incluem diálogo. Em entrevista exclusiva à Crescer, a atriz Chloe Grace Moretz e o diretor Tim Story, revelaram detalhes sobre os bastidores do longa  e comentaram sua relação com os personagens clássicos.

Chloe Grace Moretz, atriz

Você era fã de Tom e Jerry quando criança?

Chloe: Sim, eu gostava muito do desenho quando era pequena. Minha mãe assistia comigo. Uma das coisas que mais me atraía na época era o fato de os personagens não falarem e você conseguir acompanhar toda a história sem diálogos, através daquelas perseguições divertidas e criativas. Foi incrível terem mantido isso no filme.

O que vai chamar mais atenção das crianças e dos pais no filme?

C: Qualquer espectador vai encontrar uma coisa interessante em Tom & Jerry, independentemente da idade. Os pais vão conseguir entender algumas das piadas e referência mais ‘adultas’ da história e os pequenos vão poder aproveitar as aventuras e desventuras dessa dupla icônica que conquistou gerações. Apresentar esses personagens carismáticos de uma forma diferente aos pequenos é uma oportunidade fantástica. O Tom, por exemplo, é meu favorito e sempre se esforça ao máximo mesmo quando as coisas não dão certo. Acredito que as crianças tem tudo para se apaixonar por ele também.

Tom e Jerry vivem brigando, mas no fundo se amam, você tem um relacionamento assim na sua vida?

C: Sim! Tenho quatro irmãos e a gente vivia brigando, brincando de lutinha, dando beliscões e soquinhos quando éramos crianças. Era ridículo (risos). Mas quando você é pequeno e implica com outra pessoa geralmente é porque você a ama muito. É um clássico da relação de irmãos na infância e, para mim, definitivamente foi assim. Agora, não agimos mais dessa maneira, felizmente!

Tim Story, diretor

O que você diria que mais mudou da versão original para o filme?

Tim: Tentamos manter o filme o mais fiel possível ao desenho, incluindo Tom e Jerry não terem diálogos. Uma das mudanças é o fato de a história ser ambientada em um hotel de Nova York, ao invés de numa casa e os elementos com que eles precisam interagir por estarem no mundo real. Outro fator que modificamos, para ficar mais adequado para o público, é a questão da violência. No desenho original, os produtores chegaram a usar o disparo de uma arma de verdade como efeito sonoro, e isso não cabia no nosso filme. Não quisemos diminuir a disputa e a competição divertida que existem entre os dois, mas como os nossos cenários têm essa carga de realidade, apostamos em uma mixagem sonora mais divertida para atingir o tom leve que queríamos para essas sequências.

De onde surgiu a vontade de ambientar esse filme no mundo real?

T: Optamos por isso porque vimos que daria a Tom e Jerry mais opções de coisas para destruir. Escolhemos Nova York porque queríamos uma cidade com muito agito e que fosse uma metrópole com apelo global, onde várias culturas se encontram.https://8c8283244bbf17b19f4b29d82b711d5a.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Por que combinar atores reais com os personagens animados?

T: O formato híbrido em que esse filme é feito trouxe o conceito mais interessante para a história. Não queríamos um gato e um rato de verdade para interpretar Tom e Jerry, porque seria muito difícil trabalhar com as expressões e com as sequências de perseguição, mas também não gostaríamos de fazer uma simples cópia do original. Então, encontramos um meio termo, o motivo perfeito para trazer essa dupla para as telonas, que é ver o quanto de destruição ela poderia causar em um ambiente real! Além disso, a presença dos atores no set e a maneira com que interagiram com os personagens foi essencial para dar vida à animação e trazer unidade para todas as dimensões do filme. 

Via: Revista Crescer