Funcionários da FAS são agredidos na Rodoviária por moradores de rua

25/04/2019 às 11:49. Comente esta notícia!

 

“Nosso trabalho é um dos mais demonizados, porque além de sermos vistos com olhares negativos pela população, entre quem buscamos ajudar também acabamos hostilizados”, assim definiu uma servidora da Fundação de Ação Social (FAS), da prefeitura de Curitiba, que foi agredida fisicamente por um morador de rua enquanto buscava oferecer ajuda a ele. O episódio, que aconteceu no último dia de março, às 23h, afastou a mulher, mas colocou em alerta o quão importante é a missão desempenhada pela FAS e o quanto todos nós deveríamos valorizar o que é feito.

A mulher, que tem 40 anos e há 10 atua como servidora da FAS, deve voltar a trabalhar nessa semana. À Tribuna, ela contou que agressões verbais são sempre recorrentes. “Mas dessa vez foi mais grave. Alguns deles provocam muito a gente, falam muito desaforo, mas somos obrigados a atender essas situações, temos que fazer de conta que não ouvimos. Contamos com a sorte, porque não temos outra opção”, detalhou a servidora, que pediu para não ser identificada.

No dia 31 de março, a mulher e seu colega de trabalho, um homem já idoso, com 62 anos e que trabalha trabalha há mais de 20 anos na FAS, foram acionados para oferecer ajuda a moradores que estavam na rodoferroviária de Curitiba. “Seria mais uma abordagem de rotina, mas sabíamos que se tratavam de usuários de drogas que precisavam ir para um abrigo”, contou o homem, que também preferiu não ter o nome divulgado.

Segundo o homem, enquanto ele e a colega ofereciam ajuda para que essas pessoas recebessem atendimento correto e passassem até mesmo por uma triagem do serviço social, um rapaz chegou e, alterado, começou a xinga-los. “Começou a chamá-la de bruxa, de velha, de feia, disse que o atendimento dela não era bom. Como tinha muita gente para atendermos, talvez a gente não tivesse respondendo como ele queria, com mais agilidade”.

Depois de insultar, o homem partiu para agressão. “Eu tentei impedir entrando no meio e infelizmente ele começou a dar chutes, socos, agrediu a gente, nos derrubou. Numa dessas tentativas de me acertar, desviei o soco e pegou na testa da minha colega, que ficou bem machucada”, detalhou o servidor. A mulher, que chegou a ser atendida, teve que sair da rodoferroviária junto com a equipe como se fossem foragidos.

“Acionamos a Guarda Municipal, porque ali na rodoviária havia um modulo da Polícia Militar (PM), então sempre tinham policiais por perto, mas foi retirado. Hoje não tem guarda e nem PM, só a vigilância privada”, completou o homem, explicando que o agressor foi preso. “Depois de todo o procedimento na delegacia, eu fui para a casa e a colega para o hospital. Ela continuou afastada do serviço, principalmente pela questão psicológica”.

 

 

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