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Mulher se recusa a induzir o parto e perde o bebê ao chegar na 45ª semana de gestação

03/06/2020 às 08:43.

Foto: Pixabay

Stephanie, 30, que mora no Havaí, estava decidida a ter seu quinto parto totalmente sem interferências, mas, quando ela ultrapassou a 41ª semana de gestação e o bebê não dava sinais de que nasceria, ela foi orientada pelas parteiras que a acompanhavam a fazer a indução do parto. No entanto, ela recusou as recomendações e preferiu tomar conselhos de outras mães do grupo de Facebook Ten Month Mamas (a página não está disponível no momento), que deram à luz depois das 40 semanas de gravidez. Esperando que o parto acontecesse naturalmente a qualquer instante, Stephanie foi arrastando a gestação. Quando entrou na 43ª semana, sua parteira se mostrou muito preocupada, pois a placenta poderia perder a eficiência. E novamente pediu que a mulher induzisse o parto. No entanto, acreditando que os riscos da indução superavam os da espera, Stephanie continuou com a gravidez.

Histórico de parto tardio
Stephanie já é mãe de quatro filhos e tem histórico de parto tardio, por isso, não se preocupou quando o quinto bebê passou das 40 semanas: “Eu li muito sobre isso. Pesquisei mulheres que tinham passado 42 semanas. Eu pesquisei também sobre a redução de líquido. Mas, em todo momento tive a sensação de que tudo estava bem.” Seus dois primeiros filhos haviam nascido com mais de 41 semanas, e os dois últimos mais de 42 e em casa, com a ajuda de parteira”, contou.

Stephanie contou ainda que recusou a indução porque amigas haviam passado por isso e tiveram experiências traumáticas de parto e cesarianas. E disse que não queria ter contato com a medicação para indução e com as dolorosas contrações causadas pela ocitocina.
Após perder o bebê, Stephanie, retornou ao grupo para contar sobre o processo que havia passado e como se sentia culpada. Ela questionava se o fim da história teria sido diferente se tivesse ouvido os profissionais do hospital.

Stephanie com 43 semanas (Foto: Reprodução)

Stephanie com 43 semanas (Foto: Reprodução)

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A hora certa do bebê nascer
Nem antes, nem depois. Pontualidade é a palavra de ordem para um nascimento seguro e saudável: entre 37 e 42 semanas de gestação, mas, preferencialmente, de 39 a 40 semanas e seis dias, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Se dar à luz precocemente é prejudicial ao seu filho, esperar demais por um parto espontâneo também é perigoso. É o que mostra uma pesquisa recente da Universidade de Tel Aviv (Israel). Após acompanhar 23,5 mil grávidas e seus filhos, durante cinco anos, os cientistas notaram mais complicações nos bebês que vieram ao mundo depois de 42 semanas. Partos saudáveis depois disso até acontecem, mas, nesses casos, é preciso monitorar a grávida e o bebê ainda mais de perto.

No estudo, a probabilidade de ocorrerem infecções e problemas respiratórios simplesmente dobrou em comparação com o grupo que nasceu antes de completar 41 semanas. Um dos problemas mais temidos, nesse caso, é o envelhecimento da placenta, capaz de afetar o fluxo de oxigênio e nutrientes, da mãe para a criança. Outro risco é a presença de mecônio (excremento do bebê) espesso, que pode ser aspirado.

Via: Revista Crescer