Pesquisa revela que homem curitibano é o que menos vai ao médico

04/08/2017 às 08:30.

Em contrapartida, é o que mais faz exercícios entre os pesquisados em sete capitais do País

O curitibano é o que mais se exercita entre os homens de sete capitais, segundo pesquisa Datafolha feita a pedido da Sociedade Brasileira de Urologia, o Instituto Oncoguia e a Bayer, e divulgada ontem. Porém, é o que menos vai frequentemente ao médico. A pesquisa foi feita além de Curitiba em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.

A pesquisa, feita neste mês marcado pelo Agosto Azul, que estimula a saúde do homem, mostra que de maneira gera o homem dá pouca importância às visitas periódicas ao médico. Na média nacional, apenas 39% dos entrevistados confirmam a prática. Em Curitiba, foi detectado o menor índice — abaixo até da média nacional — 32%. Os portolaegrenses chegaram aos 48%.

Quando perguntados sobre o que fazem para cuidar da saúde, a maioria nas capitais respondeu que praticam alguma atividade física. Neste quesito, os curitibanos estão entre os primeiros — 57% responderam desta forma, atrás apenas de Salvador, 58%.

Machismo
A pesquisa também abordou especificamente perguntas sobre o câncer, como o de próstata. Neste quesito observa-se o preconceito dos homens. A maioria conhece a doença e a forma como é detectada — o toque retal.

Apesar de 76% identificarem o toque retal como um exame importante para o diagnóstico da doença, cerca de 48% dos entrevistados afirmaram acreditar que o machismo é o principal motivo pelo qual os homens não fazem o exame. Além disso, outros 21% disseram não considerar o procedimento “coisa de homem” e 12% apontaram a vergonha e o constrangimento como impeditivos.

“Tais dados confirmam a necessidade de trabalhar a conscientização da população a fim de promover a prevenção e o cuidado com a saúde. O brasileiro precisa entender que o exame de toque é um procedimento simples, indolor e rápido, e que acima de tudo é essencial para o diagnóstico de qualquer alteração da próstata”, destaca o Archimedes Nardozza, Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia.
Até o final deste ano, o cãncer de próstata atingirá mais de 60 mil homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). As capitais escolhidas para a pesquisa são aquelas com maior índice de câncer de próstata, segundo o Inca.

Respostas do curitibano
Se exercita 57%
Vai ao médio periódicamente 32%
Tem alimentação saudável 39%
Evita excessos 25%
O que mais preocupa: câncer 33%
Vai ao urologista (1 vez/ano) 32%
Toque retal não é coisa de homem 33%

Via: Bem Paraná