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Greca afirma que escolas municipais só voltam com professores vacinados

30/03/2021 às 07:55.

Foto: Reprodução/ RPC

Nesta segunda-feira (29), em entrevista ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC, o prefeito de Curitiba Rafael Greca disse que as escolas municipais só voltam com as aulas presenciais depois que os professores estiverem vacinados. “Nós jamais colocaremos em risco a saúde dos curitibinhas”, revelou o prefeito.

A Secretaria Municipal da Saúde, em nota, disse que segue o plano nacional e estadual de vacinação. Pela ordem de imunização, idosos e profissionais da saúde são os primeiros a receber a vacina, depois quem tem comorbidades, trabalhadores dos CRAS, CREAS, FAS, motoristas e cobradores e também professores.

A prefeitura não divulgou uma previsão de quando pretende vacinar os professores, pois depende da disponibilidade de doses. Se houver vacina suficiente, os professores poderão receber a dose simultaneamente com os grupos de motoristas e cobradores, e trabalhadores da prefeitura.

Estados têm colocado professores como prioridade

Apesar do Plano Nacional de Operacionalizações de Vacinação contra a Covid-19 estabelecer uma ordem de imunização do grupo prioritário, alguns estados e o Distrito Federal têm colocado professores e forças de segurança antes de categorias que estariam na frente. https://ffe84ffd36a97c1896138a9fe82e6cd9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Essas ações vão contra as diretrizes do Ministério da Saúde, segundo o qual os estados não devem pular a ordem de vacinação do grupo prioritário.
Os entes federados, porém, têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas.

“Conforme a campanha de vacinação avance nos estados e municípios, eles podem ampliar a imunização do grupo prioritário desde que sigam a ordem prevista no Plano Nacional de Operacionalizações”, disse a pasta, em nota.

As mudanças que vêm ocorrendo nos estados foi tema da primeira reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após a criação do comitê nacional contra Covid-19. Governadores cobraram que todos os estados sigam os critérios de vacinação prioritária do plano.

O Ministério da Saúde já entregou às unidades da federação mais de 33,9 milhões de doses da vacina contra o coronavírus, destinadas a trabalhadores de saúde, quilombola e idosos.

No entanto, já há estados vacinando as forças de segurança. Fazem parte do grupo policiais federais, militares, civis e rodoviários, além de bombeiros militares, civis e guardas municipais.

Isso ocorre após forte pressão do setor em razão do aumento de casos de mortes de policiais. Das 18 unidades da federação que responderam, cinco adiantaram a vacinação dessa categoria.

Cada governo estadual tem programado o seu calendário e como vai funcionar essa imunização. Há alguns que também incluíram professores e pessoas com doença crônica renal.

A epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do PNI (Programa Nacional de Imunizações) por oito anos (2011-2019), disse que as mudanças feitas pelos estados desarticulam o processo de vacinação e a comunicação com a população.

Domingues afirmou que não é contra adiantar a vacinação de professores e das forças de segurança, mas que isso precisa ser algo decidido nacionalmente.
“Teria que ter um consenso nacional. Cada local tomando uma decisão, vai ficar difícil controlar a demanda social por vacina.”

Segundo ela, a mudança sendo feita diretamente pelos estados pode trazer desorganização na vacinação, confusão da população e a ida de pessoas a estados que já estiverem aplicando a vacina na categoria a que ela pertence.

Via: Tribuna Do Paraná