Persistência e curiosidade são palavras-chave para estudante do Paraná medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática

04/04/2018 às 09:45. Comente esta notícia!

Com cinco medalhas em seis participações na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Pública (Obmep), o estudante paranaense Caio Fernando de Carvalho, de 15 anos, diz não ter uma fórmula mágica para ir bem nos estudos.

Mas, para ele, persistência e curiosidade são as palavras-chave para qualquer pessoa atingir os seus objetivos.

“Estudar não é a coisa mais divertida do mundo. Então não dá para ficar esperando cair no colo”, aponta o aluno do 3º ano do ensino médio.

Caio começou a participar da olimpíada, em 2012, quando recebeu uma menção honrosa pelo desempenho. Nos anos seguintes, sempre foi medalhista: bronze, em 2013 e 2014; prata, em 2015; ouro, em 2016 e 2017. A meta agora é a terceira de ouro.

O adolescente conta que tem facilidade para aprender e fora da sala de aula estuda pouco. Por isso, consegue dividir o tempo com o trabalho em uma cooperativa, onde é menor aprendiz, jogos de computador e séries de TV.

Ele diz se dedicar mais aos estudos na época das provas e da olimpíada, quando reserva tempo para resolver provas de anos anteriores e outros exercícios sugeridos pela própria organização da competição.

Além das medalhas, o bom desempenho nas edições da Obmep em que participou renderam várias homenagens a Caio, uma delas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Escola pública ou particular?

O estudante mora com a família em Anahy, cidade no oeste do Paraná com menos de 3 mil habitantes, e estuda no Estadual José Bonifácio. Segundo a mãe, ele sempre estudou em escola pública.

“A cidade mais próxima, com escola particular, é Cascavel, que fica a 60 km daqui. O transporte fica difícil e não valeria a pena ele passar quase mais tempo indo e vindo todos os dias do que no colégio mesmo”, justificou Lucimar Carvalho.

A personalidade do filho mais novo – de ser curioso e persistente -, observa, fez com que ele sempre fosse um bom aluno, pesquisando e querendo saber mais sobre os assuntos de interesse dele.

Outro fator, destaca a mãe, foi o gosto pela matemática que Caio tomou a partir do 6º ano, graças à professora Márcia Bedani.

As médias na escola giram em torno de 9,5. As notas mais baixas são em educação física e em artes.

Carreira

O gosto por disciplinas como matemática e física deve definir a carreira profissional de Caio.

Na literatura, a preferência é pelos livros de fantasia como os de Harry Potter.

O ídolo é o sul-africano Elon Musk, empreendedor que recentemente lançou um carro elétrico no espaço como estratégia de marketing da montadora Tesla, de que é dono, e da empresa de transporte espacial SpaceX.

“Tudo o que ele faz dá certo. Acho incrível. Quero ser como ele”, afirma o estudante.

O bom desempenho nas edições da Obmep em que participou renderam várias homenagens a Caio, uma delas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) (Foto: Arquivo Pessoal)

O bom desempenho nas edições da Obmep em que participou renderam várias homenagens a Caio, uma delas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) (Foto: Arquivo Pessoal)

A Obmep

A Obmep premia estudantes em três categorias dos ensinos fundamental (6º e 7º anos e 8º e 9º anos) e médio.

Este ano, a primeira fase da olimpíada será realizada em 5 de junho, e a segunda, em 15 de setembro. Os vencedores devem ser anunciados no dia 21 de novembro, segundo o calendário divulgado pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

Participam escolas públicas e particulares com turmas de ensino fundamental 2 (do sexto ao nono ano) ou de ensino médio.

Em 2017, cerca de 18 milhões de estudantes de quase todos os estados brasileiros participaram das provas.

Via: G1