Ministro da Saúde indicado por Bolsonaro é contra o aborto e crítico do ministro Barroso, do STF

23/11/2018 às 09:35. Comente esta notícia!

Durante os governos petistas, o Ministério da Saúde sempre foi dominado por entusiastas do aborto livre que não aceitavam a dificuldade em legalizar a prática no Congresso e, por isso, colocavam em andamento todo tipo de artimanha para promovê-lo via política pública mascarada. O caso de 2013,  das cartilhas encontradas em postos de saúde ensinando o uso de Cytotec, medicamento abortivo proibido no Brasil, é apenas um dos exemplos dessas ações sorrateiras.

Sob esse aspecto, traz esperança a indicação de Luiz Henrique Mandetta como futuro ministro da Saúde do governo Bolsonaro. Em várias ocasiões o deputado federal pelo estado do Mato Grosso do Sul, que também é médico, expressou de forma clara seu repúdio à morte premeditada de bebês em gestação.

Algumas dessas manifestações foram registradas, como seu breve discurso, em fevereiro de 2016, quando criticou na Câmara dos Deputados as declarações de um representante da ONU que cobrou “flexibilização do aborto” no Brasil por conta dos casos de microcefalia. Na ocasião ele definiu a fala como “sugestão de aborto eugênico”, disse que “a eugenia, o aborto eugênico, não é previsto em lei” e afirmou que aquela posição só reforçava o preconceito contra as pessoas com deficiência. Assista ao discurso no vídeo abaixo.

Também em 2016, em dezembro, quando o ministro Roberto Barroso, do STF, num julgamento de habeas corpus, declarou que “aborto até o terceiro mês não é crime”, contradizendo o Código Penal, o deputado criticou o ministro numa entrevista ao site local Top Mídia News: “Um país que não tem educação sexual, não tem um programa de maternidade responsável, programas de vasectomia, e outros métodos contraceptivos, não pode legalizar o aborto. Acho que a legalização só serviria como método anticoncepcional, e por isso sou contra”.

Na ocasião, ele acrescentou ainda, em resposta aos números artificialmente inflados sobre a quantidade de abortos clandestinos no país, que legalizar a prática por conta desse problema “seria como legalizar a droga por que não se consegue combater o crack”.