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Presos aprendem crochê na cadeia e fazem peças para SPFW, Anitta e Pabllo Vittar

24/05/2019 às 09:57.

O crochê é uma técnica que emancipa o artesão e o permite recriar. Uma saia comprida pode ser encurtada, uma camiseta sem manga pode ter manga, gola ou ser transformada em vestido. Ele pode, até mesmo, humanizar e trazer alguém de volta à vida.

Há quatro anos, os presos na Penitenciária II “Desembargador Adriano Marrey”, em Guarulhos, na Grande São Paulo, têm a oportunidade de frequentar um curso de crochê chamado “Ponto Firme”.

Nesta quarta-feira (22), o G1 foi até a unidade prisional e assistiu com os detentos ao desfile das peças que eles confeccionaram e que foram apresentadas em abril na última São Paulo Fashion Week (SPFW), a maior semana de moda do Brasil.

“Hoje é um dia especial, sim. Tem um pedaço de mim ali”, disse Lucas Francisco Ribeiro, de 23 anos, que está próximo de concluir sua sentença de dois anos de prisão por assalto. Ele entrega o que produz para que a esposa venda, e já enxerga o comércio de peças de roupa como um possível ofício fora da cadeia.

Detentos assistem ao desfile de modelos com peças em crochê produzidas por eles na penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos (SP) — Foto: Marcelo Brandt/G1

Via G1