Laudos comprovam abuso de criança em supermercado de Porto Alegre

28/09/2017 às 13:47.

Dois laudos recebidos pela polícia, um físico e um psíquico, comprovam que uma menina de 5 anos sofreu abuso dentro de um supermercado de Porto Alegre. O caso ocorreu no último sábado (23). Um homem de 62 anos foi detido no local e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele segue na cadeia.

“A perícia física deu negativa, não teve conjunção carnal, teve o toque. A perícia psíquica feita na menina por um psiquiatra constatou sofrimento psíquico”, explica a delegada.

Mesmo com a ausência de conjunção carnal, o homem segue respondendo por estupro de vulnerável, por ser ato libidinoso. A pena vai de 8 a 15 anos de prisão.

Abuso de criança está sendo investigado pela delegada Laura Rodrigues (Foto: Gregori Berto/RBS TV)

Abuso de criança está sendo investigado pela delegada Laura Rodrigues (Foto: Gregori Berto/RBS TV)

A menina estava acompanhada da mãe e da avó, mas se afastou delas por alguns instantes. Conforme a polícia, a criança foi abordada pelo homem, que a levou para trás de uma prateleira, onde cometeu o abuso. A criança correu em direção à mãe, e os seguranças do supermercado conseguiram detê-lo.

O homem foi preso em flagrante e conduzido para a Cadeia Pública de Porto Alegre, novo nome do Presídio Central. Como a prisão foi convertida pela Justiça em preventiva, agora ele não tem prazo para ser solto.

Na decisão, de 25 de setembro, o juiz Felipe Keunecke de Oliveira, da 6ª Vara Criminal do Foro Central, considerou o fato como grave, que “nitidamente ofende a paz social e ordem pública”. O processo corre em segredo de Justiça.

“(…) eis que a vítima é criança, o que torna o fato ainda mais grave, cometido em local público, o que demonstra uma grande audácia do flagrado, o qual pelo vídeo juntado ao presente expediente, fica demonstrado com clareza meridiana a autoria delitiva”, destaca o magistrado.

A polícia deve chamar outras pessoas para prestar depoimento na delegacia. Conforme a delegada, o inquérito deve ser concluído em até 10 dias.

Um vídeo circulou nas redes sociais monstrando abordagem do homem à menina dentro do supermercado. A delegada reforça que divulgação da gravação é vetada pelo artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e pode acarretar em pena de 3 a 6 seis anos de prisão.

A delegada reforça que repassar o vídeo por grupos de whatsapp ou Facebook também pode ter o mesmo enquadramento.

Fonte: G1