Garoto que nasceu prematuro nadará um quilômetro e meio para ajudar amigo com doença sem cura

27/03/2018 às 09:13.

Cillian Fegan nasceu de 30 semanas e, apesar das limitações físicas, participará de campanha para arrecadar fundos

Eoin tem uma doença sem cura, mas os pais buscam oferecer os melhores cuidados  (Foto: Divulgação/ GoFundMe)

Cillian Fegan, um garoto irlandês de 11 anos de idade que nasceu prematuro de apenas 30 semanas, vencerá seus próprios limites ao nadar 1,6 quilômetros. Tudo por uma ótima causa! Ele participará da campanha Swim for a Mile, que arrecadará fundos para ajudar Eoin McStravick Sloan, 8, que tem Leucodistrofia Metacromática, uma doença genética sem cura.

Em entrevista ao site local MummyPages, a mãe de Cillian, Alison Fegan, que também é fundadora da Irish Premature Babies, projeto que ajuda pais com bebês prematuros na Irlanda, contou que o caminho das duas famílias se cruzaram por ambos os meninos terem nascido antes do tempo. “O único esporte que Cillian consegue aguentar é a natação e levou oito anos para que fosse capaz disso. Ele está treinando há seis meses e será a pessoa mais nova a participar do evento”, contou a mãe.

Segundo Alison, uma das razões para que Cillian faça isso é a ajuda que ele mesmo recebeu da comunidade durante sua a vida. “Das mais diversas formas, médicos, terapeutas e outras famílias nos ajudaram a criá-lo enquanto ele passava por todas as terapias que você possa imaginar, seis cirurgias, da meningite a epilepsia… E mesmo 11 anos depois ele ainda precisa dessas terapias”.

Cilian (de camisa branca) ao lado dos pais e do irmão: ele quer ajudar  (Foto: Divulgação)

De partir o coração, a condição de Eoin se deteriorou rapidamente desde que ele foi diagnosticado, aos 6 anos. A arrecadação de dinheiro é para que os pais, Avril e Gary, possam deixá-lo o mais confortável possível, já que a doença não tem cura, e tenham condição de oferecer os cuidados em tempo integral que ele necessita. A família também criou uma vaquinha na plataforma GoFundMe para doações.

Via: Revista Crescer