Ao Vivo

Mariana Ferrer: acusado de estuprar jovem em SC é absolvido e gera revolta nas redes sociais

11/09/2020 às 08:31.
Foto: Reprodução/Twitter

Nesta segunda-feira (09), o empresário André de Camargo Aranha, que foi acusado de estuprar a influenciadora Mariana Ferrer, em 2018, em um beach club em Florianópolis (SC), foi absolvido pela Justiça. O juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, julgou como improcedentes as denúncias da jovem.

A conclusão das autoridades foi de que “não há provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória”. Ao todo, foram ouvidas 22 testemunhas, além do acusado e da vítima. Na defesa, o empresário diz que teve contato sexual com a jovem, mas nega que tenha consumado o ato e agido de forma violenta.

A defesa de André diz que a versão da jovem é “fantasiosa”. Já a família de Mariana afirma que os fatos ocorridos naquela noite teriam causado na influenciadora sequelas psicológicas irreversíveis.

Nas redes sociais, a decisão judicial causou revolta e vem sendo questionada. O termo “estuprador” está entre os mais comentados do Twitter e já foi citado mais de 246 mil vezes, fazendo referência ao caso.

Em nota a associação dos magistrados de Santa Catarina afirma que eventuais descontentamentos com a decisão devem ser apresentados formalmente à Justiça e que “ofensas pessoais e ameaças ao magistrado serão devidamente apuradas” e que “seus autores serão responsabilizados nos termos da lei”.

Mariana e sua família ainda não se pronunciaram sobre a sentença.

Relembre o caso

Em 15 de dezembro de 2018, a blogueira Mariana Ferrer, conhecida como Mari Ferrer, trabalhava em um evento promovido pelo estabelecimento, em Florianópolis, como embaixadora da casa.

Segundo a mãe da jovem, ela chegou em casa do trabalho chorando muito, com o body e a calcinha que usava ensanguentados. A roupa que usava também estaria com forte odor de esperma. No dia seguinte, Mariana registrou um boletim de ocorrência de estupro. Em exame pericial feito com o esperma encontrado na roupa da jovem, foi constatado que o material era compatível com o DNA do empresário paulistano André de Camargo Aranha. Em julho de 2019, ele se tornou réu do caso, investigado como estupro de vulnerável.

Fonte: UOL