Motorista mata médica e finge ser ela por 2 meses no Whatsapp

30/01/2019 às 17:25. Comente esta notícia!

 

Foi preso esta semana um homem de 32 anos suspeito de matar uma médica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), em Brasília. De acordo com a investigação da Polícia Civil, após o assassinato o suspeito se fez passar por Gabriela Cunha, de 44 anos, por dois meses no Whatsapp, respondendo mensagens para a família a vítima.

O crime ocorreu em 24 de Outubro, quando o suspeito ainda era motorista particular de Gabriela. De acordo com o G1, ele foi detido pela Divisão de Repressão a Sequestros e confessou o crime.

Durante os dois meses que se fez passar por ela, o motorista movimentou cerca de R$ 200 mil da conta bancária da vítima. Segundo o Portal da Transparência ele recebia um salário mensal de R$ 17 mil na época.

O delegado Leandro Ritt, responsável pelas investigações do caso afirma que Gabriela deu uma procuração de plenos poderes ao motorista. O documento permitia que ele realizasse pagamentos e assinasse documentos em nome da vítima. A procuração foi desfeita em Outubro do ano passado, mas o motorista manteve uma cópia autenticada do documento.

 

 

Mensagens à família

O homem que não teve o nome divulgado pela Polícia tomou posse do celular da vítima depois do assassinato e mandou mensagens à família afirmando que Gabriela “estava internada em uma clínica de repouso para tratar de problemas pessoais, e retornaria no Natal”.

No início o desaparecimento da vítima não causou estranhamento entre os familiares já que a médica já havia se internado outros vezes para tratar da depressão.

“A Gabriela tinha problemas pessoais, e ele inventou a história de que ela iria se internar em uma clínica de repouso. Com isso, ele ludibriou a família e os funcionários do hospital”, explicou o delegado.

 

O crime

No dia do assassinato o motorista foi com Gabriela até o HRT. Por volta das 12h, ele seguiu com a médica até uma agência bancária em Sobradinho onde ela fez uma transferência para a conta do motorista.

Quando estavam retornando para Taguatinga, o motorista estacionou o carro em uma parada de ônibus afirmando ter ouvido um barulho na roda. Quando estavam estacionado, um comparsa do motorista entrou no carro e simulou um assalto, e determinou que todos fossem para Brazlândia.

Próximo a uma estrada de chão, o motorista enforcou Gabriela. Seu corpo foi encontrado no local. O suposto comparsa não foi detido.

 

 

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Fonte:  Notícias ao minuto