Monique Alfradique congela óvulos aos 32: ‘Ser mãe não é sonho, é desejo para futuro’

13/11/2018 às 10:13. Comente esta notícia!

No auge da carreira como atriz e sem planos para se tornar mãe a curto prazo, Monique Alfradique tomou a decisão de congelar os óvulos aos 32 anos. O procedimento aconteceu já neste final de ano.

“O tempo é cruel”, disse ela à Marie Claire. “Mulheres, partir dos 30 anos, têm menos chances de engravidar. E se você tem esse desejo, e é uma ‘workaholic’, como eu precisa se organizar quanto a isso”.

Prestes a interpretar a mãe de um casal de crianças na série “Pais de Primeira”, ela optou por adiar o desejo de ser mãe para não ser obrigada a fazer uma pausa profissional.

“Decidi congelar meus óvulos pois minha carreira ainda está à frente da maternidade”, contou. “[Ela] não é sonho, mas uma vontade futura”, disse.

Sua decisão não poderia ser mais diferente do que possivelmente faria Patrícia, sua personagem na série, se estivesse em seu lugar. “Ela é mãe de Valentina, 4, e Enzo, 6, e se vira muito bem com a maternidade”.

Quem enfrentará questões na série, cuja estreia está marcada para este mês, é sua irmã, Tais (Renata Gaspar). Ela passará por todas as ansiedades, culpas e receios comuns às mulheres que engravidam pela primeira vez. “A Patrícia vem pra ajudar a solucionar tudo isso por conta da experiência”, contou. “Eu acho que toda mãe de primeira viagem precisa de alguém –mãe, tia ou amiga– para sanar todas as dúvidas”, afirmou.

Com mais uma personagem de humor no currículo, Monique diz não ser o tipo de mulher que sempre tem algo engraçado a dizer. “Tenho bom humor na vida, mas não sei contar piada! Sou péssima! [risos]. Fazer comédia é, ao mesmo tempo, desafiador e prazeroso”, disse. “Meu humor é mais de situações, sou uma boa observadora da vida e transformo isso em humor”.

Aliás, ela acredita que o humor tem um papel importante em tempos de ânimos exaltados e marcado por discordâncias politico-ideológicas como os de agora.  “Acho que ele vem para dar ‘respiro’ a um momento tão conturbado, com tantas questões. Mas como os nervos estão à flor da pele, até o humor pode ser visto apenas como um deboche. Há uma linha tênue que precisamos ficar atentos”.