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Simone e Simaria falam de cantadas até de mulheres e do assédio

16/10/2017 às 08:06.

Daqui até o fim do mês, Simone e Simaria vão cumprir uma agenda de, pelo menos, dez shows em várias cidades pelo Brasil. Além das apresentações, a dupla faz presença vip, dá entrevistas em rádios e programas de TV, posa para capas de revistas e catálogos e precisa voltar para gerenciar a casa, filhos, maridos… Cansou? Elas não. Afinal, quando começaram em shows regionais de calouros, Simaria, aos 9 anos, e Simone, aos 7, jamais imaginavam aonde poderiam chegar. Para elas, bastava cantar. “Chegamos a pensar até em desistir, mas Deus sempre nos deu força para seguir adiante, em busca do nosso sonho”, observa Simaria.

Donas da própria carreira, após um período extenso como backing vocal de Frank Aguiar, pioneiras na sofrência feminina, Simone e Simaria têm muitos motivos para comemorar. As coleguinhas, como ficaram conhecidas, já podem trocar a alcunha por As rainhas. Não é exagero. Em janeiro de 2018, as moças pobres e sonhadoras de Uibaí, no interiorzão da Bahia, serão juradas do “The voice kids”. Ainda vão aparecer num dos primeiros capítulos de “O outro lado do paraíso” e faturam em média R$ 150 mil por show. “Passa um filme na nossa cabeça”, diz Simone. A seguir, as duas batem um papo com a coluna e mostram por que estão rindo de orelha a orelha, sem qualquer resquício do sofrimento que cantam.

Simone e Simaria cobram R$ 150 mil por show

Simone e Simaria cobram R$ 150 mil por show Foto: divulgação

 

‘Recebemos muitos nãos’

Vocês acabaram de participar de uma gravação da próxima novela das 21h, “O outro lado do paraíso”. O que passa na cabeça de vocês quando se lembram do passado difícil?

Simone: Posso dizer que estamos vivendo um momento maravilhoso, com o melhor retorno que podíamos imaginar na nossa carreira, depois de batalharmos tanto para chegar até aqui. Hoje, só temos que agradecer a Deus, aos nossos fãs e o carinho da mídia por toda essa conquista.

Da leva de mulheres no sertanejo/sofrência, vocês foram as que chegaram primeiro. Quando mostravam o trabalho para contratantes, gravadoras, gente da música, qual era a reação?

Simaria: Recebemos muitos “nãos” ao longo da nossa história. Chegamos a pensar até em desistir, mas Deus sempre nos deu força para seguir adiante, em busca do nosso sonho.

Lembram de algum episódio machista que passaram?

Simone: No início, no Nordeste, chegamos a ouvir de muitas pessoas que duas mulheres nunca dariam certo à frente de uma banda. Mas, com o passar do tempo, mostramos que, sim, mulheres dão certo. A caminhada não foi fácil. São muitos anos de carreira, mas sempre fomos bem recebidas, principalmente no meio sertanejo.

Via: Jornal Extra