Protetoras dos animais já fizeram mais de 250 “caminhas” para cães em terminais de Curitiba

16/08/2017 às 08:25. Comente esta notícia!

Os diversos cães que habitam os terminais de ônibus de Curitiba não estão mais largados à própria sorte. É que desde o ano passado o grupo Protetoras da Barreirinha produz caminhas que ajudam os animais a terem um local seguro e se protegerem do frio em praticamente todos os terminais da cidade.

Desde fevereiro deste ano, quando o projeto começou a ganhar fôlego, mais de 250 caminhas foram espalhadas por praticamente todos os terminais da cidade (as exceções são o terminal do Cabral e o do Boa Vista, que teve as caminhas roubadas na última semana) e até alguns da Região Metropolitana já foram contemplados com as camas.

Eliete Almeida, uma das 12 protetoras envolvidas na iniciativa, conta que a ideia de fazer as caminhas surgiu no ano passado. “Pela internet vi como fazia caminhas e fizemos um teste no Terminal da Barreirinha, com quatro caminhas. Pedimos pneus, carpês, sprays e colocamos lá em setembro do ano passado.”

A iniciativa logo repercutiu, virando notícia até na França e nos Estados Unidos.

A partir de fevereiro, após as férias de verão, ganhou fôlego ainda maior. “Não imaginávamos que eram tantos cães abandonados. Achavámos que seriam 30 pneus, mas já fizemos entre 250 e 300. E continua a produção. Curitiba já está OK, mas falta os terminais da Região Metropolitana”, conta.

A boa ação, porém, não sai de graça. Embora elas contem com parceiros que doem os pneus e o carpê para a montagem das caminhas, o restante (madeirite e spray) são as próprias protetoras que compram. Além disso, o trabalho é pesado: elas precisam lavar, um por um os pneus que são doados, cortar a parte de cima com uma tesoura, tirar a medida de dentro, comprar e serrar a madeirite para fazer a parte de baixo, cortar o carpê no mesmo tamanho, grampear e colocar dentro da futura cama. Por fim, com um spray, dão o toque final com desenhos de patinhas em volta para então entregar as caminhas aos animais, sempre junto com as cobertas que esquentarão os bichinhos.

“Estamos nessa por amor à causa”, conta Eliete, que junto com as demais protetoras também comercializa as caminhas para conseguir arrecadar dinheiro para comprar material, pagar as castrações dos animais e, quando necessário, pagar o veterinário – na semana passada, por exemplo, dois deles foram atropelados no Pinheirinho. “Todo o dinheiro que arrecadamos vai para os cães de rua, principalmente de terminais.”

Aprovação quase unânime e animais bem cuidados
Desde que começaram a colocar as caminhas com coberta para os animais que ficam em terminais de ônibus, as Protetoras da Barreirinha viraram notícia nos mais diversos veículos de comunicação, e não apenas do Brasil. Segundo Eliete, até mesmo veículos de comunicação da França e dos Estados Unidos já divulgaram a iniciativa, que conta ainda com grande aprovação junto à população.
“Sempre tem críticas, mas foram tão poucas que nem levamos em conta. Diria que a aprovação é de 98%, o que até impressiona a gente, não imaginávamos isso”, afirma a protetora. “Foi muito bem aprovado porque ficou bonito, limpo, higiênico. E todos os terminais têm as suas mantenedoras, que fazem a higiene dos pneus, arrumam a ração em potinhos, a água. Além disso, todos os cães são castrados e vacinados, então não tem perigo nenhum.”

Conheça as Protetoras da Barreirinha

O que é
– Um grupo formado por 12 protetoras que atua em prol dos animais de rua de Curitiba, principalmente aqueles que vivem em terminais de ônibus

Alcance
– Desde setembro do ano passado, mais de 250 caminhas foram espalhas por terminais de ônibus, postos de gasolina e lanchonetes de toda a Curitiba

Outras ações
– Além das caminhas, o grupo ajuda no cuidado dos animais, com castração e até mesmo atendimento veterinário, quando necessário

O que elas precisam
– Madeirite, sprays e cobertas, principalmente. Todos os materiais são utilizados nas caminhas que são doadas aos terminais

A venda
– Outra forma de ajudar é comprando para seu animal as caminhas que elas produzem e também comercializam. Uma cama média sai por R$ 40, a grande, por R$ 45, e a GG, R$ 50. O dinheiro é todo revertido para os animais de rua.

Como entrar em contato
– Pelo Facebook (https://www.facebook.com/profile.php?id=100017387702594) ou pelo WhatsApp: (41) 98854-6595

Via: Bem Paraná