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Se você soubesse a importância deles, deixaria seu filho ter “paninho de estimação”

14/03/2019 às 17:14.

 

Um paninho, naninha, brinquedo, coberta ou qualquer outro objeto pode ter um valor muito além do sentimental para as crianças pequenas. Chamados de “objetos de transição”, estas pequenas coisas ajudam o bebê a encarar as mudanças na primeira infância.

Estes itens são considerados uma parte importante no crescimento dos pequenos, já que eles se apegam a esses objetos como forma de apoio para enfrentar as transformações que começam a acontecer meses após o nascimento.

O que são objetos de transição?

Este objeto de transição pode ser literalmente qualquer coisa que ofereça segurança e conforto ao bebê. Este termo foi criado na década de 50, pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Segundo ele, o bebê no início da vida imagina que ele e sua mãe são a mesma pessoa.

Com o passar dos meses, ele vai percebendo sua própria individualidade e descobre que a mãe nem sempre pode estar presente em todos os momentos. Desta forma, o pequeno procura aconchego nesses objetos – seja um ursinho, paninho ou fralda. O pediatra Dr. Moises Chencinski reforça que a naninha proporciona tranquilidade às crianças, já que tendem a substituir o colo materno no imaginário infantil.

É por isso que o pequeno acaba se apegando ao objeto como uma forma de suporte para enfrentar esse processo de passagem, da “dependência absoluta” para a “dependência relativa”. Além de acalmar, o item escolhido ajuda a criança a ganhar confiança para enfrentar outros obstáculos da vida, como a hora de dormir sozinho, o primeiro dia na escolinha, entre outros.

“Paninho de estimação” na hora de dormir

Estes objetos de transição simbolizam a mãe para a criança – e a proteção que a figura materna oferece. Por isso, tantos pais incentivam o uso dos “paninhos de estimação”, especialmente na hora de dormir.

As naninhas têm papel fundamental quando a criança passa a dormir sozinha, em seu próprio quarto, auxiliando no desenvolvimento emocional. Ele entende que, com esse objeto, não está sozinho.

O médico Dr. Moises Chencinski explica que, por esse motivo, é compreensível quando a criança reclama quando o paninho é lavado ou substituído. No entanto, este objeto precisa de uma higiene adequada.

Com o passar dos meses, quando chega aos dois anos, a criança já compreende melhor essas situações de ausência dos pais. Por isso, a recomendação é começar a retirar esses objetos de apoio a partir dessa idade.

 

 

Fonte:  Vix