Pai de 4 meninas usa o Instagram para mostrar como é ser o único homem da casa

07/08/2017 às 09:14. Comente esta notícia!

O Instagram é um festival de vidas perfeitas.

Se você quer se sentir mal com a sua vidinha mais ou menos, é só entrar na rede social e se deixar levar pelas aparentes vidas perfeitas das pessoas que você segue.

Simon Hooper, um pai de 4 filhas, começou a ficar indignado com isso e decidiu mostrar a verdade nua e crua de sua vida em seu perfil.

Afinal de contas, por ser o único homem da casa, além levar uma vida profissional muito corrida para ajudar a sustentar as meninas, ele se vê às voltas com problemas femininos que nunca pensou que enfrentaria.

Meu perfil foi criado para mostrar uma visão realista do que é a paternidade do ponto de vista do pai (ou da mãe)”, Simon contou ao HuffPost.

“As possas adoçam muito a paternidade (e a maternidade), então eu quis compartilhar como realmente é de uma forma divertida ao mesmo tempo.”

Clube da Luluzinha

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Simon é pai de uma menina de 9 anos, outra de 6, e ele e a esposa acabaram de ter gêmeas.

Por essa razão, Simon já pode incluir em seu currículo as funções de faz-tudo, motorista, professor de natação, professor de reforço, chef de cozinha, conselheiro, parede de escalada humana, assistente de compras pessoal, e assistente de professor.

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Quando a vida imita a profissão

Engraçado que me identifico com Simon, mas o meu caso é o inverso: sou a única mulher de casa. Sendo assim, tomei a liberdade de comentar algumas das situações abaixo.

Vejam só algumas passagens da rotina atribulada e divertida deste pai:

#1

“Essa semana minha filha mais velha está tendo aulas de educação sexual na escola. Ela é bem madura a respeito disso e ter uma mãe que também é parteira, ela já conhece bem mais do que uma criança comum. Nada de “bumbum” ou “periquita” nessa casa. Aqui falamos “vagina” (…). Isto posto, ela escolheu hoje, que a mãe está fora, para fazer perguntas sobre os homens que me fazem sentir como uma criança envergonhada, mas eu prometi que diria a verdade. Minhas perguntas favoritas: “Você usa camisinha, papai?” Eu: “sim”. Então por que você tem tantas filhas? Bingo! “Você e a mamãe já fizeram sexo mais de três vezes?” Eu ri com orgulho “Muito mais… umas 9 ou 10 vezes”. (Eu não quis parecer um ninfomaníaco). Mal posso esperar para ela me perguntar se eu já me masturbei… Vou ficar em posição fetal e morrer.”

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Realmente, as aulas de educação sexual são o pesadelo de todo pai e mãe.

Aconteceu algo parecido comigo. Meu filho de 12 anos me informou, muito solenemente (ele até engrossou a voz um pouquinho para anunciar a novidade), que “ele já sabe o que é sexo” e emendou a pergunta: “o que é camisinha?”.

Minha primeira reação foi pensar “por que você não pergunta para o seu pai, menino…”, mas, eu também estava sozinha na hora.

Então, respirei e falei a verdade da forma mais natural e inofensiva que pude: “é uma proteção que os meninos usam no pipi (não tive coragem de falar pênis para o meu filho) para não pegarem doenças.”

E voltei a assistir TV como se nada tivesse acontecido e, de quebra, aumentei o volume para acabar o assunto ali.

#2

“Devo me sentir ofendido quando estou no comando de vestir as meninas e, em vez de poder usar toda a minha criatividade e usar meu olho para moda para colocar uma roupa de cair o queixo, eu entro no quarto e as roupas já estão escolhidas. Ok, eu tenho a tendência de vesti-las como meninos, e certamente vou esquecer que elas sentem menos calor que eu, que precisam de meias, e que as visto com roupas iguais e aí não sei mais quem é quem (…), mas se me der uma chance, a lei das “médias” vai prevalecer e um dia eu acerto!”

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#3

“Temos MUITOS brinquedos para as meninas. Alguns são usados, outros novos. Oferecemos blocos feitos à mão, fabricados eticamente, não tóxicos, de materiais orgânicos, madeira sem carbono da Noruega. Elas os olham com desdém, acham que são tolices e os jogam de lado. Então, saem como loucas atrás das minhas chaves, carteira, celular, qualquer coisa semelhante a um controle remoto ou que tenha embalagem plástica. (…) Por muitas manhãs vocês vão me achar andando pela casa, xingando baixinho, a procura do meu cartão de débito ou as chaves. Deveria me acostumar com isso, pois ouvi dizer que adolescentes também pegam essas coisas”.

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Aqui também é assim.

Quantas vezes eu falo para padrinhos, tios, tias e avós (ah os avós…) que não gastem dinheiro com brinquedos caros. A atenção é bem curta: em menos de um minuto meu filho menor larga os brinquedos e passa DIAS brincando com a caixa.

Agora, quando você tem filhos, independentemente do sexo, suas coisas deixam de ser só suas e isso é bem frustrante.

Mesmo que eles tenham as deles, as nossas são sempre melhores, é incrível!

Por isso, eu desenvolvi um plano (maligno) bem bacana para evitar que meu filho mais velho usasse minha mochila, meu fone de ouvido, minhas canetas, meus cadernos, etc. Eu compro tudo rosa!

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#4

“Por que a hora do banho sempre envolve superlotar o menor cômodo da casa com o maior número de pessoas da família possível? Acho que para as duas mais velhas é como se fosse uma versão barata do aquário da cidade. Elas podem assistir essas duas coisinhas cor de rosa e escorregadias ficarem esparramando água e se contorcendo nessas cadeirinhas para sugar as esponjas. Eu e Clemmie somos os salva-vidas e controlamos a multidão. Eu deveria cobrar ingresso. Só cuidado com as fraldas sujas na porta e o chão TODO molhado. (…)”

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Se você não é mais o único dono de suas coisas, dê adeus a usar o banheiro sozinho e em paz.

Ter filhos significa ter de ouvir histórias e mais histórias sobre como um filho derrotou o vizinho no Clash Royale, ou como o outro corre SUPER RÁPIDO QUE SAI CHAMAS DOS CALCANHARES, bem na hora que você mais precisa de um banho quentinho e demorado.

Sem contar os vários momentos em que você tem que abrir o box toda ensaboada para apartar briga!

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Via: Awebic