Mudar anticoncepcional é necessário após anos tomando o mesmo? Corpo dá 3 sinais

22/02/2019 às 16:43. Comente esta notícia!

 

Tomar pílula por muitos anos faz mal à saúde? Torna o método menos eficaz? Estas são dúvidas muito comuns entre mulheres que fazem uso de anticoncepcional oral e, apesar de nem sempre ser o caso, a reposta para elas muitas vezes é “sim”.

Como o corpo feminino e seus hormônios estão em constante mudança, é possível que um remédio que funcionava perfeitamente no passado acabe se tornando uma opção não tão interessante após um longo tempo de uso.

Quando a pílula para de fazer efeito?

Antes de mais nada, é importante frisar que toda mudança de método anticoncepcional deve ser feita com a orientação de um especialista para que seja analisada a melhor escolha, de acordo com o corpo e patologias de cada uma.

Segundo explica a ginecologista Mariana Rosário, não existe um tempo médio para a pílula começar a ficar incompatível com o corpo da mulher – e, na realidade, isso pode nunca acontecer.

Assim como há quem se dê mal com o anticoncepcional logo de cara e precise trocar a marca algumas vezes até encontrar a ideal, existem casos em que o medicamento “casa” perfeitamente com o organismo da usuária e assim permanece até o fim.

Das outras vezes, no entanto, a mulher pode passar a desenvolver sintomas incômodos após um tempão tomando a mesma pílula, o que, de acordo com Mariana, só pode ser descoberto na prática, já que não existe uma predisposição específica ou detectável para determinar isto de antemão. Por isso, estar em contato com o seu médico de confiança é a única maneira de notar este processo.

“Qualquer alteração que esteja acontecendo no corpo, seja há pouco ou muito tempo, precisa ser investigada. E, algumas vezes, esses sintomas podem aparecer mesmo com muito tempo do uso do anticoncepcional”, diz.

Sinais de que a pílula está errada: são 3

A ginecologista lista três sinais que podem indicar a necessidade de troca da pílula: dores de cabeça, cólica constante e sangramento no meio da cartela sem motivo aparente.

“O uso prolongado do remédio faz com que as enzimas se saturem e, desta forma, a metabolização da pílula passa a não ser mais completa”, explica a médica, que ressalta, mais uma vez, que isto não é uma regra e, portanto, não necessariamente ocorrerá com todas as mulheres.

Se você passou a sentir algum destes incômodos, a orientação é levar a queixa ao seu ginecologista de confiança para investigá-los e discutir a possibilidade de mudança de anticoncepcional.

Como mudar a pílula?

Segundo explica Mariana Rosário, quando não existe nenhum sintoma, não há necessidade de trocar o medicamento. Mas, se existir, ele precisa ser mudado o mais rápido possível.

A troca é orientada pelo médio após a realização de alguns exames que investigarão não só os incômodos relatados como também a saúde vascular da paciente através do “perfil de trombofilia”, teste que ajuda a orientar o tipo de pílula ou método contraceptivo mais seguro.

Papanicolau, ultrassom e análise de sangue são outros exames que o ginecologista pode pedir.

E se eu quiser mudar o anticoncepcional mesmo sem sintomas?

Para quem não notou alterações físicas causadas pela pílula, mas mesmo assim deseja trocar de marca, Mariana frisa que esta pode não ser a melhor decisão e é preciso ter cautela.

Primeiro, porque há o risco de a mulher não se adaptar ao novo remédio, sofrendo efeitos colaterais incômodos. “Costumo dizer que em time que está ganhando, não se mexe. Ou seja, se não tem um sintoma ou algo errado, não é preciso trocar a pílula, mesmo com tanto tempo de uso”, defende.

Além disso, a prática pode ser arriscada, já que mudar o anticoncepcional hormonal repetidas vezes eleva o risco de trombose.

“Se o anticoncepcional é tomado direitinho, a mulher segue todas as regras e não tem esses sintomas, teoricamente, ele está fazendo o papel dele de método contraceptivo, então, não tem essa de que não está mais fazendo efeito porque está sendo tomado há muito tempo”, adverte.

Porém, caso seja do desejo da paciente, é importante conversar com o médico e fazer a mudança sempre com orientação.

 

 

Fonte:  Vix