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Grávida de trigêmeos, mãe precisava decidir entre abrir mão de um bebê para salvar os outros dois ou perder todos

15/06/2020 às 08:46.

 

Os trigêmeos idênticos passaram momentos difíceis, mas sobreviveram (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Imagine precisar decidir se um dos seus filhos pode morrer para que os outros continuem vivos ou perder todos. Foi o que aconteceu com a britânica Summer Shillingford. Ela e o marido, Davidson, já eram pais de Violet, 6, e decidiram tentar novamente, passando por novas tentativas de Fertilização In Vitro (FIV). Depois de três rodadas, ela engravidou. “Fiquei maravilhada e presumi que seria um bebê só, porque eu tinha quatro embriões, mas apenas um vingou. Mas, inacreditavelmente, o embrião se dividiu – criando trigêmeos idênticos. Meu médico nunca tinha visto isso antes”, contou, em entrevista ao Mirror.

No entanto, na 19ª semana de gravidez veio uma notícia perturbadora. Summer foi diagnosticada com síndrome da transfusão feto-fetal, uma condição rara, mas que pode acontecer quando, em gestações múltiplas, os bebês dividem a mesma placenta. A síndrome ocorre quando vasos da circulação dos gêmeos se comunicam. Isso faz com que um bebê receba parte do sangue do outro e fique com excesso de volume e o outro, com redução. “Os médicos sugeriram, então, que abortássemos o bebê 2, para dar aos outros uma maior chance de sobrevivência”, conta a mãe. “Mas eu disse que não havia nenhuma possibilidade de eu fazer isso. Eu não seria capaz de conviver comigo mesma sabendo que eu teria deixado meu filho morrer”, lembra. “Esses meninos tinham que estar aqui e era nossa responsabilidade como mãe e pai deles dar a todos uma oportunidade justa”, diz.

A mãe com os bebês: quase um milagre (Foto: Reprodução/Instagram)

A mãe com os bebês: quase um milagre (Foto: Reprodução/Instagram)

Salvar

A outra opção, com perspectivas não tão boas de resultados, seria fazer um procedimento cirúrgico a laser para cauterizar os vasos da placenta que estavam desiquilibrando o fluxo sanguíneo. Ainda havia a possibilidade de ela perder todos os bebês. Eles tinham que esperar uma hora para ver se os corações ainda apresentavam batimentos e depois, voltar em uma semana, para outro check-up.

Felizmente, os instintos deles estavam certos. Os bebês conseguiram sobreviver e nasceram prematuros, com 32 semanas. “Comecei a ter um forte sangramento. Corremos para o hospital e, em três horas, tive os bebês”, diz a mãe, que passou por uma cesariana no dia 18 de maio.

“Foi um momento muito feliz e, ao mesmo tempo, um alívio de ver os três chorando”, disse o pai, Davidson.

A irmã mais velha, Violet, ainda não conheceu os bebês por causa da pandemia (Foto: Reprodução/Instagram)

A irmã mais velha, Violet, ainda não conheceu os bebês por causa da pandemia (Foto: Reprodução/Instagram)

Salvar

Infelizmente, por causa do coronavírus, os meninos não conheceram Violet, a irmã mais velha ou ninguém mais da família. “Violet deu a eles sua ovelhinha de pelúcia preferida e fez desenhos para eles, para dizer a eles que os ama”, conta a mãe, sem esconder a felicidade.

Via: Revista Crescer