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O Hospital Marcelino Champagnat em Curitiba, já registrou 20 funcionários contaminados pelo coronavírus

08/04/2020 às 08:59.

O Hospital Marcelino Champagnat, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, já registrou 20 funcionários contaminados pelo coronavírus. Deste número, dois estão internados e o restante está em isolamento domiciliar. Além disso, 103 colaboradores do hospital apresentaram sintomas de gripe, sendo que 50 deles já deram negativo para covid-19. O hospital tem 700 funcionários.

Foto: Reprodução/Site/ Hospital Marcelino Champagnat

Em relação aos pacientes, o Marcelino Champagnat informa que teve 14 casos confirmados desde 19 de março. Outros oito pacientes ainda aguardam resultado do exame. Todos são atendidos em uma área específica do hospital.

“As equipes responsáveis (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais da assistência, além das equipes de apoio) passam por treinamentos e atualizações constantes para utilização de equipamentos de proteção individual alinhadas às orientações da Organização Mundial da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

Outro hospital de Curitiba que tem funcionários contaminados é o Pequeno Príncipe, especializado em atendimentos pediátricos. São 12 funcionários infectados, seis da área de saúde e seis do setor administrativo. O Pequeno Príncipe também registrou o contágio de dua crianças atendidas na instituição: uma de 6 e uma de 11 anos que estão em isolamento domiciliar.

Leia a nota na íntegra do Hospital Marcelino Champagnat:

Desde o início da pandemia Coronavírus, o Hospital Marcelino Champagnat vem prestando atendimento a pacientes com sintomas de COVID-19. As equipes responsáveis (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais da assistência, além das equipes de apoio) passam por treinamentos e atualizações constantes para utilização de equipamentos de proteção individual alinhadas às orientações da Organização Mundial da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso inclui utilização de máscaras adequadas, óculos ou face shields (equipamentos de proteção facial), aventais de contato e luvas, que estão disponíveis e são indicados de acordo com o tipo de exposição e transmissão documentados para esta doença. A equipe multiprofissional é constantemente orientada e acompanhada sobre a necessidade frequente da higienização de mãos em cada um dos momentos preconizados, bem como sobre o descarte correto de materiais, após contato com pacientes suspeitos ou confirmados com a doença.

Ainda dentro do quadro da pandemia, foram atendidos 103 colaboradores com sintomas de gripe (14,71% do quadro total de colaboradores do HMC, que é de 700). Após triagem de sintomas e realização de teste específico, 20 (2,86%) foram confirmados para COVID-19 e 50 (7,14%) negativos.  Dos confirmados, 2 (0,29%) estão internados e o restante em isolamento domiciliar sob monitoramento da equipe de Medicina do Trabalho.

Para minimizar contato entre pacientes e evitar possibilidade de contaminação entre pessoas, sejam colaboradores assistenciais, administrativos ou pacientes, o HMC preparou um Pronto Atendimento (PA) específico para acolher os casos de sintomas gripais, bem como foram definidos fluxos e protocolos específicos. No período de 14/03 até as 16h de 05/04, foram atendidos 594 casos suspeitos COVID-19.

Quanto aos pacientes internados, desde o dia 19/03 (data da internação do primeiro caso), houve 39 pacientes internados relacionados ao COVID-19, todos submetidos a teste para o vírus. Destes, 14 casos foram confirmados, 17 exames negativos e 8 ainda com exame em andamento. Dos 39 internados, 23 pacientes apresentaram melhora clínica, receberam alta hospitalar e seguem em isolamento e tratamento domiciliar.

O Hospital Marcelino Champagnat é a única instituição paranaense acreditada duas vezes consecutivas pela Joint Comission International (JCI) e isso só aconteceu pelo extremo rigor nos processos internos para atendimento aos pacientes, bem como no cuidado aos colaboradores.

O Hospital reitera que seus colaboradores são essenciais para realização da sua atividade fim – atendimento seguro aos pacientes – em quaisquer cenários. Por isso está empenhado em garantir que as equipes trabalhem protegidas em linha com as orientações dos órgãos competentes e de acordo com as melhores práticas médicas, assegurando assistência em caso de suspeita ou confirmação de COVID-19 ou qualquer doença.

Via: Tribuna Do Paraná