Mulher realiza o próprio parto em banheiro de hotel

27/04/2018 às 14:43.

Uma americana de 24 anos que estava voo de 14 horas para Istambul, na Turquia começou a passar mal, mas na fila da imigração as cólicas ficaram mais fortes, ela sentiu enjoo, começou a suar.

Foto: Pixabay

E só então lhe ocorreu que pudesse estar em trabalho de parto. Procurou no Google e confirmou que só faltava a bolsa estourar para ter certeza de que sim, aquilo era um parto a caminho. Em vez de pedir ajuda, ela pensou que tinha que correr dali. “Vou me apressar, porque de jeito nenhum vou ter essa criança no aeroporto”, escreveu. Acompanhe os posts que ela fez:

“Chego no meu hotel e agora tenho certeza de que estou em trabalho de parto. Não há como, no mundo, eu não estar em trabalho de parto porque agora mal posso ficar de pé. É isso, estou em um país estrangeiro, onde ninguém fala inglês, eu não sei o número de emergência do país, e não tenho ideia do que fazer. Então, como millenial que sou, decidi procurar no Youtube (risos). Se ninguém mais pudesse me ajudar, a internet o faria! Fui para o meu quarto de hotel, com toda a minha solidão, aprender como parir o meu próprio bebê.

‘É hora do jogo. Não tenho tempo para ficar nervosa. Entro em ação. Encho a banheira com água morna, pego uma toalha para morder e outra para envolver o bebê assim que ele aparecer. É estranho como uma pessoa se torna concentrada quando a adrenalina começa a subir. Porque em nenhum momento eu surtei. Só fiz o que tinha que fazer.

‘Desço e subo na banheira. A internet disse que havia algumas posições que as pessoas acham mais confortáveis. Escolhi o que funcionou para mim. BOOM! Vamos dar à luz este bebê.

‘A internet disse que eu não deveria começar a empurrar até que minhas contrações estivessem espaçadas por 2 minutos. Você não quer se cansar muito cedo e depois não ter energia quando a criança estive pronta para vir, entende? E eu: ok, garota, você tem um timer no seu telefone. Você consegue!

‘Minhas contrações já vinham a cada minuto! Eu estava atrasada pra burro, mal cheguei ao quarto. Coloco a toalha na boca e começo a empurrar. NUUUUNCA senti uma dor assim na vida. Parecia que estava sendo aberta. CADÊ MINHA ANESTESIA?

‘Felizmente aconteceu muito rapidamente. Eu só tive que empurrar cerca de 5 ou 6 vezes antes de o bebê sair. Agora deixe-me dizer-lhe que os bebês são flutuantes. Aquele danadinho fez blup! e flutuou até o topo da água.

‘Neste momento ainda não tenho ideia do sexo do bebê. Depois de recuperar o fôlego, eu o levanto, tipo, ‘o que é isso?’

‘Nota de rodapé: partos na água não são tão bonitos quanto o que você vê no YouTube, não havia música hippie tranquila tocando suavemente ao fundo, ou iluminação natural incrível. Fica UMA ZONA.

‘A história ainda não acabou: ele está fora, mas a placenta ainda está dentro de mim. Agora, de acordo com a internet, você não deveria puxá-la para fora, porque ela tem que se selar de volta ou algo do tipo, não sei, rsrs.

‘Estou sentada com o jovem Xay deitado no meu peito esperando a placenta passar. A internet me disse para esfregar meu baixo-ventre para persuadir minha placenta a sair. Então, tenho um bebê em um braço e com o outro esfrego minha pélvis.

‘Então, finalmente, parece que estou tendo outra contração e suponho que esta é a placenta pronta para se soltar. Me arrasto pelo banheiro e sento no vaso sanitário porque não sei mais aonde ir.

‘Quase que imediatamente ao me sentar, tudo sai fora. O hotel tem esses saquinhos higiênicos no banheiro, então peguei a placenta pelo cordão e soltei-a no saco. Mas ela ainda está ligada ao bebê, então agora preciso pesquisar no Google como cortar um cordão umbilical.

‘Eu não tinha nenhum grampo, como o sugerido, mas tinha cadarços. Ouve essa: na Turquia todos bebem chá / café, então todo quarto de hotel tem uma chaleira elétrica. Apenas fervi um pouco de água para esterilizar os cadarços para que eu pudesse usá-los como grampos”.

Ela ainda limpou o banheiro, “que parecia um set de filme de terror”, amamentou o bebê, nomeado Xavier Ata Freeman, e foi dormir. No dia seguinte, como já tinha um táxi pago para o aeroporto, achou que lá era o melhor lugar para perguntar como sair do país com um recém-nascido nos braços.

Médico, enfermeira, superiores da companhia aérea, polícia e imigração foram chamados e ela foi examinada e bombardeada de perguntas até provar que tinha parido a criança e que aquilo não configurava tráfico humano.