Sorvete americano em Curitiba? Veja onde encontrar

26/09/2017 às 08:49.

Em algumas ruas de Curitiba ainda é possível saborear o tradicional sorvete americano e de quebra lembrar da infância

(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Pitanga, cupuaçu, abacate e os mais pedidos morango e uva. Esses são alguns dos 12 sabores de sorvete americano que Ilson Wolf vende na banca 290 na Rua da Cidadania da Matriz, na Praça Rui Barbosa. O movimento não para. Tanto que o empresário até providenciou algumas cadeiras para dar mais conforto aos clientes que fazem os pedidos nas duas máquinas. Aquelas de antigamente, com as garrafas de vidro com os xaropes de ponta cabeça.

O aroma e o sabor são de pura nostalgia. Antes das casquinhas estilo McDonald’s, o sorvete que fazia a alegria da criançada – e dos adultos também – era o chamado sorvete americano.

Ele é mais leve, feito com gelatina acrescida de sabor e açúcar. Não leva leite. O preço também é camarada. Custa na faixa de R$ 2, a casquinha.

O seu Ilson é novo na banca. Aposentado do Banco do Brasil, ele adquiriu a banca há sete meses da cunhada e do cunhado, que estava à frente do negócio há nove anos. “A minha ideia era apenas investir para minha esposa, mas o movimento é tão grande que nesses sete meses vim todos os dias”, conta.

A história dele com o sorvete vem desde a época em que era criança em Guarapuava. “Lembro da época que íamos passear na Lagoa das Lágrimas. Naquela época, não se tinha muito dinheiro. Então, comprar o sorvete era raro. Mas, eu sentia aquele cheiro. Hoje tenho uma máquina dessas, mas sou diabético”, conta rindo.

(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Sorvete americano fez parte da infância de seu Ilson, que um dos mais recentes proprietários da banca de sorvetes na praça Ruy Barbosa (Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Ele diz que está adorando a nova vida. “Aqui a gente vê pessoas, conversa. Principalmente, com os idosos”, diz. Ele brinca que sua banca tem um “cunho social”, pois as pessoas gastam R$ 2 no restaurante popular (que fica na Rua da Cidadania) e gastam outros R$ 2 no sorvete.

A estudante Valéria Floelich, 19 anos, é uma das apreciadoras do sorvete americano. De passagem pela banca, ela escolheu os sabores cupuaçu e limão. “Eu tomo esse sorvete desde criança, quando meu pai me trazia”, lembra.

(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

A estudante Valéria Floelich, de 19 anos, é consumidora assídua do sorvete americano (Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

De passagem por ali também estava o antigo proprietário e cunhado do seu Ilson, Edson José Gomes. Foi graças à máquina de sorvete que hoje ele possui uma fábrica de sorvetes, a GS Sorvetes, que ainda abastece a banca com picolés e sorvetes de massa. “Aqui sempre teve muito movimento”, diz.

Na Rua da Cidadania mais uma banca vendia o sorvete no dia da reportagem. No box 340, os sabores são de abacate, abacaxi, uva, morango e limão. A casquinha custa R$ 2 e o cascão, R$ 3. As bancas funcionam de segunda a sábado, das 9 às 19 horas.

Ainda no Centro, ao lado da Catedral (Rua Barão do Cerro Azul, 38), Carlos Moisés da Silva, atendia seus fregueses vendendo os sabores de morango, coco, abacate, milho, abacaxi e uva. “Os que mais saem são morango e uva”, diz ele que revela que muita gente até tira foto ao lado da máquina. Carlos diz que o ponto existe há 43 anos, mas ele e o pai assumiram no ano 2000. “A gente atende mais adultos. Deve ser porque lembram da infância”, conta. Ele fica ali de segunda a sábado, das 11 às 18 horas.

(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

“A gente atende mais adultos. Deve ser porque lembram da infância”, conta Carlos da Silva, que tem uma máquina na praça Tiradentes (Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Não muito distante, no Passeio Público, o seu Luís Carlos Pinto vende sorvete americano desde 2007. Avesso a fotos, ele tem orgulho mesmo é da máquina que exibe os quatro sabores: coco, abacaxi, morango e abacate. Os sorvetes custam a partir de R$ 1,50. Antes, ele fazia fotos na hora, mas como o movimento caiu, decidiu começar a vender a sobremesa gelada. Ele fica no parque de terça a domingo, das 10 às 16 horas.

Quem é frequentador da banca de sorvete é o personal trainer Robson Zeferino. “Só tomo sorvete aqui”, conta. “Ele faz muito bem. O sorvete tem sabor”, conta. Normalmente, os seus preferidos são abacate e morango.

(Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Robson Zeferino, personal trainer, é um dos frequentadores assíduos da banca do seu Luís Carlos Pinto (Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo)

Via: Gazeta Do Povo