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Psicólogas explicam por que perdemos celular, chaves e óculos

16 de maio de 2024

Foto: Jamoluk para Pixabay

Por Bem Estar

As psicólogas Megan Sumeracki e Althea Kaminske afirmam que armazenar informações é um processo complexo e que, apesar de personagens com memória fotográfica serem comuns em filmes, essa é uma condição bem rara na vida real. As duas dizem que ela não se assemelha a um gravador que registra tudo – na verdade, está mais para uma página de Wikipedia, sendo continuamente editada.

A dupla acaba de lançar o livro “The psychology of memory” (“A psicologia da memória”), com dicas para incrementar a capacidade de aprendizado e retenção de informações. A doutora Kaminske escreve: “assim como muitas pessoas, perco um tempo embaraçoso procurando celular, chaves ou a garrafinha de água. O interessante é que nossa memória não foi desenhada para lembrar onde pusemos as coisas”.

Na obra, as autoras sugerem técnicas para evitar distrações. Por exemplo, colocar a bolsa no banco de trás do carro para não ignorar algo que deve ser levado: de um presente ou caixa de documentos a uma criança pequena sentada na cadeirinha… A estratégia é criar “deixas”, pondo coisas em lugares visíveis para não esquecer as tarefas. Outra técnica simples para fixar uma informação nova, como o nome de um colega recém-contratado, é repeti-la com frequência. Pode soar um pouco exagerado, mas algo como: “Oi, João, bom te ver. Está tudo bem, João?”.

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