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Índia dá sinal verde e primeiras remessas da vacina de Oxford chegam nesta sexta

22/01/2021 às 08:37.

Vacina contra a covid-19. Foto ilustrativa: Freepik

O governo da Índia deu sinal verde para a exportação de vacinas contra a Covid-19, e as primeiras remessas serão envidas ao Brasil e ao Marrocos nesta sexta-feira (22), segundo o ministro de Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla, disse à agência de notícias Reuters.

O imunizante é desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca e estão sendo fabricadas no Instituto Serum, na Índia. No Brasil, a vacina será feita, também com resultado de uma parceria, pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O governo vinha tentando antecipar desde dezembro o lote de imunizantes.

O objetivo do governo era que as primeiras doses fossem usadas para dar a largada na campanha de vacinação no Brasil. Uma cerimônia no Planalto estava sendo preparada para a ocasião. https://421ac9beba7c357543b653bee7dd2d18.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Ao longo de semanas, o chanceler Ernesto Araújo coordenou esforços para conseguir a liberação da carga a tempo de garantir o cronograma desejado pelo Planalto. O ministro, no entanto, não obteve êxito.

Em uma entrevista na segunda-feira (18), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, chegou a mencionar o fuso horário como uma das dificuldades diplomáticas. Nova Déli está oito horas e meia à frente do Brasil.

Foram várias as gestões diplomáticas. Bolsonaro enviou uma carta ao premiê Narendra Modi​ em 8 de janeiro pedindo urgência na concessão da autorização. Dias depois, Ernesto telefonou para seu contraparte no país asiático, Subrahmanyam Jaishankar.

Na segunda, Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o embaixador da Índia, Suresh Reddy​, em novo apelo. Porém, segundo Pazuello, a previsão seguia em um inconclusivo “deverá ser resolvido nos próximos dias desta semana”.

A principal crítica contra Ernesto é que ele deveria ter sido claro sobre as dificuldades políticas para que a Índia desse luz verde para a venda, uma vez que Nova Déli não quis possibilitar a venda antes de iniciar a sua própria campanha de vacinação —algo que ocorreu no sábado (16).

Além do mais, os indianos estabeleceram um plano que prevê o envio de doses primeiro para nações vizinhas (Butão, Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Seychelles). O comunicado divulgado pela chancelaria indiana não cita o Brasil.​

Via: Tribuna Do Paraná