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Novo DIU de cobre diminui sangramento de mulheres

30/08/2021 às 08:28.

Novo DIU de cobre está em fase 1 de testes em humanos – Foto: Pixabay

Um novo dispositivo intrauterino (DIU) de cobre está em fase de testes em humanos. A diferença agora é a capacidade de redução de sangramentos em mulheres.

O dispositivo está associado ao medicamento ulipristal, que regula a progesterona, reduzindo o volume e o número de dias do ciclo menstrual.

O medicamento é usado fora do Brasil como pílula de emergência e no tratamento de mioma. Nas duas situações, as doses são maiores do que as que o novo estudo propõe.about:blank

“Além disso, não encontramos nenhum efeito colateral grave, mas, para termos certeza da segurança desse novo DIU, outras fases de estudo são necessárias”, explica a professora Carolina Sales Vieira, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e uma das autoras da pesquisa.

Saúde da mulher

Carolina conta que a redução de sangramento é muito importante por diversos fatores.

“Se a gente fornece um DIU de cobre que é seguro e eficaz, mas que não aumenta a perda sanguínea, estamos contribuindo para a saúde da mulher. Novos estudos ainda poderão avaliar o uso em doenças que aumentam o sangramento na menstruação, como miomas uterinos”, explica.

Durante todo o estudo, 29 mulheres saudáveis da República Dominicana foram acompanhadas por um mês antes da colocação do novo DIU, três meses após o uso e dois meses depois da retirada.

Um diário de sangramento e cólicas precisou ser preenchido para o acompanhamento médico das voluntárias.

“As voluntárias não tiveram efeitos colaterais importantes, foram os mesmos encontrados no DIU de cobre convencional. Elas tiveram sangramento reduzido, demonstraram satisfação, mantiveram ovulação e os hormônios não foram alterados, além de não apresentarem alteração no fígado nem anemia”, explica a professora.

Próximas etapas

Até ser comercializado para todas as mulheres, o novo DIU ainda passará por 3 fases de testes.

A professora Carolina ainda explica que o ulipristal está sendo avaliado pela Agência Europeia de Medicamento quanto à segurança após casos de alterações no fígado com uso para tratamento de miomas uterinos

Com informações de Jornal USP

Via: Só Notícia Boa