Médico brasieliro faz estudo que comprova que mamar no peito até 1 ano eleva QI, renda e escolaridade na vida adulta

19/01/2019 às 15:55.

Foto: Dmytro Vietrov/Shutterstock.

 

Nossas avós e mães sempre estiveram certas, não há melhor alimento para o bebê que o leite materno. Dessa vez, mais que comprovado através de um estudo do médico brasileiro Cesar Victora, foi possível estabelecer relações entre a amamentação prolongada e os índices de QI, escolaridade e renda média. A pesquisa liderada pelo epidemiologista brasileiro conclui que crianças que ingerem leite materno por até 12 meses têm rendimentos melhores em todos os fatores.

Leite materno: mais QI, renda e escolaridade

O trabalho do epidemiologista demonstrou que bebês, cuja alimentação é baseada no leite materno até os 12 meses, apresentam aos 30 anos de idade:

  • Quatro pontos a mais no nível de QI (cerca de 30% acima da média);
  • 0,9 ano a mais de escolaridade (cerca de 25% acima da média);
  • Renda mensal R$ 349 superior (cerca de 30% acima da média).

“Há vários mecanismos pelos quais o leite humano pode melhorar a inteligência. O mais conhecido é a ação dos ácidos graxos insaturados de cadeia longa, que são essenciais para o crescimento do cérebro. Cerca de 70 a 80% do cérebro se forma nos primeiros dois anos de vida”, explica Victora.

Cesar cita também outros mecanismos ligados ao microbioma do bebê em estágio de amamentação, como os recentes estudos que ligam a função do intestino de sintetizar substâncias que ativam o cérebro, como a serotonina, as citoquinas e outros metabolitos.

Foto: DANIELA XU/DIVULGAÇÃO.

Leia a matéria completa: Vix.