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‘Fui bombardeada com pêsames’, diz mãe de gêmeas com Down

28/01/2020 às 09:34.

Palpites e sugestões ‘não muito bem-vindos’ fazem parte da vida de qualquer gestante. No entanto, a mãe de quatro norte-americana Rachael Prescott, 39, de Oregon, disse ter enfrentado uma verdadeira “avalanche de absurdos” durante a gestação das gêmeas Carlotte e Annette, que completaram 1 ano. Isso porque suas duas meninas possuem síndrome de Down.

Em entrevista ao site Mirror, Rachael contou que durante a gravidez, ela e o marido, Cody, 32, receberam a notícia de que suas gêmeas, provavelmente, precisariam de uma cirurgia cardíaca logo após o nascimento devido a uma doença congênita. No entanto, na época, o grave problema, segundo a mãe, parece ter sido “diminuído” pela possibilidade de as meninas nascerem com Down.

“Na minha primeira consulta pré-natal, por volta de oito semanas, seis especialistas se revezaram na revisão dos exames e na apresentação dos mesmos resultados. Ficamos sentados, confusos com a preocupação dos médicos ao saberem que nossas garotas poderiam ter a síndrome de Down, quando, sem dúvida, tiveram graves problemas cardíacos. As informações sobre como superar a situação cardíaca foram diminuídas pelo impulso de testes genéticos e possíveis meios de aborto. Eu queria explicar o quão longe estava do desejo de terminar minha gravidez, mas naquele momento eu só conseguia sentar em silêncio”, lembra.

Rachael disse que até o parto, mesmo depois de enfatizar sua empolgação com o pensamento de adicionar dois novos membros à família, os médicos continuaram expressando suas preocupações de que elas pudessem nascer com a síndrome de Down. Seis meses após o nascimento, Charlotte passou por uma cirurgia cardíaca, e, felizmente, Annette nasceu sem nenhum problema. “Enfrentamos doenças cardíacas congênitas e, quando elas nasceram, comemoramos a notícia de um diagnóstico confirmado de síndrome de Down. Os médicos geralmente sugerem que os gêmeos nasçam por cesariana, pois pode ser arriscado, mas nossas orações foram atendidas por um parto natural e dois bebês que não precisaram ser levados às pressas para uma mesa cirúrgica. Ficamos muito agradecidos e aliviados. Os que nos cercavam, no entanto, abordaram o tópico da síndrome de Down com timidez. Acharam que a gente estava de luto, mas rapidamente asseguramos a eles a falta de tristeza em nossos corações com relação a nossos dois belos corações batendo e seus cromossomos extras”, disse.

“Depois que as meninas nasceram, mergulhamos entusiasmadamente em todas as coisas da síndrome de Down”, completou Rachael. Segundo ela, que também é mãe de Easton, 6, e Hudson, 4, embora Annette e Charlotte sejam menores do que deveriam e se desenvolvam um pouco mais devagar, elas não são diferentes de qualquer outra criança de um ano de muitas maneiras. Ela agora incentiva pais e médicos a deixarem de lado a condição de seus filhos e abraçá-los. “Eles adoram brincar com seus irmãos mais velhos e amam seu cachorro, Max. O amor louco que temos por nossas meninas supera qualquer tensão emocional resultante de suas necessidades médicas. Eu ainda escolheria meus filhos exatamente como eles são”, finalizou.

Via: Revista Crescer