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Paraná emite alerta aos municípios para que monitorem estoques de oxigênio

05/03/2021 às 08:05.

Leito de UTI para pacientes da covid-19. Foto: Américo Antonio/SESA

O governo do Paraná emitiu alerta para que todas as prefeituras do estado monitorem seus estoques de oxigênio com o avanço acelerado da pandemia de coronavírus. A notificação foi feita quarta-feira (3), mesmo dia em que o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, afirmou que a rede hospitalar do estado está entrando em colapso, o que abriu mais uma corrida pela ativação de leitos. Alguns hospitais já não estão mais recebendo pacientes por estarem superlotados.

“Enviamos ofício para todos os municípios para que alinhem suas expectativas de acordo com a sua realidade de distribuição nas estruturas de saúde que utilizam oxigênio e que estejam preparadas para o atendimento com aumento de demanda”, disse Beto Preto à Agência Estadual de Notícias.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), no fim de semana algumas cidades registraram problemas logísticos no fornecimento de oxigênio a pacientes com Covid-19, que acabaram resolvidos sem maiores problemas. Para evitar que essas situações se repitam e, pior, que se chegue a situações crônicas, como em Manaus, cujo sistema de saúde colapsou em janeiro justamente por falta de oxigênio, a orientação da Sesa é de que as prefeituras reavaliem seus contratos de fornecimento para que não sejam surpreendidas. “Temos orientado os municípios para que fiquem vigilantes neste sentido”, enfatiza o secretário de Saúde.

Fornecedores garantiram capacidade de fornecer O2

Quarta-feira, o secretário de Saúde enfatizou que o estado adotou o decreto restritivo com vigência até 8 de março, o qual determina, entre outras medidas, o fechamento do comércio não essencial, exatamente porque o sistema de saúde do Paraná está perto de entrar em colapso. No mesmo dia, o diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Jr, participou de reunião com fornecedores de oxigênio, que garantiram ter capacidade para manter o abastecimento neste avanço acelerado do coronavírus.

Até agora, a Sesa afirma que não houve falta de oxigênio para atender os pacientes. Porém, em entrevista ao jornal Bom Dia Paraná, da RPC, quarta-feira (3), o gestor em Saúde da Sesa, Vinícius Filipak, afirmou que se o quadro continuar piorando há possibilidade de faltar o insumo. “Todos esses pacientes de Covid-19 consomem medicamentos, oxigênio, e poderá haver falta de capacidade de produção das indústrias”, alertou Filipak.

Via: Tribuna Do Paraná