Sarampo volta a amedrontar Curitiba

12/07/2018 às 09:17. Comente esta notícia!

Sarampo não é como catapora, varicela e rubéola. Embora essas também sejam doenças importantes, o sarampo é considerado mais grave e pode levar à morte

O sarampo está de volta ao Brasil, mas o medo da população parece não acompanhar o avanço da doença. Confundida com os sintomas de varicela/catapora e rubéola, há quem minimize os efeitos da doença, que variam de dias consecutivos de febre alta, tosse, coriza e manchas na pele, até diarreia, pneumonia, infecções auditivas ou mesmo, em casos graves, morte.

Foto: Pixabay

No Paraná, a cobertura vacinal da tríplice viral caiu de 99,44% em 2015 para 86,29% em 2017. O ideal, no caso da proteção contra o sarampo, significa manter a vacinação acima de 95% sempre.

Não sei se me vacinei. Preciso?

A orientação da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná é para, na dúvida, sempre recorrer à carteirinha de vacinação. Caso tenha recebido a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e, aos 15 meses, o reforço com a vacina da tetra viral (além da proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, varicela), não é necessária uma nova vacinação.

No entanto, se não se lembrar de ter sido vacinado e não tiver nenhum comprovante, através do registro na carteirinha de vacinação, que foi imunizado, vale reforçar a proteção.

“Até os 29 anos é obrigatório ter as duas doses da vacina da tríplice viral. Dos 29 aos 49 anos, se tiver apenas uma dose, esta é suficiente para a imunidade. Mas se eu estiver nessa faixa etária sem nenhuma dose, e não conhecer o meu antecedente vacinal, eu tenho que tomar pelo menos uma dose da vacina”, explica João Luís Crivellaro, chefe do Centro Estadual de Epidemiologia do Paraná.

Vou viajar, devo reforçar a vacina?

A mesma lógica vale para quem for viajar às áreas de risco de contaminação, como Amazonas e Roraima. “Se eu não tiver a carteirinha, um registro da vacinação, refaço as vacinas conforme a faixa etária. A sua mãe pode ter dito que você as tomou, mas se não tiver um comprovante e não conseguir a segunda via, para nós é considerado como vacina não dada”, reforça Crivellaro.