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Mãe e filha começam residência médica juntas e história viraliza

09/06/2020 às 08:10.

 

Mãe e filha começam carreira de medicina juntas (Reprodução: Today/Adrienne Battistella)

 

Fazer uma faculdade ao mesmo tempo que sua mãe pode parecer uma ideia improvável, mas não é impossível. A história das médicas Cynthia Kudji Sylvestere e Jasmine Kudji é uma prova disso. Elas que são mãe começaram suas residências médicas no mesmo ano. Cynthia fará parte do programa de residência na área de medicina da família e Jasmine começa a residência para atuar como cirurgiã geral.

Para Cynthia, se tornar médica sempre foi seu sonho. Em entrevista ao Today, ela relatou que migrou de Gana para os Estados Unidos, quando tinha apenas dois anos de idade. Sua família se estabilizou em Louisiana, mas chegaram a fazer uma viagem de volta ao país africano. Foi lá que Cynthia descobriu sua vocação para a medicina. Durante a viagem, uma jovem se aproximou dela e pediu para ajudar seu filho doente. “Ver essa disparidade realmente me abalou e me fez querer fazer algo a respeito”.

No entanto, seus planos não saíram como o esperado. Aos 22 anos, Cynthia ficou grávida de Jasmine. “Eu tive que adiar meu sonho de ser médica, porque precisava ter um emprego para sustentar minha filha”. Ela decidiu, então, começar sua carreira como auxiliar de enfermagem e depois se tornou enfermeira. “Quando Jasmine estava na faculdade, percebi que era o momento certo para eu realizar meu sonho de ser médica”.

Em 2013, aos 43 anos, Cynthia se matriculou na Universidade de Medicina e Ciências da Saúde, na ilha de St. Kitts, no Caribe. Já para Jasmine fazer o curso de medicina foi algo muito natural. Desde pequena, ela via a mãe a cuidar de pacientes, como enfermeira. Ela começou a faculdade dois anos depois da mãe. Após a sua graduação, ela continuou seus estudos na Louisiana State University, em Nova Orleans.

Para Jasmine, ter a mãe ao lado durante a faculdade foi muito especial. “Você é capaz de confiar uma na outra durante todo o processo”. Agora as duas se preparam para iniciar suas residências em meio à pandemia do coronavírus. “Como mãe, estou muito preocupada em começar no meio de uma pandemia. Não sei se teremos EPIs suficientes. Eu me preocupo com minha filha, sendo potencialmente exposta à COVID-19. Mas, ao mesmo tempo, é para isso que nos inscrevemos”

Cynthia ainda ressalta que é muito difícil ver mulheres negras médicas. No hospital, em que ela irá trabalhar tem apenas uma cirurgiã negra, de um total de 50 profissionais. “As cirurgias em geral são incomuns. Não é sempre que vejo pessoas que se parecem comigo em meu campo, por isso é tão importante para nós garantir que mostremos nossos rostos e divulguemos nossa história.”.

Mãe e filha começarão suas residências em 1º de julho. Cynthia ficará em Lafayette, Louisiana por três anos, enquanto Jamine viajará por cinco anos entre Baton Rouge, Lafayette e Nova Orleans.

Via: Revista Crescer