Geração millennial: o que é felicidade para mulheres de 20 a 24 anos?

24/11/2017 às 16:08.

As mulheres têm ganhado cada vez mais voz na sociedade, nunca se discutiu tanto o empoderamento e nunca estivemos tão familiarizadas com tecnologia quanto agora. É, a geração millennial tem mudado o mundo. Mas, afinal, qual é o projeto de felicidade pessoal e profissional da brasileiras que estão entrando no mercado de trabalho? A psicóloga e empresária Cecília Russo Troiano fez uma pesquisa com mulheres de 20 a 24 anos para descobrir a resposta.

De acordo com estudo do IBGE, atualmente as mulheres representam 47% da força de trabalho no Brasil. Mesmo assim, ganham 23% menos que os homens e só ocupam 3% dos cargos de CEO. O Censo de 2012 mostrou que as brasileiras somam 60% da população com bacharelado e obtêm 51,1% das graduações. No entanto, quanto mais estudam, maior é a diferença salarial. “Há mulheres pisando fundo no acelerador da carreira e passando por cima da vida pessoal, quando preciso. Outras se recusam a um ritmo tão sacrificante de trabalho e acabam jogando a toalha de suas ambições de atingir o topo”.

Na contramão desse movimento, a nova geração mostra que não existem apenas essas duas opções. “As brasileiras não estão dispostas a mergulhar totalmente na carreira, esquecendo a vida pessoal”, explica Cecilia, que reuniu todas as informações no livro “Garotas Equilibristas – O projeto de felicidade das mulheres que estão chegando ao mercado de trabalho”.

A pesquisa mostra alguns caminhos do que a mulher da geração millennial quer. Como:

Garotas Equilibristas (Foto: Divulgação)

FELICIDADE E SATISFAÇÃO: as novas mulheres não querem apenas ter sucesso profissional. Todos os planos estão focados na ideia de felicidade e satisfação no que fazem.

LIBERDADE: dentro dessa busca pela felicidade, a liberdade é prioridade para a nova geração. Elas sonham com independência financeira, direito à escolha, autonomia, independência de pensamento e autossuficiência para tomar decisões.

VIDA PESSOAL X CARREIRA: nem largar tudo para dar mais atenção aos assuntos pessoas e nem se sentir sobrecarregadas em focar apenas no trabalho. A nova geração acredita que nenhuma dessas opções valem a pena. Para as novas mulheres, é preciso encontrar o meio termo porque esses dois caminhos são limitados para o projeto de felicidade.

FAMÍLIA: a família é peça fundamental para todas as entrevistadas. Mesmo assim, ainda não identificam um plano intermediário entre largar tudo pela família e conquistar o sucesso profissional. Elas procuram equilíbrio, mesmo que para isso precisem adequar expectativas, tanto em uma carreira que não sobrecarregue quanto em relações afetivas em que as tarefas sejam compartilhadas.

PRIMEIRO, EU: essa geração tem um olhar mais individual que coletivo. O que elas querem é o suficiente para tocar os próprios projetos, e não necessariamente uma mudança estrutural que beneficie todas as mulheres. Por isso, defendem que a responsabilidade e os caminhos de suas vidas dependem exclusivamente delas mesmas.

Cecília Russo Troiano (Foto: Divulgação)