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Paula Fernandes diz que sua grave depressão a fez parecer antipática ao público

06/08/2019 às 08:33.

Paula Fernandes utilizou uma sequência de vídeos gravados no Stories do Instagram para desabafar sobre o seu passado com depressão.

A cantora detalhou como descobriu o quadro depressivo, como buscou tratamento e até mesmo sintomas da doença que a fizeram se sentir envergonhada e parecer fechada.

Uma das entrevistadas do quadro “Não tá tudo bem, mas vai ficar”, série de reportagens do “Fantástico” (TV Globo) que trata sobre depressão, Paula foi ao Instagram falar sobre sua participação no programa.

Para a cantora, é importante falar abertamente sobre a depressão – uma doença caraterizada pelo sentimento de tristeza constante e que ela mesma enfrentou aos 18 anos.

“É muito importante perder o preconceito a respeito do assunto. Tem gente que não aceita que tem a doença – porque é uma doença e tem tratamento, sim. Eu sou a prova de que a gente pode superar. Entendo a experiência do que eu vivi na pele, que realmente não é fácil. Mas se a gente encarar como uma porta de oportunidade, é só para crescer”, disse a cantora, hoje com 34 anos.

Depressão de Paula Fernandes

Segundo Paula, o quadro depressivo foi notado por ela por sentir que “alguma coisa diferente” acontecia – ainda que, na época, a compreensão do quadro tenha sido um pouco difícil pelo tabu da doença.

“Não entendi que era depressão logo de cara porque eu também tinha o meu preconceito. Eu só tinha 18 anos, não podia imaginar que estava com depressão (…) Não aceitava, acho que o pior de tudo é não aceitar. Como assim, eu com 18 anos vou ter depressão? Mas gente, criança tem, adulto tem, velhinho tem…”

Dentre os sintomas da depressão listados pela sertaneja, a artista lembra de sentir muita tristeza, ser muito pessimista, muito negativa, “enxergar a vida muito em preto e branco” e sentir muita melancolia.

A depressão também acarretou sinais físicos à jovem. “Tive queda de cabelo, muita taquicardia, falta de ar, tive crise de pânico.”

Depressão X antipatia

Ao explicar causas e efeitos de sua depressão, Paula citou o perfeccionismo como gatilho e a exacerbação de sua timidez como uma das consequências que a doença trouxe.

A autocobrança que exercia existia, por exemplo, em exigência de performance até em look. “Excesso de perfeccionismo de oferecer sempre o perfeito: cantar bem, tocar bem, estar impecável o cabelo, a maquiagem”, listou a sertaneja.

O fato de ser cantora e estar constantemente exposta é uma questão que a artista precisou trabalhar por muito tempo devido à sua característica mais reservada – mesmo depois de superada o quadro depressivo.

“A medida que as coisas foram acontecendo para mim, que eu fui me tornando a Paula Fernandes que eu sou hoje, e o público veio a mim, eu tive que libertar dos meus complexos e da minha timidez absurda. Mesmo melhorados, eu sofri. Eu fui antipatizada pela minha seriedade, porque eu não sorria. Mas eu tava com tanta timidez, com tanta vergonha, com medo, cheia de complexo. Eu não conseguia me expor como eu gostaria. Isso me atrapalhou até eu superar essa minha dificuldade social. As pessoas me viam muito séria, mas era uma timidez absurda. Isso não é fácil de superar.”

Tratamento de Paula Fernandes para depressão

Para tratar a sua depressão, Paula contou ter feito uso de medicamentos para essa finalidade, ter tido acompanhamento de psiquiatra e realizado sessões de psicoterapia – essa última técnica ainda presente em sua vida.

O tratamento feito por ela, principalmente a psicoterapia, é algo fortemente recomendado pela cantora, que hoje em dia diz se sentir bem diferente de quando enfrentou o depressivo.

“Acho que depressão tem uma ligação direta com infelicidade. Busque-se. Independente do caminho que você quer seguir. Você precisa se realizar. Por muito tempo eu fui muito infeliz, e sendo infeliz eu acabei adoecendo. É possível vencer.”

Via: Vix