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Mãe dá à luz quádruplos idênticos durante a pandemia de Covid-19

22/05/2020 às 08:42.

 

Quatro meninos! (Foto: Reprodução/Today Parents)

 

Os quatro bebês nasceram prematuros de 26 semanas em março. “Esperei o pior. Talvez tivéssemos bebês doentes”, disse a mãe, que é de Dallas, nos EUA. Felizmente, os quatro receberam alta no início de maio

Quando Jenny Marr, 35 anos, de Dallas, nos Estados Unidos, foi ao seu primeiro ultrassom para saber como estava o desenvolvimento do primeiro filho com o marido Chris Marr, 35, ela notou que a expressão da médica ficou diferente. Naturalmente, ela ficou preocupada, desconfiando que algo estivesse errado com o bebê. Ela perguntou, então, à obstetra Lauren Murray se havia algum problema. “Eu perguntei: ‘Oh não, não há batimentos cardíacos?’, e ela respondeu: ‘Não, há batimento cardíaco. Têm três bebês aí’ Ficamos absolutamente chocados”, lembra. Até onde sabem, nenhum dos dois têm histórico de múltiplos na família.

Mas uma semana depois, no dia 19 de novembro de 2019, durante uma consulta com um especialista em medicina materno-fetal, novamente eles notaram um “olhar estranho”. “O médico me olhou engraçado durante o ultrassom. Nós pensamos: ‘Oh, o que está acontecendo agora?’ Ficamos preocupados de novo”, disse Chris, em entrevista ao Today Parents. “Ela disse: ‘Vocês têm quatro bebês’”, completou. Em apenas uma semana, eles passaram de trigêmeos a quádruplos. “Fiz a piada de que não voltaria porque apareceriam cinco bebês na próxima vez”, brincou. “Ficamos chocados. Logo depois, soubemos que eles estavam saudáveis”, falou.

Os pais de primeira viagem estavam esperando quádruplos idênticos e gerados naturalmente. Isso é tão raro que, segundo a obstetra do casal, a chance de ocorrer é 1 em 1 milhões ou 1 em 15 milhões de nascimentos. “É inacreditável. Isso nunca vai acontecer novamente na minha carreira. Eu disse: ‘Garota, compre alguns bilhetes de loteria, porque esse é o tipo de probabilidade com que estamos lidando’”, disse Lauren, que trabalha no Hospital Presbiteriano de Saúde do Texas, em Dallas. “Isso foi um milagre”, concluiu. O casal ficou ainda mais surpreso quando descobriu que todos os quatro bebês compartilhavam uma placenta, o que tornava a gravidez mais complicada. Todos dependiam dessa única placenta para se alimentar. “O risco era que um dos bebês pudesse se desenvolver mais”, explicou o pai. “Mas eles se desenvolveram incrivelmente bem”, elogiou a médica.

QUÁDRUPLOS EM MEIO À PANDEMIA

Mas os riscos não pararam aí. Os quatro também resolveram nascer em meio à pandemia mundial de coronavírus. O parto aconteceu quando Jenny estava prestes a completar 26 semanas. Então, além de prematuros, os quatro chegaram em um momento em que os hospitais de todo o país estavam mudando suas políticas por causa da Covid-19. “Pela primeira vez, eu esperei o pior. Talvez tivéssemos bebês doentes e na UTI”, disse a mãe.

Felizmente, todos nasceram bem, por cesárea, no dia 15 de março: Harrison foi o primeiro, Hardy o próximo, depois Henry e, por último, Hudson. “Eles nasceram em três minutos. Foi incrível”, lembra a mãe. “Nós os chamamos de filhotes, porque eles realmente pareciam filhotes”, completou. Três dos bebês precisaram de oxigênio e os quatro permaneceram na UTI neonatal por cerca de 10 semanas. No início de maio, eles receberam alta. “Cada um deles tem duas próprias características. Quando nos sentamos e olhamos para eles, somos capazes de diferenciar quem são, mas se você apenas os olha à distância, todos parecem iguais. Hudson é um pouco menor que todos os outros e mais silencioso”, descreveu o pai.

Apesar da pandemia, o casal disse que o distanciamento social permitiu que a família se aproximasse ainda mais. “Foi um momento muito surreal e é uma daquelas coisas que provavelmente olharemos para trás alguns anos depois e pensaremos: ‘Uau, isso foi loucura'”, disse Chris.

Via: Revista Crescer