“Museu do Fracasso” viaja o mundo com o que não deu certo em inovação

28/03/2018 às 09:26.

Nem toda criação é uma ideia brilhante. Nem todo novo produto registrará recorde de vendas. Nem tudo que deu certo foi assim desde o início. O processo de inovação deixa marcas pelo caminho – erros e problemas que ajudaram a aprimorar o produto final. O Museu do Fracasso, que tem a curadoria do cientista Samuel West, reuniu as falhas geradas por tentativas de inovar.

O Museu surgiu como uma exposição temporária na Suécia, mas devido ao sucesso, ganhou vida mais longa e tornou-se uma atração itinerária. Em março, ela estreia pela primeira vez fora da Europa, em Hollywood, na California, onde permanecerá por um ano. Entre seus mais de 100 artigos, estão produtos que não fizeram sucesso com o público ou que foram substituídos por outros mais sofisticados e modernos ao longo da história. A coleção é resultado de uma pesquisa do curador sobre o sucesso e a inovação em grandes empresas.

“Eu decidi abrir o Museu do Fracasso por estar cansado das histórias de sucesso que a mídia nos enfia goela abaixo”, disse Samuel West à Reuters. Para o curador, o museu é uma forma de mostrar que as falhas fazem parte do processo de inovação, e que nem as grandes marcas estão livres do fracasso. “Nós sabemos que de 80% a 90% dos projetos de inovação falharão, e nunca leremos sobre eles ou veremos seus resultados”, afirmou Samuel ao The Washington Post. “Se há alguma coisa que podemos fazer com as falhas, é aprender com elas.”

Entre os itens que fazem parte da exposição estão o Google Glass, a caneta Bic for Her e o perfume da Harley-Davidson. Há, ainda, um jogo de tabuleiro que tem o Donald Trump em sua capa. “Para cada produto de sucesso, há muitas histórias de fracasso”, diz o site do Museu do Fracasso. “Para cada iPhone, videocassete ou Ford Mustang, há vários Newtons, Betamaxes e Edsels que quebraram ou pegaram fogo.”

Via: Epoca Negócios