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“O racismo é uma coisa rara no Brasil”, diz Bolsonaro em entrevista

08/05/2019 às 11:45.

Na noite desta terça-feira (7), em entrevista a Luciana Gimenez, apresentadora da RedeTV contratada pelo governo para fazer propaganda da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar o racismo estrutural que existe no Brasil.

Durante a entrevista, que muito se assemlehou àquelas feitas em revistas de fofocas, com trocas de afagos e conversas sobre amenidades, o capitão da reserva disse que não é racista pois, na década de 70, teria “salvado” um colega negro do Exército de se afogar. Na sequência, disparou: “No Brasil é uma coisa rara o racismo. O tempo todo tentam jogar o negro contra o branco”.

No início da conversa, Bolsonaro chegou a agradecer Luciana Gimenez pelo espaço que teve em seu antigo programa, o “Superpop”, no passado, quando ganhou projeção nacional. “Agradeço a liberdade que me deu lá”.

Falando pouco de política e de seu governo, o presidente, estimulado pelas perguntas amigáveis da apresentadora, falou sobre intimidades como, por exemplo, o que faz quando bate a fome de madrugada. Ele contou ainda sobre como se interessou pela carreira militar e revelou que atualmente é difícil “escapar” sem ser reconhecido.

Foi neste momento que citou sua recente visita à cidade do Guarujá, no liroral paulista. Na ocasião, o capitão da reserva fez um passeio fora da agenda oficial de motocicleta à noite e chegou a dirigir com o capacete levantado. Aos risos, ele confessou a infração de trânsito. “Cometi uma infração de trânsito, levantei o capacete, mas é muito bom”, afirmou.

Entre assuntos típicos de programas como o de Luciana Gimenez, o presidente explicou ainda o motivo pelo qual chama seus filhos pelos apelidos de “01”, “02” e “03”. “Nome de filho a gente confunde”, disse, mais uma vez, aos risos.

Um dos poucos momentos em que Bolsonaro falou sobre política foi quando Luciana Gimenez, contratada para isso, mencionou a reforma da Previdência. Sem se aprofundar muito sobre o assunto, foi categórico: “Se não aprovar, o Brasil quebra, infelizmente”.

Para selar a “conversa entre comadres”, a apresentadora fez com Bolsonaro, no último bloco, uma espécie de “game” de programa de auditório: propôs que o presidente inventasse legendas para fotografias no formato do Instagram que ela apresentava. As imagens eram de fotos oficiais de seu governo e algumas de seu passado e sua família.

Via Revista Fórum