Grupo faz 195 mil tampinhas virarem cadeira de rodas

23/04/2019 às 10:13.
Cadeira de rodas sobre montanha de tampinhas plásticas

400kg de tampinhas plásticas são trocados por cadeira de rodas

Ideia de juntar tampinhas contagiou todo o Rio de Janeiro: de catadores de lixo a dono de rede de restaurantes.

A proposta é bem simples: juntar tampinhas para vender o plástico e, com o dinheiro, comprar cadeiras de rodas a serem doadas a quem precisa. A meta era ousada: são necessários 400kg de plástico, o que equivale a cerca de 195 mil tampas. Mas foi batida em 11 semanas. Tem mais: nas duas semanas seguintes o grupo, que só cresce a cada dia, já juntou mais tampinhas para comprar a segunda cadeira de rodas e a terceira está bem próxima.

O projeto Rodando com Tampinhas começou no dia 1° de janeiro deste ano, quando Márcia Dabul, 57 anos, conseguiu unir seu desejo de fazer algo pelo meio ambiente à vontade de ajudar os pacientes da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), que fica no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, nas proximidades de onde ela mora.

Cadeira de rodas sobre milhares de tampinhas
Primeira cadeira de rodas foi doada à ABBR no ultimo domingo (7) – Foto: reprodução/Instagram

“Sempre passo por ali e vejo mães carregando crianças no colo já muito pesadas ou pessoas com muita dificuldade tentando se apoiar em bengalas. E sei que a ABBR tem uma fila de espera por cadeiras de rodas de mais de 300 pessoas”, diz Marcia.

Juntar tampinhas plásticas foi o mais simples que Marcia pôde pensar: a tampinha é um resíduo pronto, não precisa ser limpa e nem requer equipamentos para prensar ou empilhar. Além disso, qualquer pessoa é capaz de participar deste movimento de solidariedade, já que não é preciso ter dinheiro para comprar nada ou fazer doações. “Basta se abaixar e pegar uma tampinha na rua”, diz.

Dona Matilde, de 93 anos, com saco de tampinhas
Dona Matilde, de 93 anos, recolhe tampinhas em Madureira – Foto: reprodução/Instagram

E é justamente esta simplicidade que tem unido pessoas de diferentes realidades, de crianças a idosos, como Dona Matilde, de 93 anos, que não só guarda todas as tampinhas que usa em sua casa como recolhe do chão, com a agilidade de uma adolescente, as que encontra pelas ruas de Madureira.

Via: Razões Para Acreditar