Mãe dirige pouco depois de dar a luz para que seu marido pudesse ver a filha recém-nascida antes de morrer

26/02/2019 às 08:18.

A pequena Ariya veio ao mundo no mesmo dia em que seu pai, Brett Kinloch, morreu. A garotinha nasceu saudável e pôde ficar com o pai por algumas horas

Somente 50 minutos após o parto, Nicola Kinloch, sua mãe, Jill e a recém-nascida Ariya, dirigiram os 30km até o hospital Milton Keynes, na Inglaterra, para que o pai da criança, Brett Kinloch, pudesse segurar sua filha nos braços. Brett estava internado e lutando há 4 anos contra um tumor no cérebro. Infelizmente, ele morreu apenas 3 horas depois de segurar a jovem Ariya nos braços.

Nicola, esposa de Brett e com o qual já tinha 3 outros filhos, disse que encontrou conforto no fato de que seu marido teve a chance de conhecer a filha. “Soa horrível, mas poderia ter sido muito pior. Ela poderia ter nascido 24 horas depois”, desabafou.

Ela relatou como foi o momento: “ele podia ouvir o que estava acontecendo e sabia que nós estávamos lá. Eu sempre serei grata por isso”. Além disso, ela contou sobre o apoio que recebeu de toda a rede de saúde, tanto do hospital no qual teve sua filha, tanto do hospital no qual seu marido estava internado. “Eu jamais poderei agradecer ao NHS (serviço de saúde do Reino Unido) o suficiente. Eles fizeram tudo o que foi possível. Todos fizeram o possível e o impossível para nos ajudar”.

Brett Kinloch foi diagnosticado com glioblastoma multiforme, um tumor cerebral maligno de nível 4, há 4 anos atrás. Os médicos afirmaram que ele teria somente mais 1 ano de vida. Contando com uma grande rede de apoio, sua família pôde juntar dinheiro suficiente para qeu ele tivesse tratamente internacional, o que possibilitou uma melhora considerável em seu quadro. Entretanto, logo antes do Natal, a família recebeu a notícia de que o tumor estava em uma área do cérebro que impossibilitava uma operação de remoção.

Brett Kinloch morre logo após ver a filha (Foto: Facebook)

Pouco tempo antes de morrer, ele disse a sua família que as coisas seriam diferentes “mas tudo vai ficar bem”. Brett continuou trabalhando até 3 semanas antes de morrer. “Ele amava a vida e nunca criava desculpas, nunca deixou que sua doença o impedisse de viver”, relembrou Nicola.

Via: Revista Crescer