Mãe descobre que está há 14 anos com agulha de peridural alojada na coluna

28/03/2018 às 09:15.

A americana Amy Bright ficou surpresa quando médicos determinaram a causa da dor constante que sentia próximo ao cóccix e na perna esquerda

Depois de 14 anos vivendo com uma dor aparentemente inexplicável na lombar e nas pernas, a americana Amy Bright descobriu que a causa de seu desconforto era uma agulha quebrada de peridural de cerca de 3 cm, alojada em sua coluna. O objeto foi deixado no corpo de Amy durante a cesárea de seu filho caçula no Hospital Naval de Jacksonville, nos Estados Unidos em setembro de 2003.

Amy está processando o hospital por negligência médica e fraude. “A dor é como fogo, como se houvesse alguém me cutucando constantemente perto do meu cóccix”, disse Bright em uma entrevista coletiva dada no escritório de seu advogado Sean Cronin para diversos veículos da mídia estadunidense. “E, às vezes, ela se espalha como uma fisgada dolorosa para o lado esquerdo da minha perna, passa pela panturrilha e chega até o meu pé”.

Apesar de sentir desconforto desde o momento que pegou o caçula nos braços pela primeira vez, Amy viu a dor aumentar ao longo dos anos e se tornou insuportável no fim de 2017. Foi então que os médicos fizeram uma tomografia computadorizada do corpo da americana e descobriram a agulha quebrada em sua coluna.

Cronin, o advogado da americana, disse ter ficado “sem palavras” ao descobrir que a equipe médica não contara para Amy sobre a presença da agulha depois da cesárea. “Quando eles retiram a agulha precisam conferir se ela saiu por inteiro. Há documentação médica mostrando que eles tentaram sem sucesso retirar a agulha da espinha dela em setembro de 2003, mas isso nunca foi comunicado”.

De acordo com os médicos que agora acompanham Amy, a agulha causou um dano permanente no nervo e a dor tende a piorar com o passar do tempo. A cirurgia para retirar o objeto hoje em dia é arriscada e poderia deixar Amy paralisada, então ela provavelmente terá que viver com o objeto dentro do corpo pelo resto da vida.

Para Amy, a coisa que mais a entristece é a omissão da equipe médica. “Se eles fossem minimamente humanos, teriam me dito ‘desculpe, cometemos um erro imenso, vamos consertá-lo”, afirmou. “Mas ao invés disso decidiram não me contar o que havia acontecido”.

Via: Revista Crescer